Recorde da cara de pau
Uma amiga veio me contar e concordei: “Realmente, este bateu o recorde da caratice”. Os dois tiveram um casinho há quase dois anos. A história foi aquela clássica. Ela se envolveu. Ele sumiu sem dar explicações. Bola pra frente, a vida segue, blá, blá, blá. E seguiu. Ela o esqueceu de vez mesmo e já está feliz com outro.
Até que surge um “oi” no MSN dia desses. Eram por volta das onze e meia da noite. Ela decidiu dar audiência só por divertimento. E logo identificou o mesmo modus operandi do espécime. Primeiro, ele se mostra super interessado na vida dela, depois começa a partir para perguntas pessoais para checar se a pessoa não está comprometida. Depois quer saber onde a pessoa mora para analisar se a viagem vale a pena. Até dar o bote, que geralmente é do tipo: “Eu estou indo aí te ver agora!”.
Já livre de qualquer sentimento com relação a ele, ela me contou que a conversa valeu porque finalmente pôde manifestar o que sentiu quando ele desapareceu: “Para você pode não ter tido importância, mas eu gostava de você, e você simplesmente sumiu”. Ele ainda tentou dar explicações, mas ela teve o gostinho de ignorar, tratá-lo com desdém e desejar sorte na vida e um beijo de adeus. “Bom, procure outra amiga aqui no MSN, porque comigo não rola”, assim acabou a conversa. “Eu nunca imaginei que ele fosse me procurar de novo, e ainda agindo como se nada tivesse acontecido, mas foi bem gostosa a sensação de desforra”, contou. E eu: “Parabéns, por mais um traste morto e enterrado”.
Patrícia, A Solteira