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Seu dilema: Para ficar perto, viramos casais amigos

O dilema de hoje traz uma história bastante complicada de uma leitora. À primeira vista, parece mais um caso comum de duas pessoas apaixonadas, mas que não têm coragem de abandonar seus parceiros para viver esta paixão. Mas, no caso dela, a situação ficou ainda mais enrolada. Decididos a não abandonar seus casamentos, mas incapazes de ficarem longe um do outro, resolveram apresentar seus respectivos um ao outro, de uma forma que viraram casais amigos, daqueles que viajam juntos e comem pizza no sábado à noite. Apesar da solução aparentemente prática, atração e culpa permanecem rondando a vida deles. E tem mais um detalhe: Eles nunca foram para a cama juntos. Confiram e ajudem com seus comentários.

O Trio

"Há dois anos, durante um trabalho, conheci um homem que acabou se tornando uma pessoa importante na minha vida, apesar de eu ser casada e ele também (inclusive com filhos). Mas ninguém nem imagina a profundidade do nosso relacionamento, apesar de nunca termos nos relacionado sexualmente. Quando nos vimos pela primeira vez, de imediato, nos sentimos atraídos um pelo outro.

No começo, trocávamos e-mails. Dezenas deles. Todos os dias. Depois, passamos a conversar por celular. Várias ligações. Todos os dias. Aí, começamos a nos encontrar no carro. Alguns minutos, algumas vezes, com semanas de intervalo. No começo, ele até falou que sentia algo por mim. Mas que não trairia a mulher. Depois disso, eu me declarei algumas vezes. E ele sempre dizia que não sentia nada. Mas continuava a me ligar. Todo dia.

No ano passado, ele começou a insistir para que tornássemos “oficial” nossa amizade. A ideia era que, se déssemos um jeito de eu conhecer a mulher dele e ele, meu marido, seríamos amigos e poderíamos continuar conversando, só que de forma “normal”. Conseguimos “oficializar” a amizade. Só que, depois disso, continuamos a conversar por e-mail e celular sem os outros saberem.

Ele me liga todo dia. Três, quatro vezes no mesmo dia. Quer saber tudo o que eu faço. Me manda ter juízo quando vou a alguma lugar sozinha. De vez em quando, nos encontramos para tomar um café e conversar. Brigamos várias vezes já. Falamos que não vamos mais continuar com essa amizade paralela. Mas depois ele me liga e voltamos a conversar. Paralelamente a isso, saímos juntos quase toda semana: eu e meu marido e ele com a família.

Nunca nos tocamos. Nunca nos beijamos. Mas sempre que estamos sozinhos, ele dá um jeito de mexer comigo: pega na minha perna, fica falando que estou magra, que preciso engordar. Passo semanas muito bem, obrigada. Mas tem dia que tenho recaída e o “se” fica na minha cabeça. Sei que se fôssemos livres já teríamos ficado juntos. Mas também sei que não iria durar. E ele também sabe. Talvez por isso tenhamos optado por “oficializar” nossa amizade. Se tivéssemos um caso, já teria acabado e não nos veríamos mais. Por mais absurdo que possa parecer, gosto da mulher dele e não quero estragar o que eles têm. Mesmo assim, ainda me sinto atraída por ele. E sei que ele também se sente por mim. Sei que isso não nos levará a nada. Mas não conseguimos colocar um ponto final nessa história. O que eu faço?"

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