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De volta pra casa

Eu voltei. Voltei para a cidade que me acolhei desde os seis aninhos, Praia Grande. Mas de onde, devido à ânsia por novos ares, me afastei por praticamente uma década. Primeiro fui trabalhar na cidade vizinha, maior e mais importante. Foi pouco. De lá, voei uns 12 mil quilômetros e me aventurei por quase dois anos no velho continente. De volta, só fiz escala por aqui, e fui jogar minha âncora em São Paulo, cidade que adotei como minha e aprendi a amar e odiar como qualquer paulistano da gema.
Mas o lugar onde a gente cresceu exerce um poder magnético na maioria das pessoas e, cá estou, de volta.
Sinto-me privilegiada. Vejo que muitos profissionais acabam se sujeitando a abandonar suas raízes por questões mais financeiras que sentimentais. Por isso, sinto-me feliz em estar recebendo reconhecimento profissional no lugar que me é mais importante na vida.
“Mas quem rodou o mundo se contenta em voltar para cá?”, me perguntaram. “Aqui também é um lugar do mundo”, respondi. Agora, um lugar diferente aos meus olhos, já que vi tanto lugar diferente e descobri também o quanto tudo é muito igual, no que diz respeito a problemas sociais e relações humanas principalmente. Mais uma vez, sinto-me sortuda por poder contribuir, depois de rodar este mundão, para melhorar a realidade do lugar que sempre acolheu.
Agora, o azul do mar enche os meus olhos, em vez de passar despercebido. Da minha janela, consigo ver um pedacinho dele todos os dias e isso me alegra. Agora, os 10 minutos (sem trânsito) que levo para chegar ao trabalho me trazem o bom humor de volta nas manhãs de preguiça. Agora, comer comida de mãe me faz esquecer de que existe dieta. E, agora, posso definitivamente declarar: Eu amo Praia Grande.

Patrícia, A Solteira

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Seu dilema: Meu marido vai ficar em outro estado por um ano

O dilema de hoje traz o drama da esteticista Mariela, que tem um relacionamento grude com o marido há 15 anos e terá que, pela primeira vez, ficar muito longe dele, por um ano. Confiram e ajudem:

"Quando ele me contou, encarei com tranquilidade, afinal, seria somente um ano e a gente iria se ver uma vez por mês. A gente vive em São Paulo e a empresa dele o transferiu por este período para tocar um projeto em Recife, a partir de dezembro. Existe a possibilidade do projeto terminar antes e ele voltar, ou de ele ficar de vez por lá. Eu até pensei em ir junto, mas tenho medo de largar meu negócio aqui e, se lá não der certo, voltar e ter que começar tudo de novo. Acontece que nas últimas semanas tenho sofrido de ansiedade. Fui parar no hospital por causa de pressão alta e o médico disse que era estresse. Eu até pensei que fosse por causa do excesso de trabalho, mas admito que é por causa desta mudança na minha vida. Nunca ficamos separados e comecei a temer pelo meu filho, que tem só 5 anos e ficará esse tempo longe do pai. Tenho tido insônia, e comecei a tomar remédio para dormir. O meu marido está aflito de me ver assim, mas não sabe o que fazer, porque não pode falar não para a empresa que já investiu muito nele, inclusive pagando cursos no exterior. Queria encarar tudo com calma, eu sei que não é algo tão grave, mas não estou conseguindo lidar. Por dentro, estou sofrendo e até minha saúde está sendo afetada".

O Trio

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