Novo blog

Tem blog novo na praça. Escrito por um jornalista amigo meu, o BlogCarro traz informações, segredos e novidades do mundo automobilístico. Dica boa para meninos e meninas que gostam do assunto, sem preconceito.

Isso para não falar que, além de muito gente boa, o blogueiro citado é um partidão. Amigas solteiras: se eu fosse vocês, ia lá e deixava comentários, hahaha!!!!

Beijos e boa leitura,


Isabela - A Divorciada


PS: Nossa leitora Norma Vida pede para a gente divulgar o blog dela, Relacionamentos nos dias de hoje. Registrada a dica aqui também. Beijos!

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"Olha, eu tenho certeza..."

"Olha, eu tenho certeza de que vai pintar alguém muito especial na sua vida. É só ter paciência, um dia vai acontecer. Tenho certeza."

Ouvi, ou melhor, li essa frase outro dia; num e-mail de contexto completamente diferente do que vocês podem imaginar. A frase simplesmente arrumou o seu lugar ali, jogada no meio daquela massa de texto, um desabafo mesmo e daqueles bem sinceros. Era de alguém próximo, mas que não tenho assim tanto contato. Numa dessas pegadinhas da vida, mais precisamente aquelas que doem igual shiatsu que vai na raiz do problema, o contato foi restabelecido e o tal desabafo chegou ao receptor. Eu.

Engraçado. Não tive curiosidade de perguntar o porquê daquela frase tão súbita na mensagem. Achei uma tremenda viagem aquelas palavras. Mulheres solteiras na fase dos trinta provocam sentimentos dúbios nas pessoas, só pode ser. Alguns sentem uma espécie de pena, como se ainda vivêssemos no século 19. Somos vistas como algo muito românticas, muito seletivas e que ainda pensam nas histórias do passado. "É karma, não tem jeito, tem que esperar mesmo. Só acontece quando tiver que ser".

Quando finalmente as solteiras balzacas estabelecem um relacionamento que engata, os comentários se transformam em palavras de alívio. Como se fosse constatada uma competência qualquer. "Finalmente casou e acabou de ter bebê. Já tava na hora, está com 32 anos", ouvi outro dia. Só que desta vez o alvo não era eu.

Outros pensam que a solteirice é apenas um artifício para a grande verdade: a de que jogamos em outro time, se é que me entendem. "Nunca vi com ninguém, será?" Mas esse tipo de comentário a gente ouve somente a respeito das outras. Mulher solteira, na faixa dos 30 anos e hétero é quase lenda urbana.

Fico pensando de quê adiantaram certas conquistas se, no fundo, algumas opiniões continuam ali, adormecidas e esperando a sua vez para virem à tona. Mulheres de 30 que ainda vivem com os pais é tolerável. Homens na mesma faixa etária e com o mesmo endereço é porque ainda são filhinhos de mamãe ou sabe mais Deus o quê.

O inverso também tem o seu julgamento. Homem viver sozinho e ser solteirão, pode. Já as meninas.... essas, enquanto seu príncipe não vem, devem ficar em compasso de espera, mas sempre cultivando a esperança de que-alguém-muito-especial-está-guardado-para-você. Bom, assim como eu, muitas devem estar sem a menor pressa, vivem num ritmo muito mais frenético do que o do compasso, e gostam de encontrar o que não se deve procurar. Olha, eu tenho certeza.

Giovana - A Solteira
PS: a imagem que ilustra este post é um autorretrato da cartunista argentina Maitena!

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Uma família fica retardada quando...


...nasce um bebê! Este é o retrato do nosso almoço de dia dos pais. Marina acha o máximo levantar os braços. E nós todos passamos a achar também. Ficamos metade do almoço fazendo a "ola". E a outra metade, engatinhando com ela. Mas dessa segunda parte não temos registro fotográfico. Ufa.


Débora - A Tia Solteirona

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Painho é tudo


Nunca refleti tanto a respeito da importância do pai na vida de uma mulher como quando me separei. Tenho a sorte de ser filha de um homem bom, generoso e honrado. Dono de um caráter daqueles que a gente não encontra em qualquer esquina. Um homem que, por ser tão correto, ficou passado passadíssimo com toda a falta de transparência e lealdade que permearam o meu divórcio. No mundo do meu pai, não é assim que as coisas funcionam. E macho que é macho age com dignidade do começo ao fim de uma história.


E é por ele que eu ainda acredito nos homens. E no fato de que a vida me reserva sim um companheiro digno de nota para tocar o barco. Por isso, sempre que tenho a oportunidade de conversar com algum pai de menina, faço campanha: fique do lado dela, seja um bom exemplo, ame a sua filha e lhe dê toda a atenção. É por você que ela vai ver os homens, não esqueça.


Eu não esqueço o pai que eu tenho. E agradeço cada traço que herdei dele: o nariz dos Barros (desculpa, mãe, o dos Pereira não é tudo isso, sabemos), o gosto pelos jornais (até hoje ele leva as minhas reportagens para mostrar no trabalho), a boa educação no trato com os outros, a serenidade que eu tenho em determinados momentos, principalmente nos mais difíceis.


Obrigada, painho. Acho você tudo. E te amo.

Feliz Dia dos Pais e um beijão,


Isabela - A Divorciada


PS: Na foto, painho e Baby Divorciada em seu aniversário de um ano


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Monstra!

Casado há 30 anos, ele tinha por hábito levar rosas vermelhas para a mulher todas as sextas-feiras. Até ouvir dela, ao receber um buquê fresquinho e lindão, o seguinte balde de água fria:

“Pra que você traz isso? Depois a casa fica aí fedendo....”

Detalhe: eles não estavam brigados, nada fora do normal havia acontecido. Nadinha. Ela estava num dia ruim, foi estúpida e não teve a dignidade de pedir desculpas. Há um ano, a chata não ganha um botão sequer. Bem feito.

Como algumas de nós conseguem ser tão monstras??????

Isabela – A Divorciada

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Locomotivas modernetes

Ser "muderrrno" dá um puta trabalho, não dá não? Primeiro, o guarda-roupa. Muitas etiquetas escondidas, mas não o suficiente para não serem devidamente vistas. É uma linha tênue que engana muita gente. Só que não a todos. Um ar pseudo-despreocupado sempre rola, porém não mascara o investimento pesado para ter (e manter) um visual up to date. Quantas parcelas no cartão de crédito estão por trás disso? Hummm, chutaria muitas.

Só que o negócio é não dar na vista. Pobreza e restrição estão fora do dicionário, circular é mandatório. Cara de blasé e contatos que rendem duas frases e um beijo no rosto fazem parte do jogo. É o raio do networking a qualquer custo. Em alguma coisa vai dar; é a fé dos criativos dos tempos em que jeans e blazer faziam aquela vista, gente! E dos criativos de hoje, que amam uma calça xadrez, um discurso coletivo, ostentam a tal cara blasé - mas adorariam mesmo é saber o que se passa no holerite daquele amigo desaparecido.

Não se deve perder um lançamento, a bebida é de graça. Esbarrar em algum contato antigo da agenda pode acontecer e, ah!, nada como curtir um pouquinho, né? Não pode é ficar sozinho, na sua, e depois não ter o que comentar entre as vírgulas de um papo vazio. A vida tem que estar sempre acontecendo, mesmo que seja na base de relações rasteiras e de sociais cheia de gente que nada tem a dizer e não fazem outra coisa senão circular e mensurar seu nível de felicidade a partir da alegria ou da desgraça dos outros.

A roupa de conceito desconstruído é tão original quanto à da vitrine da esquina. Virou o escudo dos soldadinhos que cansam a beleza, pensam "fora da caixa" e tropeçam ao sair das quatro linhas. Fugir deste exército soa algo bem sensato.

Giovana - A Solteira

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A moça e o guardanapo

Foram seis meses juntos. Namorando, não. Ficando. Porque ele jamais pronunciou a palavra namoro. E ela consentiu. Um amargor danado essa coisa de ficar junto sem estar junto. Afinal, aquele primeiro encontro, aquela primeira troca de olhares, tinha tudo para dar certo. Era ele “o cara”. Ela teve certeza. E mais certeza ainda quando poucas horas depois de se conhecerem, se beijaram. E mais ainda quando transaram. Era ele. Tava escrito.

Ele era o típico cara que ama a vida. O mundo, as estrelas, as formigas e até o guardanapo. Mas era incapaz de encarar aquela relação. Sumia, voltava, sumia, voltava. Até que um dia, num café, enquanto ele falava sobre suas teorias mirabolantes da vida, ela começou a se perguntar: o que estou fazendo aqui? Por que estou ouvindo esse cara? Interrompeu o moço e disse:

- Ai, chega. Não sei o que estou fazendo aqui.

- Como assim?

- Você ama tudo, é todo apaixonado pela vida. Mas a mim, ama tanto quanto esse guardanapo que está aí na mesa.

Ele, meio surpreso, soltou essa:

- Imagine, você é bem mais importante que o guardanapo!

“Definitivamente, o que estou fazendo aqui mesmo???”

E a moça virou as costas e foi viver a vida.

Débora – A ladra de histórias

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Morno, não

O desabafo abaixo foi ouvido por uma amiga, num restaurante em São Paulo, na hora do almoço:


"Veja você, cinco anos de casados....Cheguei em casa, tinha um jantar feito para a data e, logo depois, ela foi para o quarto colocar nosso filho para dormir. Eu até admito casamento quente ou frio, mas morno, não."


Concordo plenamente com o homem que disse isso.


Isabela - A Divorciada

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Pergunte ao vento

Parte I

Uma vez, num primeiro de janeiro, eu tinha brigado com o Charlie e estava muito triste. Discutíamos por causa de Reveillon - eu estava chateada porque sempre tinha que ser do jeito dele. E quando fizemos do meu jeito, uma única vez, ele ficou de mau humor. Quando vi que aquilo não teria fim, me sentei na areia, olhei pro mar e depois fechei os olhos. Ouvi o barulho do vento e cismei que ele me dizia algo. Botei na cabeça que era Deus falando comigo. E Ele dizia algo do tipo: “Fica tranqüila, tá tudo bem, é só briga boba. Você tem amor no peito e isso basta. O local e a data são o de menos”. E o vento, ou Deus, me serenou. Guardo essa imagem na lembrança porque foi mesmo muito especial.

Corta. Próxima cena.

Parte II

Faz umas duas ou três semanas. Estava num bar bebendo com um amigo quando começamos a falar sobre coisas que “queremos ver” quando precisamos ver algo. E pirações desse tipo como a que eu tive na praia, quando “Deus falou comigo”. Aí ele citou o poema do Pessoa, em sua versão Alberto Caeiro, “O Guardador de Rebanhos”, na qual o homem simples que guarda o rebanho diz que o vento não diz nada, é só vento. “As pessoas querem mentir para si próprias”, concluiu meu amigo. Venho pensando nisso desde então. Pode ser isso mesmo. Mas no fundo, no fundo, acredito que tudo depende de como recebemos o vento. Tem dia que vai ser só um sopro no corpo da gente. E tem dia que pode ser Deus mandando seus recados. Quem pode ter certeza? Só quem para para ouvir o vento.

Corta. Que venha a poesia.

Parte III

Para quem não conhece, o trecho citado do longo poema:

Olá, guardador de rebanhos,
Ai à beira da estrada,
Que te diz o vento que passa?

Que é vento, e que passa,
E que já passou antes,
E que passará depois,
E a ti o que te diz?

Muita cousa mais do que isso.
Fala-me de muitas outras cousas.
De memórias e de saudades
E de cousas que nunca foram.

Nunca ouviste passar o vento.
O vento só fala do vento.
O que lhe ouviste foi mentira,
E a mentira está em ti.

Débora – A Pessoa

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Adoro gringos

Um jornal paulista procura mulheres que adorem estrangeiros para uma reportagem sobre o assunto. A ponto de querer casar com um, sabe? Se encaixa no perfil? Quer dar entrevista? Manda um e-mail para a gente: 3xtrinta@gmail.com

Importante: as entrevistadas precisam morar em São Paulo, tanto faz se na capital ou no interior.

Beijos,

Isabela - A Divorciada

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Depois daquele torpedo

Eram 18h, quase final de expediente, quando o celular fez aquele barulho de que acabou de chegar mensagem. Ela nunca podia imaginar que reagiria daquele jeito, nervosa, meio tonta, tomada por uma dor de barriga instantânea. Era ele, seis meses depois de tudo, aparentemente retomando contato a partir de um torpedo banal, dizendo que se sentia cansado de tanto trabalhar.

Voltemos a fita: ela é uma amigona minha. Ele, um amor repentino e intenso, que surgiu no momento em que ela se sentia mais feliz ao lado do marido, vejam que coisa doida. Se conheceram do jeito mais inusitado: ele foi o advogado indicado para cuidar do divórcio da irmã dela, um processo complicado. Era um homem lindo e uma espécie de salvador da família numa situação delicada. Estamos falando do advogado perfeito, eficiente, atencioso e gentil. Foi fulminante. Logo, trocaram olhares e números de celulares, torpedos que entregavam o jogo mesmo que ambos tentassem evitar o óbvio. Depois de várias mensagens de aproximação mais sutis, ele deu o primeiro passo e escreveu que ela era especial. Tentaram marcar um encontro, nunca deu certo. Até que, ao se despedir da irmã após uma reunião no escritório, numa tarde dessas, ela decidiu ir à casa dele, a convite do próprio.

Foi sexo do bom e do melhor. Puro instinto e vontade. Não importava a falta de planejamento, a calcinha que não combinava com o sutiã, o fato de estar traindo o marido. Ela não podia evitar aquela situação. Não conseguiria se tentasse, tinha certeza. Daí por diante foram semanas de amor nos tempos do cólera, ideia fixa, muita expectativa. Acontece que, ao contrário do que se podia esperar, o advogado se retraiu, não deu mais notícias. E ela achou melhor deixar quieto, já que amava o marido, afinal. Tinha sido apenas um flerte, alguém que veio para despertar nela o sentido da paixão, da beleza, da vaidade. Que mulher não quer ser cortejada por um homem lindo? Sentir-se absolutamente desejada?

Tudo resolvido. Pelo menos era o que ela pensava até se ver diante do dilema: afinal, o que leva um homem a retomar contato assim, seis meses depois? Pura e simples demarcação de território? Vontade de ter de novo aquele ótimo sexo casual? Mas foi só uma mensagem, um oi praticamente. Ele não a convidou para sair, não foi além nas semanas seguintes, voltou a ficar mudo. Comunicação zero. As dúvidas continuam. Certeza, ela só tem uma: a de que nada mais será como antes depois daquele torpedo.

Isabela - A Divorciada

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A família Doriana e a família Delícia

Adoro ouvir a história dos outros. E dia de salão de beleza é dia de ouvir a história das outras. Manicures e depiladoras são insuperáveis. Uma tem uma história mais “de novela” que a outra. A de hoje é a da Lu. Enquanto mandava ver na cera quente, me contava sobre sua família, sua rotina puxada, sobre a vida no geral. Casada há quase 20 anos, mãe de três filhos, depiladora, manicure e o que mais puder agregar valor monetário à sua carteira, Lu é mais uma dessas mulheres guerreiras que a gente vê por aí – mas que são invisíveis para a grande maioria das pessoas.

Depois de muitas puxadas de cera daqui e dali, ela me conta que a filha mais velha, na verdade, não é filha dela, mas de um dos seus irmãos. Ele morreu quando a menina tinha seis anos. A mãe da menina surtou, sumiu e não deu mais notícias. Antes de sumir, ligou para a mãe da Lu, a avó da menina, e disse: “se vocês não quiserem, vou deixá-la num orfanato”. Nessa época, a Lu tava grávida de dois meses. E não teve dúvida: se ofereceu para ficar com a criança. Um dos irmãos disse: mas você já tá esperando um filho! É muita coisa para você. E ela soltou o clássico “onde come um, comem dois”.

Dois meses depois, ela perdeu o bebê. O tempo passou e ela engravidou de novo. E depois de dez anos, mais uma vez. “Fiquei até meio apavorada, achei que já tinha passado da fase, mas aí veio o meu menino”.

Curiosamente, tinha ouvido uma história parecida ontem. Mas um tanto mais “hardcore”. Em vez de abandonar uma criança, uma mãe surtou deixando OITO filhos para trás. O marido, aos quarenta e algo, ficou a ver navios com oito boquinhas para alimentar – sendo o filho mais novo de oito meses. Algum tempo depois, começou a namorar uma moça quase vinte anos mais nova. Apaixonada, ela praticamente adotou os oito. E vivem juntos até hoje. O mais novo tem vinte anos.

Essas duas histórias me fizeram pensar sobre o sonho da família perfeita que as pessoas, no geral, perseguem. O casal sem crises (onde? onde?), com dois filhos fofos e educadinhos, que adora fazer tudo em família aos finais de semana. A família da Lu tá longe de ser Doriana. E a do casal com os oito filhos, mais ainda. Não existe um único modelo de vida, de família. E não existe um único caminho para a felicidade. Afinal, como a própria Lu me disse:

“Essa é a minha trajetória, dona Débora. E quer saber? É uma delícia!”

E viva a variedade de margarinas!

Débora – A manteiga derretida

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Tentando entender o desamor

A convidada especial de hoje, a publicitária Marcela (nome fictício), de 29 anos, vive uma fase difícil, ligada a uma decepção amorosa. E divide a sua experiência conosco. Palpites sobre a história são bem-vindos nos comentários, tá? Obrigada por ter escrito para a gente e por ser nossa leitora, baby. Acho você uma fofa . Força aí que as coisas se ajeitam, você vai ver.
Beijão,

Isabela – A Divorciada

Tentando entender o desamor

Nós nos conhecemos no comecinho de 2007 numa festa de amigos em comum na minha cidade. Ele morava em outro lugar, a 6 horas de viagem. Eu estava passando por um momento muito bom comigo mesma, feliz de verdade, tranqüila. Talvez pela primeira vez em anos. E do alto dos meus 27 anos recém-completados, tinha parado de procurar o tal do amor. Deixei de me importar, depois de tantos pseudo-relacionamentos que foram por água abaixo. Se o amor quisesse alguma coisa comigo, teria que me encontrar. E foi o que aconteceu: o dito cujo me encontrou livre, leve e solta na tal festa...

A partir daquele dia, tudo mudou completamente na minha vida. Não teve jogo de cena: automaticamente, nós estávamos um a fim do outro. Aquilo, para mim, era “o encontro”, algo épico – afinal de contas, ele tinha tudo o que eu mais queria, e mais um pouco. Estávamos os dois deliciosamente perdidos, da forma mais apaixonada possível. Mas, ainda assim, as coisas aconteceram no tempo certo: depois de algumas viagens, muita sintonia e longuíssimas conversas pela internet, dois meses depois nós estávamos oficialmente namorando, com direito à apresentação para amigos e família.

E, pela primeira vez, eu ouvi “eu te amo”. E também disse pela primeira vez.

E foram dois anos e meio de um relacionamento muito feliz e intenso, apesar da limitação geográfica. Nós nos dávamos muito bem, sem brigas, sem discussões, com muita confiança, muito contato diário, muito carinho, muita liberdade para ambos, muito amor. E muita cumplicidade, eu imaginava. Mas os acontecimentos mostraram que não era tanta assim.

Um dia, depois de ter ouvido várias vezes “quero muito viver junto com você” das mais variadas formas, surgiu o acontecimento que poderia realizar nosso sonho: consegui uma entrevista muito promissora na cidade dele. Algo que tinha tudo para dar certo. Naquele momento, senti uma picadinha de insegurança: será que era uma boa deixar para trás um trabalho do qual gosto muito, numa empresa em que sempre quis trabalhar? E então resolvi conversar abertamente com ele sobre esta oportunidade. Perguntei o que ele achava da situação, se estava pronto para uma mudança tão grande em nossas vidas, se achava que era o momento certo para isso. E ele foi enfático ao dizer que aquilo era o que ele mais queria na vida, que tinha certeza absoluta de que gostaria de partilhar a vida comigo, que estava super empolgado, mas que queria me deixar à vontade para fazer minhas escolhas. E que ele entenderia caso eu optasse por não ir.

Pra mim, aquilo foi mais uma declaração de amor. E se eu ainda tinha alguma dúvida se ia encarar a entrevista ou não, ela desapareceu. Liguei na hora para a empresa e disse que topava, sim. E então a entrevista foi marcada para uma segunda-feira cedo. Desta forma, eu viajaria para lá e passaríamos o final de semana juntos. E foi um final de semana delicioso, onde ele inclusive me ajudou a preparar os trabalhos que eu apresentaria na entrevista e disse coisas muito importantes para mim. Falou que era muito feliz quando eu estava por perto e perguntou se eu sentia o quanto ele era apaixonado por mim. Sim, eu sentia. E retribua com o meu melhor amor, aquele que a gente cultiva com todo o empenho do mundo.

A resposta da entrevista sairia apenas 20 dias depois, por conta das férias de um dos gerentes da área. Neste espaço de tempo, as coisas pareciam estar absolutamente normais entre nós, mas... Não estavam. Três dias antes da data esperada para a tal resposta, notei que ele estava estranho, meio distante. Resolvi abrir espaço para saber se tinha algo errado, e em uma conversa pelo telefone, ele disse que estava se sentindo vazio e que não sabia mais se sentia algo por mim. Disse, inclusive, que estava “completamente apaixonado pelos finais de semana que passava sozinho”. E pediu para eu me distanciar totalmente nos dias subseqüentes, pois ele precisava pensar. Uma semana depois ele veio para minha cidade apenas para dizer, de forma tensa e fria num quarto de hotel, que não queria mais nada comigo e não me amava mais. Que tinha certeza absoluta do que estava fazendo. Tentei argumentar se aquilo não era apenas uma fase ruim do nosso namoro, que todo romance sofria com altos e baixos, mas ele sequer deixou que eu apontasse alguma porta aberta. Chegou a dizer, com crueldade, que continuou me tratando bem e dizendo que me amava porque sentia “culpa”. Não quis ir até a minha casa, não quis carona, não quis contato, não derramou uma lágrima, jurou que não tinha conhecido ninguém. No mesmo dia, sumiu de todos os lugares onde tínhamos vínculo na internet e bloqueou meu contato no MSN, nosso maior canal de contato diário. E, depois desse dia, há exatos 3 meses, nós nunca mais nos falamos.

As únicas informações que tive foram por intermédio da ex-sogra, por quem sempre tive um grande carinho. Não existe outra pessoa (não até agora). Ele se isolou durante um tempo, emagreceu muitos quilos, foi fazer análise. Mas não quer falar sobre o assunto e pediu para que a mãe não fale mais sobre mim e sobre a nossa ruptura. E assim terminou o relacionamento que eu acreditava ser o último da minha vida: com um desamor que aconteceu da forma mais repentina possível. Agora, minha maior missão é tapar o buraco da tristeza e da ausência, e recuperar a auto-estima que existia lá no primeiro parágrafo.

Marcela

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A feminista da sétima série e a divorciada

Tudo começou ali pela sétima série. Quando ainda estava no colégio, eu era uma feminista, a voz que se levantava contra toda e qualquer opressão contra nós, mulheres. De tão ferrenha defensora da causa, eu era assim uma espécie de líder das meninas, principalmente quando o meu arqui-inimigo, o menino mais machista da classe, falava alguma bobagem (pobrecito, era um ótimo aluno, mas nunca conseguiu me superar quando o assunto era retórica). Pois bem, aquela adolescente cresceu, estudou, viajou, namorou, casou, descasou, fez trinta anos. E hoje vê o mundo de um jeito bem diferente da mocinha brava que foi um dia (tá bom, isso eu ainda sou um pouco, mas só um pouquinho). Com vocês, direto do divã do 3xtrinta, passado e presente, pedaços das minhas duas personas:

A Feminista da Sétima Série...

Não admitia outro sistema além da divisão igualitária de tarefas domésticas entre homens e mulheres.
Ficava puta quando o machista da classe dizia que ela ia fazer Jornalismo para escrever sobre receitas e fofocas, aquele palhaço.
Armava as mais mirabolantes revanches contra o tal mala, que vivia arquitetando planos de ataques públicos nos debates em sala de aula.
Queria ler Simone de Beauvoir.
Sonhava com um homem parceiro, com quem pudesse crescer junto, dividindo admirações.

A Divorciada que vos escreve....

Lava os pratos sozinha numa boa e encara a atividade como exercício para os braços. (Não são eles os responsáveis por tarefas chatas como fazer furos na parede e trocar a resistência do chuveiro? É justo).
Nunca escreveu sobre receitas e fofocas em sua carreira de jornalista, mas adora ler sobre os dois assuntos para relaxar de vez em quando.
Não arma revanches contra ninguém, pois já aprendeu que a vida ensina. E que nada é mais certo que o tal do aqui se faz, aqui se paga.
Já leu algumas cartas escritas por Simone Beauvoir. E quer ler muito mais ainda.
Namora um homem parceiro. E lindo...

Isabela – A Divorciada

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TWITTER!!!!

Yes, nós temos Twitter. Queremos seguir e ser seguidas por vocês. Nos vemos por lá.

Beijos,

O Trio

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Diálogo na porta da igreja

Tô começando a ficar safadinha. E pecadora. Sábado, após o batizado da minha sobrinha Marina, estava eu saindo da Igreja da Consolação quando vi a luz divina! Ela apareceu na forma de um moreno alto, um bocado charmoso, rezando de joelhos na penúltima fileira do lado esquerdo da igreja.

Passei por ele, suspirei e resolvi voltar para conferir se não tinha aliança naquela mãozona rezadeira. Nadica! (O que não significa nada porque eu tampouco usava quando casada, mas...). Saí correndo assanhadinha na direção da Ana Paula, a tia boleira, e disse:

- Menina, você viu que visão do paraíso ali na penúltima fileira? Quase interrompi a reza dele e disse: pode parar de rezar, eu cheguei!!

- Meniiiiina, que tudo! Claro que vi! E o melhor de tudo é que rezando desse jeito aí, é homem para casar!

Logo se vê que a Ana Paula também acabou de separar.

E eu, que não sou boba nem nada, fui embora da igreja puxando a Ana Paula pelo braço. Se o moço para casar não seria meu, não seria dela também!

Há!

Débora – A Pecadora

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À procura de boas histórias

A jornalista Cacau Araújo entrou em contato conosco para pedir dicas de mulheres entre 24 e 34 anos, moradoras da capital paulista, que tenham boas histórias de superação para contar. Detalhe importante: as interessadas precisam topar fazer foto. A entrevista é para uma revista feminina nova e chiquérrima que está chegando ao Brasil.


Ficou interessada? Manda um e-mail para a Cacau: araujo.cacau@gmail.com


Beijos, na torcida por ótimas histórias,


Isabela - A Divorciada

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Quer me prender? Me solte...

Eu já escrevi neste blog que tenho a filosofia acima, do pai da minha amiga-irmã Mariana Camarotti (saudades de você, me escreve), como um lema, um grande ensinamento sobre como lidar com os homens. Quer me prender? Me solte. Não se trata de um conceito simples de aplicar, muito pelo contrário. É preciso ter, antes de mais nada, confiança em si mesmo e no outro, paciência, tolerância, amor para segurar a onda.

Por isso mesmo fiquei tão feliz ao ler, num dos capítulos do livro Assim te conquistei, da jornalista Chris Campos, sobre o qual vou falar melhor num post em breve, que esse é o segredo da felicidade de um casal gay muito conhecido no Rio de Janeiro: o estilista Carlos Tufvesson e o arquiteto André Piva. Ao contar a história dos dois, “Carlos se emociona ao lembrar da época em que construíram mais esse sonho de mãos dadas, sem perder a essência de cada uma das partes – definida numa frase que ele adora: “quanto mais você me deixa livre, mais tenho vontade de voltar””.

Lindo, Carlos. Agora vou me inspirar em vocês também.

Isabela – A Divorciada

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E ainda refletindo sobre a retirada...

Depois de ler o post da Dé, este que reproduz o texto a respeito da retirada, é impossível não ficar pensando nele durante um bom tempo. Eis aí um daqueles textos que ficam martelando e curtindo dentro da nossa cabeça. Exercício dos bons porque nos permite ver algumas situações por novos ângulos e, assim, perceber tudo diferente; até sobre nós mesmos. Certamente muitos que passaram aqui e leram o seu conteúdo conseguiram aplicar boa parte das suas experiências numa das opções de retirada apresentadas.

Fiquei pensando nas tais retiradas. Seja de um emprego que não apresentava mais qualquer desafio, seja de um amor ou paixão terminados, seja de uma amizade que se mostrou pouco proveitosa, opções de situações não faltam. Mas, muito mais do que pensar nas nossas retiradas e quando elas se fazem necessárias, o texto possui latente um outro diálogo, na verdade, uma pergunta. Como é quando somos nós que ficamos?

Seja quem for - pai, mãe, avô, avó, irmão, irmã, amigo, amor, não importa - quando alguém que amamos muito se retira de forma definitiva, temos que lidar com o turbilhão de memórias que vem à tona. Lembranças guardadas há muito voltam à superfície e se fazem presentes como se fossem uma avalanche, quase tudo nos parece incontrolável. Nós ficamos e a primeira coisa a fazer é administrar as memórias. As lembranças da saudade confortam e doem, tudo na mesma intensidade e ao mesmo tempo também.

Lembramos sorrindo das boas coisas e terminamos chorando porque elas nunca mais se repetirão. Com o tempo, só o sorriso é que deve ficar. Tenho a sensação de que é sempre mais difícil para quem fica. Mas compreender a necessidade da retirada definitiva é o primeiro passo para que ela seja plena também para quem ficou do lado de cá.

Giovana - A Solteira

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A Retirada

E finalmente, com um certo atraso, aí vai o texto prometido no post A hora certa de se retirar. O autor é o Bert Hellinger, que criou a constelação.

Para começar esse fim de semana friiiiio e chuvoso (afe, isso não tem fim não?) com um texto-reflexão.

Bom fim de semana a todos!

Bitocas no coração

Débora - A Descasada


Retirar-se significa retroceder diante do que se mostra mais forte que nós. Com isso, nos subtraímos a seu influxo e poder, enfraquecendo-o e impondo-lhe limites. Esta retirada é, portanto, estratégica e temporária. Ela serve para conservar e concentrar as próprias forças. Faz parte de um movimento mais amplo, que não exclui um avanço posterior.

A retirada também pode ser necessária quando avançamos e invadimos indevidamente. Então retrocedemos diante de algo que orgulhosamente queríamos competir e que, com razão, se manifesta como maior e mais forte que nós. Esta retirada nos purifica. Através dela, recuamos para os nossos próprios limites e ficamos modestamente dentro deles.

Retiramo-nos também quando algo se completa, uma tarefa, um trabalho. Então o deixamos entregue ao seu próprio movimento e à sua própria força. Não o seguramos e não deixamos que nos segure por mais tempo. Essa maneira de retroceder recolhe para dentro o que estava sendo dirigido para fora: para outras coisas, para outras pessoas. No interior, isso se acalma, pode se renovar, ordenar e concentrar para um novo movimento ou uma nova tarefa.

A retirada também é oportuna quando algo foi superado – um saber, uma experiência, uma conquista – por mais útil, impulsionador e importante que tenha sido; o apego se converte num obstáculo para o novo – para um novo saber, uma nova experiência, um desafio inesperado. Abandonar o que foi, soltar o que guardávamos nos liberta para o definitivo e para o possível.

Também nos retiramos quando não somos mais necessários, quando outros tomam o nosso lugar, quando se aproxima e se impõe a despedida definitiva. Ela é a última retirada, o retorno ao centro, no qual torna a cair tudo o que se expandiu. Essa retirada, quando bem sucedida, é a recolhida entrada no definitivo.

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A Marida

A Marida é assim: meio brava, durona com ela mesma e com os outros. Comigo inclusive. Às vezes ela me dá umas duras. E às vezes sou eu quem tem que dar umas duras nela. Mas eu faço de um jeito mais docinho. Ela é braba. Mas eu amo ela assim mesmo. E como em qualquer casamento, às vezes a gente briga. Ontem, depois de um dia muito muito triste, de muita carência e aperto no peito, cheguei em casa e despejei tudo em cima dela. Ela disse que eu tava sendo injusta com ela, que estava tendo uma “over reaction” e jogando toda a minha frustração nela.

Ela estava certa. Afinal, ela me acolheu, me arranjou um canto no quarto da filha dela, me arranjou uma cama, me cedeu um espaço no armário, no sapateiro. As máquinas de lavar e secar não param de trabalhar porque aumentou o volume de roupa. A louça aumentou. Agora é mais uma na fila do banheiro. Até o marido dela “cuida” de mim quando ele está por aí. Por duas vezes eu cheguei em casa morrendo de fome e cansada e ele, sem dizer nada, foi lá e fez um lanchinho para mim.

E mais que tudo isso, ela abriu o coração dela para mim. Mas isso aconteceu já faz um tempão. Lá no começo de 2004, quando nos conhecemos na redação da Época. Foi quando eu descobri que aquela menina de cabelinho curto, óculos de aro preto e toda resmunguenta, era um baita coração.

E, no fundo, eu adoro esse seu jeito durão.

Obrigada por tudo, dona Paloma. E pode continuar metendo bronca! Às vezes é disso que a gente precisa mesmo para seguir em frente.

Débora – A Marida
ps: na foto, metade da Isabela, a Marida e metade da Débora numa foto meio bêbada tirada no reveillon

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Um namorado virtual

A nossa convidada especial de hoje é uma leitora carioca que nos escreveu contando a sua história. Casada, ela arrumou um namorado virtual. E não sabe muito bem o que fazer, quis dividir suas dúvidas conosco. Com vocês, a Assistente Social. Beijo grande, querida, fique bem. Obrigada por ser nossa leitora e por ter escrito para a gente. Quer escrever você também? 3xtrinta@gmail.com

Beijos,

Isabela - A Divorciada


Arrumei um namorado virtual. Não sei no que vai dar, mas o homem tá bem animado. Não nos vimos ainda, estamos nos conhecendo melhor primeiro.


OK,OK, vocês vão pensar, tu é casada mulher! Sim, mas resolvi dar uma chance ao acaso. Conheci o cara num chat. Estava em casa, sozinha, deprimida, resolvi entrar pra conversar mesmo. Ele me abordou de um jeito muito fofo e nós fomos conversando, descobrimos várias coisas em comum naquele papo. Depois, ele me mandou um email e não paramos mais, trocamos telefones e tudo.


Um dia, ele deu uma sumida e eu resolvi sair de cena. Até que recebi um email dele dizendo que tava cheio de problemas e precisava conversar (Ok, lá vai a Assistente Social, kkkkkkkkkk). Liguei e ele me falou do enfarte da mãe, fiquei com a cara no chão, porque antes tinha mandado um email pra ele falando um monte, dizendo que não era legal a gente se envolver porque ele era solteiro e eu casada, que era pra ele procurar uma mulher nas mesmas condições dele, blá blá blá. Durante a ligação, eu só falei da mãe dele mesmo, disse que ele podia falar comigo sobre o que precisasse (inclusive porque ela tava internada na rede pública, eu tenho alguns contatos e poderia agilizar algo). Ele agradeceu e desligamos. Depois de um tempo, ele ligou de novo. Detalhe: meu marido tá de ferias em casa e eu fiz um esforço sobrehumano pra disfarçar, ainda bem que ele é desligado e tava no video game. Dessa vez, meu namorado virtual disse que leu o email que eu mandei, que sentiu o coração apertado, que sabia que tudo o que eu escrevi foi de coração, mas que ele tava ali querendo mudar a situação. E ainda disse assim: "Dona assistente social, fique sabendo de uma coisa, eu não desisti de você!". Fiquei derretida, mas mantive a pose.

Na mesma ligação, ele me deu um monte de satisfações pela ausência e disse que, além da doença da mãe, ficou com muito medo de tudo, que eu era alguém especial, tinha uma filha linda e ele não queria estragar minha vida continuando a me procurar, mas que isso era inevitável, porque ele nunca tinha conhecido uma pessoa assim, tão clara e objetiva feito eu, que eu era exatamente o tipo de mulher que ele esperava conhecer, sem nunca ter tido oportunidade.

Meninas, juro, fiquei balançada... Vocês podem pensar que eu sou louca, maluca, mas ele me deu endereço, telefone do trabalho, endereço do trabalho, me contou onde trabalhou, que foi noivo por um bom tempo, contou várias coisas da vida dele... Será que, mesmo assim, ele é um psicopata? KKKKKK!!!! Sei lá, só digo que tô achando bom ser cortejada. E vou pagar pra ver. Ainda vamos marcar um encontro num shopping desses, pra ver o que vai rolar. Quem sabe, né?



A Assistente Social

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