Quer ser entrevistado?
É o seu caso? Conhece alguém que tenha passado por isso? Mande um e-mail para a gente: 3xtrinta@gmail.com. Sua mensagem será encaminhada ao jornalista responsável.
Beijos,
Isabela – A Divorciada
Não, este não é um post sobre "como hoje em dia a vida anda tão corrida". Nem como "trabalhe menos e tenha uma vida". E quando uma coisa é extensão da outra? Bom, este é assunto para outras linhas, melhor nem começar para não desviar do propósito. Há algo de incrível no caos. Olhe para os lados e perceba que a sensação de que o tempo passou voando pode querer dizer que você soube usá-lo fazendo o que gosta.
Nem sentiu os ponteiros percorrerem cada segundo. Já foi. Mesmo que isso signifique fazer bem o que é preciso fazer. Nestas horas, faça o que tem que fazer benfeito com a certeza de seguir logo para a melhor parte, isso vale para tudo. Jogo de cintura é arte que se aprende na prática.
Existe uma tal mentalidade de escravo que impera por aí. Às vezes, caímos nesta esparrela e, sem nos darmos conta, ouvimos e repetimos a ladainha. Afinal, tem tanta gente que gosta de pensar em si como tal. Ouvimos, repetimos e nada fazemos. Tão mais fácil ir na onda dos outros, né? Como você pode curtir uma vida destas, que não para, pensaria um escravo? Lógico que tem algo errado contigo. É...lógico que não.
Por isso, para quê arrumar pelo em ovo? A imagem literal já é repugnante e a atitude não leva a nada mesmo. Por isso, melhor coisa é não ouvir. Se confia no seu caminho, siga adiante e deixe que pensem que você não vive. Seus objetivos estão claros? Você sabe o que quer? Ótimo. Ah, não faz ideia, se sente sufocado? Se sabe o que não quer já é um belo começo para reverter o seu ponto de vista; e depois a situação como um todo.
Curta o seu caos, ele ensina a fazer escolhas. Faça o que é preciso e não deixe de realizar o que gosta. Nunca! Amanhã pode não dar tempo. É só pensar um pouquinho que você arruma um jeito. Use o caos a seu favor e sem dramas. Ele pode ser uma excelente desculpa para você passar uma borracha em que não te acrescenta nada, por exemplo. Quem pode provar o contrário se você realmente não tem mais tempo para certas coisas? Ainda bem... O caos pode lhe abrir muitas portas, colocar muita gente nova no seu caminho. E isso também não é viver a vida? Sim, caoticamente sem sombra de dúvida.
O caótico é centelha para a criatividade, basta não fechar os olhos, é só prestar atenção ao redor. O caos nos faz valorizar os momentos de quietude como recarga de energia. A paz é revigorante, nada entediante. Seu cantinho, família, amigos queridos e alguém especial estão aí para isso. Nada como estar no olho do furacão.
Giovana - está solteira
Não sou quem estou dizendo. É a pesquisa! Não sei também se os britânicos são uma boa referência quando o assunto é beleza – afinal, convenhamos, eles são bem feinhos. Mas vamos aos fatos: um estudo britânico feito com 2 mil pessoas mostrou que as mulheres entre 27 e 30 anos são mais atraentes que as de 18 e 19.
Além disso, os participantes votaram em fotos de mulheres famosas de várias idades. E as 31 levaram a melhor! ÊEEEEE!!!!
E o que faz uma mulher de 31 que, como eu, está mais gordinha que aos 20, com ruguinhas dando seus primeiros sinais e fios brancos atrevidos espetados na cabeleira, ser considerada mais bonita?
Os próprios participantes deram uma explicação ao responderem à seguinte pergunta: “Para você, o que torna uma mulher bonita?”
Para 70% dos entrevistados, ser bonita é ser confiante.
Com toda minha confiança e um cadinho de charminho, tenho até maio de 2011 para aproveitar o auge de beleza da minha vida.
=P
Débora – A Recasada
Era só olhar com atenção para cara do Iker Casillas. Os olhos dele diziam tudo, só enxergavam a boca da Sara Carbonero e nada mais. Como tudo iria terminar estava na cara. Depois dele, chegava a vez dela entrar em campo para cumprir o seu dever. Porém, apesar de aparente segurança, Sara parecia meio sem graça, reticente. Bem diferente da versão inquisidora que fuzilava perguntas ao namorado, na busca de explicações depois da derrota espanhola para a Suíça.
Alguém esqueceu de lhe avisar para limpar as duas bandeiras pintadas uma em cada bochecha. Como levar a sério quem entrevista o namorado, campeão do mundo de futebol, com duas bandeiras da Espanha no rosto, igual uma torcedora?
Ele queria dar um beijo nela e ponto. E ela deixou e gostou do que aconteceu. E foi engraçado. E ele saiu correndo, feliz igual adolescente que fez besteira. E ela encerrou a entrevista quase tão vermelha quanto a camisa da seleção espanhola.
Naquela rápida entrevista, havia dois namorados separados pelo microfone. A tensão sexual era óbvia. Num momento de êxtase como aquele, não há microfone, câmera e protocolos que impeçam uma reação instintiva. E a prova disso circulou igual rastilho de pólvora via you tube e sites de notícias.
O final teve aplausos. Mas será que esse beijo vai ficar amargo com o passar do tempo? Tenho a impressão que a reação de Casillas por mais sincera, honesta e apaixonada - quem não gostaria de estar no lugar da Carbonero? - teve o mesmo efeito de um pênalti perdido, só que para ela. Nunca mais será possível desconectá-la deste fato. Para um jornalista, quando a tênue linha entre pessoal e profissional deixa de existir e se mistura, os resultados podem ser catastróficos.
Confira a entrevista aqui.
Giovana - está solteira
Dizem as más línguas que os similares tecnológicos dos cientistas britânicos estão prestes a desenvolver um jeito de fazer o celular funcionar durante os voos. De coração, meu desejo é que este dia não chegue nunca. Caso contrário, jamais teremos sossego no último reduto que nos resta, o céu. Quando este dia chegar, enterraremos de vez a máxima de que qualquer pobre alma encontra paz só quando chega às alturas; mesmo que ainda em vida.
Será que estes caras não tem mais o que fazer? Será que eles, bem lá no fundo, não sentem uma pontinha de alívio de ter uma desculpa que pesa toneladas, tem asas e cruza oceanos para poder ficar algumas horas em modo desligado? Com certeza este time de gênios ainda não percebeu a roubada em que vai meter todos nós e eles mesmos.
Sim, porque quando este dia chegar, vou desejar muito que um deles, durante um voo cansativo após uma jornada frenética de trabalho, seja perturbado por chamadas incessantes no celular. No celular deles, bem entendido. Ou no do vizinho de poltrona também. O que pode ser pior do que despertar graças a um telefonema que nem é para você? E tomara que o aparelho do vizinho tenha um toque bem irritante, daqueles que grudam nos neurônios igual sucesso de Carnaval baiano.
Mas aí também o erro já terá sido cometido. Adeus soneca sentada na poltrona com pescoço torto. Tchau repescagem do lanche que você perdeu por que estava apenas dormindo. Beijo e me liga por não tomar conhecimento da chamada de um mala que você precisa atender, mas não quer. No avião não dá e, até pousar, quem sabe o baú que te persegue não encontrou outro para importunar? Sem fazer esforço, você se livrou de uma bela dor de cabeça. Ah, nada como os motivos de força maior.
No avião, o celular não precisa funcionar. Afinal, o que você pode resolver atada a uma poltrona flutuante, respeitando os avisos de não fumar e tendo a sua vida nas mãos de alguém que nunca viu na vida?
Giovana - está solteira
Em dúvida sobre como ser detestável? Que tal seguir o exemplo do técnico da Alemanha, Joachin Löw? Você, pessoa antenada, já deve ter se ligado no que estou falando.
Se ainda não, uma pista: o assunto deste post tem tudo a ver com a expressão popular que diz "limpando o salão" quando alguém resolver agir como uma criança de cinco anos; ainda descobrindo o mundo. Nem que seja o mundo dentro de seu próprio nariz.
Entre as cenas memoráveis desta Copa, incluem-se o estilo do nosso técnico Dunga - e entendam isso de uma forma bem ampla - e também as cenas de Joachin literalmente tirando meleca do nariz, embrulhando a catota num pacotinho e depois saboreando aquela obra de si mesmo. A sequência de horror escatológico vai entrar no rol das cenas mais dantescas desta temporada futebolística.
Ao pesquisar imagens para ilustrar o texto, percebi que o hábito do técnico, lançado ao estrelato por causa de vídeo específico, não era um ato isolado. Ele já fez isso para qualquer um ver várias vezes. Tem uma época na vida da gente, que tirar uma melequinha é encarado como algo puro. "É a criança descobrindo seu Universo". Mas não demora muito para perdermos esta desculpa e entrarmos no senso comum que veta qualquer demonstração pública dessa atitude que rompe barreiras, ou narinas. Independente da idade, limpar o salão no sentido nasal é nojento, tchan!
Agora, querem saber o que me deixou arrasada neste embroglio todo? É que até achava o cara charmoso, uma figura intrigante. Como alguém pode ter cabelos tão negros, tão lisos, tão corte estilo cuia e, ainda assim, ter uma aparência agradável? Agora, fico pensando se ele não encera aquela cabeleira com as tranqueiras que tira da própria narina.
Tem gente que, quando quer ser desagradável, é mal humorado e antipático. Vale experimentar a tática do sequestro de catota em público. É líquido (eca!) e certo.
E para encerrar, veja o vídeo, até o final se conseguir, aqui.
Giovana - está solteira
O ritmo para se recuperar de uma recaída varia de pessoa para pessoa. Como tudo na vida. Assim como tem gente que nem sente um resfriado, outras caem de cama por terem levado um golpe de ar frio. Vai ver são os anticorpos, que aqui fazem o papel das experiências pregressas, ou a forma como a criatura sempre cuidou das suas escolhas.
Sabe aquela coxinha maldita que você sabe que vai te fazer entrar na calça com mais dificuldade no dia seguinte? Mas que você come feliz mesmo assim, aproveitando cada instante sem culpa? Depois, não vale achar que vai passar incólume no teste da calça jeans no dia seguinte. Sim, porque parar em uma coxinha só também é desafiador. É igual aquela galera que jura que só come "um pedacinho de bolo"... O resto da história vocês conhecem bem.
Mais uma vez, a gastronomia é metáfora para amor e desejo. A correlação dos assuntos é perfeita porque todos eles são movidos a necessidade, vontade e uma boa dose de imaginação. Pensar no seu prato favorito, do nada, tem o mesmo efeito de um contato prosaico, e sem querer, com alguém do passado. Um reacende a fome. O outro reacende outro tipo de fome e, deste ponto em diante, dá uma vontade danada de ter uma recaída.
Mas será que vale a pena? Aí é com quem se faz esta pergunta. Pode valer muitíssimo a pena sim, desde que você deposite a exata expectativa no que um brigadeiro pode te proporcionar. Confundir brigadeiro com quindim, xi, sei não.
Mas tem uma coisa que uma recaída não perdoa, insistir no erro. Recaídas fazem parte do roteiro mas não dá para seguir a guia com as mesmas ideias e atitudes na cabeça e no coração. Do contrário, lá vai você de novo para o conserto ou encarar mais uma vez aquela calça jeans que não fecha o botão como quem aponta "não te disse?".
Giovana - está solteira