Por causa de você





Tudo culpa sua que o meu primeiro fio de cabelo branco tenha aparecido aos 14 anos. E que a minha taxa de açúcar esteja sempre ali, no limite. Que eu fique insuportável quando estou com fome, que a minha fome seja quase sempre infinita, que eu possa ter problemas de coluna no futuro. Mas eu também devo a você uma certa serenidade que me acompanha em todos os momentos, o meu nariz, um pouco da elegância da Tia Francisquinha, não por acaso a irmã que mais se parece com você (ou você com ela, que chegou primeiro, melhor dizendo). Por causa de você eu adoro ler jornal, principalmente os de domingo. Pensando bem, somos muito parecidos, não somos? (Mainha, não fique jamais com ciúmes, que, como vc sabe, eu sou a mais misturada dos três herdeiros, tenho muito de você também. OK?)

O maior legado, no entanto, painho, é aquele pelo qual eu lhe sou mais grata. Por causa de você, aconteça o que acontecer, eu não deixo de agir com honra, de pensar nos outros, de querer ser correta. De ver no caráter a maior de virtude que qualquer pessoa pode ter. Não é à toa que, a cada vez que ouço Lupicínio Rodrigues cantar que “a vergonha é a herança maior que o meu pai me deixou”, eu me lembro de você. Obrigada por isso.

Obrigada por ser meu pai. Te amo, viu? Parabéns pelo seu dia, feliz aniversário, felicidades mil.

Gente, vamos desejar happy birthday para painho comigo? Brigada!

Beijos, beijos, para ele e para vocês todos,

Bela – A Casada e A Filha






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E quando o amor não acontece?

Os filmes e livros estão cheios de personagens que, depois de uma fase desacreditando no amor, se deparam de repente com uma paixão arrebatadora.
A vida é melhor com ele, ter alguém para compartilhar os dias é saudável para a alma e se sentir amado nos dá forças para encarar a parte chata da vida (todo resto, normalmente). Mas, se olharmos ao redor, tem um monte de gente para as quais o amor simplesmente não acontece.
E aí? E aí que as pessoas não podem tratá-las como problemáticas, nem cobrar delas uma coisa sobre a qual simplesmente ninguém tem poder algum.
E aí que tem um monte de coisa legal para se fazer na vida em vez de ficar esperando o amor chegar. E aí que ficar esperando o amor chegar mais afasta ele da gente do que atrai. E aí que se a gente esquece que tem que ficar esperando por ele e vai viver outras coisas (escrever um livro, fazer uma viagem, um trabalho voluntário, um curso, cair na gandaia, aprender mandarim, virar triatleta...) é muito provável que, como na ficção, ele apareça de repente.

Patrícia, A Solteira

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De volta pra casa

Eu voltei. Voltei para a cidade que me acolhei desde os seis aninhos, Praia Grande. Mas de onde, devido à ânsia por novos ares, me afastei por praticamente uma década. Primeiro fui trabalhar na cidade vizinha, maior e mais importante. Foi pouco. De lá, voei uns 12 mil quilômetros e me aventurei por quase dois anos no velho continente. De volta, só fiz escala por aqui, e fui jogar minha âncora em São Paulo, cidade que adotei como minha e aprendi a amar e odiar como qualquer paulistano da gema.
Mas o lugar onde a gente cresceu exerce um poder magnético na maioria das pessoas e, cá estou, de volta.
Sinto-me privilegiada. Vejo que muitos profissionais acabam se sujeitando a abandonar suas raízes por questões mais financeiras que sentimentais. Por isso, sinto-me feliz em estar recebendo reconhecimento profissional no lugar que me é mais importante na vida.
“Mas quem rodou o mundo se contenta em voltar para cá?”, me perguntaram. “Aqui também é um lugar do mundo”, respondi. Agora, um lugar diferente aos meus olhos, já que vi tanto lugar diferente e descobri também o quanto tudo é muito igual, no que diz respeito a problemas sociais e relações humanas principalmente. Mais uma vez, sinto-me sortuda por poder contribuir, depois de rodar este mundão, para melhorar a realidade do lugar que sempre acolheu.
Agora, o azul do mar enche os meus olhos, em vez de passar despercebido. Da minha janela, consigo ver um pedacinho dele todos os dias e isso me alegra. Agora, os 10 minutos (sem trânsito) que levo para chegar ao trabalho me trazem o bom humor de volta nas manhãs de preguiça. Agora, comer comida de mãe me faz esquecer de que existe dieta. E, agora, posso definitivamente declarar: Eu amo Praia Grande.

Patrícia, A Solteira

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Saudades do Recife




Abaixo, em plena segunda-feira de folia, uma simples homenagem ao meu Carnaval predileto: o do Recife. Boa festa para quem estiver na farra, bom descanso para quem estiver relaxando, bom trabalho para os companheiros que trabalhando estão.

Fiquem com Lêdo Ivo – O Incrível, orgulhosamente meu conterrâneo e autor dos versos abaixo.

Beijos, beijos, beijos,

Isabela – A Casada e A Saudosa do Carnaval na Terra do Galo da Madrugada



Recife, poesia




Amar mulheres, várias. Amar cidades, só uma - Recife. E assim mesmo com as suas pontes, e os seus rios que cantam, e seus jardins leves como sonâmbulose suas esquinas que desdobram os sonhos de Nassau.





Amar senhoras, muitas. Cidade, só uma, e assim mesmo com o vento amplo do Atlântico e o sol do Nordeste entre as mãos.





Felizes os jovens poetas que recebem em seus corações antes do amor e depois da infância a palavra, a cidade Recife. Felizes os poetas que podem lembrar-se eternamente das pontes que separavam: ia-se a noiteno Capibaribe, e as águas do Beberibete davam, ó Madalena, o meu primeiro verso.





Corola diante do mar, bares da arte poética ,bondes, navios, aviões. Cidade, meus pés transportam as tuas pontes para margens versáteis.





Igrejas nos postais, namorados nos portais. Recife de meu pai, Recife que me deu a poesia sem que eu pedisse nada, cidade onde se descobre Rimbaud, a maresia de antigamente em meus olhos abertos. Mulheres, inúmeras. Cidade, só uma e assim mesmo diante do mar.





Lêdo Ivo

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Love songs!

Pessoal,

mais uma contribuição sonora do Luiz Otero.

Obrigada!

Beijos do Trio

Na postagem anterior para este blog, enfoquei uma coletânea de canções que tinham o amor como tema principal ou inspiração. Uma breve coletânea, por sinal. Mas me concentrei na nossa música popular brasileira, pelo simples fato de que ela está mais próxima de nossa realidade. Porém, é claro que lá fora também foram produzidas muitas canções românticas de qualidade. E novamente tomo a liberdade de ocupar esse espaço para mostrar algumas que conheci ao longo dos anos e que com as quais, creio eu, muitos talvez se identifiquem.

Primeiro vamos com a canção My Love, que o ex-beatle Paul McCartney fez para a então esposa Linda na década de 70. Uma bela declaração de amor, em cima de uma melodia marcante e suave. Mesmo depois do falecimento de sua esposa, em 1998, ele continua cantando essa música nos shows ao vivo, como forma de homenagear a ex-companheira amada.

O grupo vocal Bee Gees compôs How Deep Is Your Love para a trilha do filme os Embalos de Sábado A Noite, estrelado por John Travolta na segunda metade da década de 70. E ela continua sendo uma das mais belas de seu repertório, tendo sido regravada várias vezes por outros artistas. Aqui está a versão original, ainda a melhor de todas, na minha modesta opinião.

Eric Clapton é um cara mais lembrado pela sua relação bem próxima com o blues. Mas tem algumas pérolas românticas incrivelmente bonitas, como essa, Wonderful Tonight, de sua autoria aliás. Foi produzida na década de 70 e até hoje é solicitada em seus shows. Uma melodia bem marcante e suave.

Barry Manilow é considerado um fenômeno inexplicável na música. Não tem uma aparência, digamos, muito aprazível. Mas compôs e cantou grandes canções românticas. Um de seus primeiros sucessos foi Mandy, na qual ele canta a dor de ter perdido um amor e a necessidade de tentar reavê-lo.

A dupla Air Supply se especializou em compor e cantar canções românticas que viraram uma marca registrada da sua carreira, e que prossegue até os dias de hoje. Esta aqui foi uma das primeiras que conquistaram o público.

Esta canção foi gravada originalmente por Michael Jackson, quando ele ainda integrava os Jackson 5 com os irmãos na década de 70. Mas esta versão com José Feliciano, que usou aquele seu tempero musical latino, acabou superando a original. A música ganhou sensualidade e uma forte carga romântica. É uma das preferidas de minha amada esposa e por isso está aqui nessa coletânea

Outro ex-beatle, John Lennon, compôs para Yoko uma das mais emblemáticas canções de seu repertório em 1980. Nela, ele se rende por completo para o amor da esposa, mostrando a importância de se respeitar a companheira. E ainda pede para que ela se lembre que a vida dele esta nas suas mãos. Inesquecível.

A dupla Roxette emplacou muitos hits nos anos 90. Mas esse aqui acabou cativando parte do público, em especial, o feminino. Por causa da inclusão na trilha do filme Uma Linda Mulher, onde servia de tema para atriz protagonista (Júlia Roberts) com o ator Richard Gere. Fora esse detalhe, a canção tem uma melodia bem bonita e marcante na voz de Marie Fredriksson.

Creio que poderia fazer centenas de postagens como essa e certamente ainda faltaria alguma canção interessante. Mas a intenção foi mostrar algumas delas dentro da seara do pop e do rock e que, de uma certa forma, permanecem na memória do público.

Porque o amor está no ar, hoje e sempre.

Luiz Otero

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Morreram porque eram mulheres

Poucas coisas chocam tanto as mulheres quanto uma notícia de estupro. Cada vez que a gente escuta sobre o crime, é como se tivessem invadido nosso próprio corpo. Sentimos nojo, raiva, medo, desejos de vingança dos mais irracionais. Dá agonia porque tem a ver com aquilo que a Miriam Goldenberg descobriu em uma de suas pesquisas: a de que sentimos inveja da liberdade masculina. Não é uma inveja só por não fazermos xixi em pé ou por não gozarmos da liberdade sexual deles – sem sermos alvo de preconceito. É mais sutil, e ao mesmo tempo grave. É o medo de simplesmente não podermos caminhar por aí livremente sem correr riscos.

Ontem eu acordei e li no jornal sobre o estupro coletivo em Queimadas, na Paraíba. Seis mulheres foram convidadas para uma festa. Chegando lá, cilada macabra, foram todas presas num quarto, vendadas e violentadas por um bando de homem. Duas delas, Isabela e Michelle, reconheceram os algozes e perceberam que não era um assalto: eram amigos delas. Diz a polícia que apura o caso que dois irmãos planejaram tudo. Que um deles deu o estupro coletivo de presente ao irmão. Aparentemente, Isabela não dava a menor pelota para um deles. Então foi na marra.

O que leva um homem a achar que ele tem esse direito? O que leva um bando de dez homens a agir assim? Que tipo de gente que cogita cometer um crime contra outro que, ainda por cima, é do seu círculo social?

Chorei no café da manhã. Chorei muito. Por Michelle, Isabela, pelas outra quatro vítimas do “presente de aniversário”.

Não estamos no Irã, não estamos nos rincões da África, não estamos no Paquistão. E, ainda assim, às vezes parece um fardo ser mulher.

Michelle e Isabela morreram simplesmente porque eram mulheres.

Débora – A Divorciada

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Amor se constrói?

Segundo uma amiga minha, sim!

O papo surgiu durante uma pizza “quejuda” de rúcula com tomate seco. Segundo ela, com os homens mais importantes de sua vida, não rolaram as tais borboletas no estômago nos primeiros encontros, nem tampouco escaladas nas paredes na hora do “vamovê”. Enquanto muitos que lhe proporcionaram estas emoções não duraram mais que o feriado seguinte.

Essa minha amiga pertence ao que eu chamo de ala da emoção (sim, divido-as assim: algumas são pura emoção, outras, razão, e costumo me aconselhar com uma de cada grupo quando me deparo com algum dilema – mas isso é assunto para outro post). E parece estar constantemente apaixonada por alguém. O que ocorre é que ela sempre acredita no amor e aposta de verdade nas pessoas que cruzam seu caminho. Acho bonito isso.

E justamente por acreditar que o amor se constrói é que ela faz esta aposta em nome do coração. Na opinião dessa libriana cheia de vida, todas as pessoas têm defeitos, mas o amor pode transformá-las.

Ai, até me perdi no texto diante de tanto romantismo. Mas, voltando os pés ao chão e à pergunta do começo: O amor se constrói? Vale a pena mesmo investir em uma relação que começa mais ou menos? Digam-me vocês.

Patrícia, A Solteira

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Estante coletiva: nossas dicas de leitura

Como se não bastassem ser gentis, fofos, lindos, parceiros, chiques e maravilhosos, nossos leitores ainda são....leitores! E, gentilmente, registram aqui suas dicas de livros. Vamos turbinar a estante juntos? Lá vai então.

Beijos a todos, muito obrigada pela participação, amei, já anotei várias sugestões,

Isabela – A Casada

Feliz por nada (Martha Medeiros)

Uma reunião de crônicas que falam do dia-a-dia, amor, confusões da vida de uma mulher adulta, família e muito mais. Uma leitura leve, rápida e deliciosa.
Saiba mais aqui.



Quem indica: Danielle Gomes

Precisamos falar sobre Kevin (Lionel Shriver)

Na obra, uma mãe fala sobre o filho, que matou uma galera na escola em um massacre à la Columbine, Tenso, asfixiante e questionador! Sofri, mas recomendo!

Quem indica: Flá



Ensaios de Amor (Alain de Botton), Fim de Caso (Graham Greene) e Steve Jobs (Walter Isaacson)

Hummm, muito difícil escolher só um pra indicar.

Bem, então vou recomendar o Ensaios de Amor, do filósofo e escritor Alain De Botton. Pra mim, o livro é simplesmente a obra definitiva sobre amor e relacionamentos, misturando reflexões filosóficas a um romance.


Outro bem bacana é Fim de Caso, de Graham Greene. Um dos melhores livros que já li. E fazendo uma propagandinha, leia mais aqui.


Dos últimos que eu li, fugindo um pouco desses temas amorosos, a biografia do Steve Jobs, por Walter Isaacson é muito boa. Fascinante pra quem quer conhecer um pouco mais de como chegamos ao mundo de hoje, com iCoisas por todo o lado. Fora que o Jobs era muito maluco. E dá vontade de entrar no livro e dar uns tapas na cara dele, hehehe!

Quem indica: Andarilho

A Cidade do Sol (Khaled Hosseini), O Andarilho das Estrelas (Jack London), Paulo e Estevão (Emmanuel) , 50 anos a mil (Lobão)

A Cidade de Sol
, de Khaled Hosseini, me fez sofrer lendo, mas foi o melhor livro que li até hoje! Muito triste a vida das mulheres no Afeganistão.

Dois outros bem marcantes e fortes foram: O andarilho da Estrelas, de Jack London manuscrito por um prisioneiro que ficou na solitária por oito anos até ser enforcado, e Paulo e Estevão, de Emmanuel, que conta a trajetória evolutiva do apóstolo Paulo de Tarso, que de vilão passou a vitima do próprio ideal.


Atualmente estou lendo a biografia do Lobão: 50 anos a mil.

Quem indica: Tati

Cem dias entre céu e mar (Amyr Klink)

Acho que o nome já diz muito sobre o livro, mas o que eu achei bacana é que você realmente "se sente" e "vai parar" no barco com ele. Encara as dificuldades e se emociona quando a viagem finalmente acaba...pra quem como eu AMA viajar, é show!!!

Quem indica: Giselle Mota

O Livro Perdido das Bruxas de Salem (Katherine Howe)

Trata-se de um romance com uma pitada de suspense e mistério na vida de uma estudante de Harvard prestes a concluir sua dissertação de mestrado e sua ligação com os possíveis acontecimentos de bruxaria que marcaram a vida de um pequeno vilarejo nos EUA. Espero que leiam...

Quem indica: X9-Filmes

O tempo entre costuras (María Dueñas)

“E, de repente, um romance como os de antigamente, dos de sempre, dos de quase nunca, dos que prendem - pela sua alma, coração e vida - o leitor e já não o soltam até que o afortunado alcance a última linha. Um romance de verdade, de corpo inteiro, bem estruturado e cimentado, minuciosamente documentado, apaixonante e envolvente”. (Fernando Sanchez Drago, do El Mundo).

Quem indica: Beliza

A Última Música (Nicholas Sparks), Fora de Mim (Martha Medeiros) e A Princesa que acreditava em contos de fadas (Márcia Grad)

Na verdade, eu gosto de romances e de livros bem água com açúcar, quanto mais sonhador melhor, tipo A Última Música, de Nicholas Sparks, um romance adolescente que fala sobre amadurecimento e perdão.


Indico também Fora de Mim, de Martha Medeiros, que não é tão romance assim. Sobre uma mulher e seus questionamentos sobre o amor, a desilusão amorosa, a traição e o final de uma relação. Muito bom. Cheio de frases que nos fazem pensar muito.


Tem um também que durante muito tempo foi meu livro de cabeceira (minha psicóloga que indicou), eu li umas 5 vezes e a cada leitura tirava novas lições. A Princesa que acreditava em contos de fadas, de Márcia Grad. É uma fábula e nos faz pensar muito. Nessa história a princesa se reinventa, descobre vários caminhos e aprende que pode ser feliz sem o tão sonhado príncipe encantado idealizado. Indico pra toda mulher que sofre por amores difíceis. Muito, muito bom!

Quem indica: Aninha

A vida sexual da mulher feia (Claudia Tajes)

Estou lendo um ótimo e muito engraçado: A vida sexual da mulher feia, da Claudia Tajes. A personagem, a Ju, fala de seu experimento científico, baseado na própria vida, de estudar a sexualidade e os relacionamentos da mulher feia. Divertidíssimo.

Quem indica: Kézia

O quarto de Jack (Emma Donoghue)

Li (quer dizer, devorei em poucos dias) recentemente o livro Quarto, ou O quarto de Jack em algumas edições, da Emma Donoghue. É uma história narrada por um garoto de 5 anos de idade, contando sobre sua vida um tanto única - ele está trancado em um quarto com a mãe e pensa que aquilo é a única coisa que existe no mundo. Apesar da história de fundo ser triste, Jack é um garoto muito feliz e apaixonante. Tenho certeza que quem ler vai estar falando como um garoto de 5 anos depois de 3 dias, hahaha!!!

Quem indica: Frô

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Você é luz...



...é raio, estrela e luar.

Wando forever, 100% atitude, fogo e paixão.

Beijos, muito amor para nós,

Isabela – A Casada e A Fã

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De volta aos 25

Eu já escrevi várias vezes aqui que adoro ter 30 e poucos. 34, para ser mais exata. E que tenho a sorte de, até hoje, ter achado que a idade atual é sempre a melhor, com alguma exceção ali entre os 16 e os 20, quando tudo o que eu queria na vida era ver o tempo passar para estar formada e ser independente financeiramente. Há alguns dias, no entanto, no aniversário de uma querida, a Carolzinha, me vi assim, meio de volta aos 25, a idade que ela acabou de completar. E confesso que achei muito bom.

Em primeiro lugar a comemoração foi ao melhor estilo 20 e poucos, num bar, na Vila Madalena, numa sexta à noite. O que é mais 25 anos do que a Vila Madalena numa sexta à noite? Sinceramente, não me lembro de ter pisado lá nesse dia depois que completei 30. Nem eu nem as minhas amigas balzacas. No passado, quando cheguei a São Paulo, aos 24, vivia ali. E adorava aquele burburinho, o movimento de botecos lotados, tanta gente pela rua. Achava o máximo ir a pé para lá de Pinheiros, onde morava.

Assim, nesse climão todo, ficamos eu, Carolzinha e suas amigas vintonas, todas umas fofuchas, no maior papo, por horas, vendo a madrugada avançar. Estar ao lado delas me fez lembrar de mim mesma há dez anos. A viajar por um tempo onde as conversas giravam em torno de trabalho, viagens, o samba da semana que vem, um ou outro menino. Dilemas? No máximo clássicos como “devo ou não casar com o namorado de quatro anos, mesmo que ele não me empolgue tanto assim” (à mocinha que me colocou a questão, caso leia esse post: espere, lindona, case agora não, espere só mais um pouquinho, veja aí se dá, ok? Me perdoe, quis falar de novo, mesmo sendo completamente contra quem se mete nessas coisas. E sabendo que a vida não tem regras. Talvez eu tenha me visto um pouco em você, por isso quis repetir, não repare).

Querem mais? Filhos é uma palavra que não existe no vocabulário, nem ninguém te perturba perguntando quando vai engravidar (por mais que eu ame todos os bebês das minhas amigas, e eu amo, eles são todos o máximo, entre nós, às vezes tenho vontade que eles façam logo 30 anos para eu ter alguma exclusividade com elas outra vez). Muito menos divórcio, imagina, ninguém está nem de primeiro casamento marcado ainda. Aliás, até eu me espantei quando dei o meu depoimento e disse que estava casada pela segunda vez. De tão baby que estava me sentindo, nem eu acreditei, hahaha!!! A própria tia velha, claro, mas uma tia velha que, naquela noite, se sentiu leve, livre, aberta ao mundo e curiosa de um jeito especial. Assim, meio de volta aos 25.

Obrigada por isso, Carolzinha. Obrigada, meninas. Vocês arrasam, viu?

Beijos, beijos, beijos,

Isabela – A Casada e A Trintona em momento ter 25 anos é um estado de espírito

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Vale a pena?

Todo mundo tem um trauma de infância. Marilu não come espinafre porque sua mãe a obrigou comer dos cinco aos doze anos. Tonico não suporta matemática porque seu pai sonhava que ele fosse um gênio das equações. Eu, por exemplo, faço de tudo para negar minha mãe, funcionária pública que trabalhou 20 anos no Banco do Brasil. Pingo de emprego em emprego, sem carteira assinada nem plano de saúde, e nunca passo de dois anos - verdadeiro pânico da estabilidade profissional alheia.

Trauminha assim, mal não faz. É até divertido. Costumo dizer que quando um casal, num bar ou jantar, está naquele falatório intenso, pré-vou-te-pegar, sempre desconfio que a mulher tá citando algum trauma de infância enquanto o homem está tentando adivinhar o que há por baixo daquele vestido (ou o contrário, dependendo dos níveis de yin e yang de cada um). Traumas de infância compõem um ótimo repertório pró-xaveco.

O que eu não consigo entender é o ressentimento eterno. Tirando os que sofreram abusos graves, físicos ou psicológicos, simplesmente não assimilo os que maldizem a vida por causa de um pai, assim, digamos, não muito padrão ou de uma mãe que não se encaixa nos sonhos da família Doriana. Que alimentam um ódio eterno por causa da ausência nas festas da escolinha ou pelo descaso dos workaholics.

Vale a pena?

Mas que bobagem, já é tempo de crescer, diria Fábio, obrigaduuu, Jr. Concordo, Fábio. Já temos tantos problemas, tantos atravancos, tantos contratempos, tragédias repentinas, pequenas catástrofes particulares, irritações cotidianas, sonhos que naufragam a todo tempo. Nesses momentos de desesperança, nada como lembrar que, um dia, aquele pai torto e aquela mãe relapsa cuidaram, da forma deles, de você. E que você é o que é, em grande parte, por causa deles. Ninguém nega carinho por pura negligência. Tem gente que simplesmente não sabe chamegar. E o amor se manifesta das mais diversas formas - frase do meu ex, um dos maiores aprendizados que tive com ele.

Eu agradeço aos meus progenitores tortinhos todos os dias pelo maior presente que pude ganhar um dia: minha existência.

E deixo os traumas de infância para um bom papo de mesa de bar.

Débora – A Divorciada

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Os livros que a gente leu

A sugestão, que eu achei ótima, veio da nossa amiga e leitora Ana Paula Salume, de Salvador, Bahia (saudades, saudades, saudades do verão nordestino, por falar naquela terra tão linda). Vamos fazer um post coletivo com dicas de leitura?

Seguinte: quem quiser, deixa aqui, nos comentários, a sua indicação. Basta escrever o nome do livro, seu autor e porque o título merece ser lido. Isso bem curtinho, coisa de quatro, cinco linhas. Junto tudo e posto na semana que vem.

Prazo para participar: até a terça, dia 7 de fevereiro. Fechado?

Beijos a todos, boas leituras para nós, beijos, Aninha, thanks pela ideia de post,

Isabela – A Casada

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Canções de amor...

Dia de convidado especial. Especial e fofo, um gentleman que nos atende prontamente sempre que pedimos post: Luiz Otero, jornalista e amigo, autor do blog Musicalidades. Na pauta, canções de amor. Expert que é, ele garimpou algumas melodias lindas de morrer para nós. Fiquemos com ele.

Thanks, Luiz! Mais uma vez, muito obrigada pela colaboração. E pela sua gentileza para conosco.

Beijos, lembrando que nós estamos assim, meio de férias, em janeiro,

Isabela – A Casada

A equipe do 3x30 me incumbiu de uma missão difícil: tentar selecionar algumas das canções de amor mais emblemáticas. Aquelas que povoam o inconsciente da memória popular há vários anos e que, de certa forma, ainda continuam cumprindo o seu papel, que é o de colocar o amor em seu devido patamar de devoção. O fato é que há uma linha muito tênue entre o piegas e o romântico. Fica difícil estabelecer parâmetros, pois sempre há uma tendência do ser humano para o chamado pré-conceito. O que para um soa brega, para outro pode representar um momento especial de lembrança, como um primeiro encontro de olhares com a mulher amada. Mas vamos a alguns exemplos produzidos em nossa terra brasilis, para quem busca algo nesse estilo romântico.

Creio que há uma certa unanimidade quando se cita Carinhoso, o clássico de Pixinguinha, com letra de João de Barro, o Braguinha. Não bastasse a melodia ser incrivelmente bela, a letra continua sempre acessível nesses tempos infestados por redes sociais. Quem é que não diria para a pessoa amada que o coração bate mais feliz ao lado dela?

Outra unanimidade é o clássico de Tom Jobim e Vinícius de Morais, dois românticos incorrigíveis. Eu Sei Que Vou Te Amar é de uma profundidade ímpar, uma letra que transborda paixão até o teto, emociona em qualquer lugar do mundo.

Nos anos 80, Ivan Lins cantou em dueto com sua então esposa Lucinha uma das composições mais românticas de seu repertório, que leva somente Amor no título. Isso por si só encerra a justificativa para entrar nessa breve seleção.

O Rei Roberto Carlos é outro romântico incorrigível. Produziu ao longo de seus mais de 50 anos de carreira uma série de canções que com certeza embalaram milhares de romances pelo País. Esta é a minha preferida do Rei: Como é Grande o Meu Amor Por Você

Djavan tem composições românticas bem emblemáticas em seu repertório. Alguns diriam sem pensar que Meu Bem Querer é a maior delas. Mas a que mais gosto, por causa de minha esposa, é claro, é Pétala. Uma outra pintura de letra e melodia

Tim Mais compunha e cantava como ninguém. E quando se metia a cantar música romântica, sempre emocionava. Esta canção é de sua autoria e tem uma letra simples e sempre atual. Qual mulher resistiria aos versos de Você, composição de um disco da fase inicial?

Cassiano não teve uma carreira constante no que se refere ao lançamento de discos. Mas deixou pérolas românticas e incrivelmente perenes, como a canção Coleção, que volta e meia é regravada por algum artista nacional.

Maria Bethânia decidiu gravar esta canção, que segundo ela mesma informou em uma entrevista, era jingle de propaganda de um motel nos anos 70. Cheiro de Amor é uma das suas melhores interpretações, com uma letra e melodia que caíram com uma luva em sua voz incrivelmente cheia de amor.

Sonho Real é de Lô Borges e Ronaldo Bastos. Não é muito conhecida do grande público, mas tem uma letra bem inspirada, com versos marcantes como Felicidade pode estar pelo sim ou Vem meu anjo torto/Abusar do meu conforto/]Ser meu bem em cada porto/Que eu ancorar.

E vou parando por aqui. Tenho certeza que quem ler esse texto sentirá falta de alguma composição que não foi incluída. Até porque o amor, como alguém já cantou antes, é infinito por natureza, e não se encerra em si próprio. Se renova a cada dia que passa, quando é verdadeiro e autêntico.

Luiz Otero – O Casado Romântico

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UFC: Não curti



Antes que alguém me acuse, eu já vou logo dizendo que sou a pessoa mais ignorante do mundo em matéria de esporte. Burra com quatro Rs, como dizia um tio meu. Mesmo sendo uma leiga total, não consigo deixar de me espantar com o fato de que, nos últimos cinco minutos, todos os homens do mundo passaram a ser fanáticos por UFC, algo que eu não sabia nem que existia até então.

Guarda Belo é fã e diz que adora desde os tempos do VHS. Eu acredito quando o meu marido diz isso, mas acho que ele é uma exceção. E que o fator modinha prevalece: se alguém achou bacana, todo mundo passa a achar. Preguiça, muita preguiça dessas bombações instantâneas.

Tenho ainda outros motivos para não curtir o UFC. Em primeiro lugar, não gosto de ver gente brigando e apanhando. Me deprime. Em segundo, vamos combinar que esse é um campeonato muito mala em termos de dias de exibição? Gente, tem luta todo sábado à noite (ou quase, sei que posso estar escrevendo bobagem, me corrijam)!!! Existe coisa mais insuportável do que você querer sair para jantar, ou mesmo ficar em casa e pedir uma pizza, abrir um vinho, e o seu parceiro ali, ansioso pela disputa que vai começar na madrugada? Nada contra esportes de meninos, pelo contrário, acho sexy ver Guarda Belo torcendo pelo Timão, mas futebol tem na quarta, no domingo à tarde, tudo bem. Mas sábado à noite, fala sério, tinha que ser assim?

E tem mais: não sei como, nunca conseguirei entender, todo final de semana o espertinho que inventou o UFC inventa mais uma luta incrível, histórica, absurda, que todos os aficionados do mundo precisam ver. Como se fosse uma final de Copa a cada sábado. Algo completamente imperdível que, se não estiver à disposição na TV, vai estar na internet. Alguma criatura sem coração vai mandar o link para o seu marido ver. Certeza.

Guarda Belo me diz que sabe de várias mulheres que gostam de UFC. Sim, natural, gosto não se discute. É claro que, diferentemente de mim, outras meninas podem amar. Mas, além daquelas que genuinamente apreciam a coisa, é preciso destacar dois outros grupos: 1) As Marias Octógono, que têm fetiche; 2) As dissimuladas que dizem que adoram só para conquistar a simpatia masculina. Definitivamente, as duas situações não fazem parte do meu show.

Baby, pode continuar vendo o seu UFC. E me chamando para conferir aqueles golpes sensacionais que você garimpa no You Tube. Vou continuar me levantando do sofá para ver. Porque te respeito e porque quero conhecer as coisas das quais você gosta. Isso além de concordar que sim, algumas manobras de fato são fora desse mundo. Mas saiba: aqui e ali eu posso pedir para a gente esquecer essa vibe de luta, só para variar um pouquinho.

Pode ser?

Isabela – A Casada que não curtiu o UFC

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Eu, piriguete

Deu no IG. Ao lado de uma matéria sobre igualdade entre mulheres (feita pela excelente Verônica Mambrini), havia uma outra sobre a caça às piriguetes nas redes sociais. Impossível não ligar uma coisa à outra. Na primeira matéria, um ranking sobre os países ideais para uma mulher viver. Na Islândia, Noruega e Finlândia, as mulheres ganham como os homens, são compreendidas no mercado corporativo durante a maternidade, têm representação política e liberdade sexual (apêndice meu, já que a matéria não diz isso).

A outra matéria fala sobre o modismo de posts anti-piriguetes no Facebook e no Twitter. O mundo, segundo os defensores da moral e dos bons costumes, se divide entre as mulheres que “só servem para transar e traem na primeira oportunidade” e as que “não querem ir para a cama sempre e servem para casar”. Tremi! Seria eu, então, uma piriguete? Pois se ser piriguete é fazer sexo quando se tem vontade, então sou. Se é dançar funk na festa e se jogar na pista sem medo, então sou. É ter transado com mais parceiros que cabem na mão esquerda? Que bom. Se tudo isso é ser piriguete – só não tenho silicone no peito e não curto roupas curtas – então aderi. Eu sou. Mas também sou monogâmica, apaixonada e casadoira. Então, a qual espécie eu pertenço? Posso ser uma mulher-de-verdade-piriguete? Que conflito!

Sempre flertei mais com a puta que com a princesa. E desconfio fortemente que a princesa sempre teve muita inveja da puta. Assim como o gay enrustido é o primeiro a cometer bullying contra o gay assumido, as mulheres que se privam do prazer descontam nas que nada temem.

Muito medo disso.

Se esse movimento crescer, vou me embora para Islândia. Duvido que lá exista esse abismo tão grande entre piriguetes e casadoiras.

Débora – A Piriguete

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Eu receberia as piores notícias dos seus lindos lábios



Uma pausa nas nossas férias para indicar um livro para as férias de vocês. Eu receberia as piores notícias dos seus lindos lábios foi o último título que eu li em 2011. Presente de Natal da minha amiga Carolzinha, a quem dedico este post e agradeço mais uma vez, agora publicamente, pela grata surpresa que foi esse romance de Marçal Aquino.


Uma história forte, uma história dura, de personagens complexos, dos quais não se esquece ao final da leitura. Uma história de amor. Uma não, várias. No centro da trama está o triângulo amoroso formado por Lavínia, Ernani, seu marido, e Cauby, seu amante. O cenário é uma cidade do interior do Pará. O que mais mexeu comigo? O fato de como o amor mudou a vida do trio de protagonistas, o impacto surgido do encontro entre Lavínia e Ernani e, depois, entre Lavínia e Cauby.


E isso tudo embalado num texto envolvente, bonito, nada óbvio (a começar pelo título, né?). A ponto da gente adiar a leitura para não ir muito rápido e acabar logo (são 229 páginas, não é muito). A boa ambientação dos cenários também ajuda, sem falar que eu tenho loucura para conhecer o Pará.


Taí um livro para não ser esquecido. E guardar na estante dos prediletos. Recomendo mil vezes e agora quero ler tudo do Marçal Aquino, tarefa a ser executada depois que terminar os três outros títulos que me esperam na cabeceira nesse momento.



Em tempo: em breve, estreia o filme adaptado da obra. Camila Pitanga é Lavínia, a protagonista. Não é para qualquer uma não, imagino que seja a personagem mais complexa que ela já interpretou na vida, mas, aprovei a escolha. Ela é talentosa, acredito que deu conta do recado. Se não der, também não tem problema nenhum: o trabalho de Marçal Aquino é muito maior, vai além, está aqui comigo. Sempre estará.



Besos, besos, besos, boa leitura, estamos assim, meio de férias em janeiro, só para lembrar,




Isabela – A Casada

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A camisola branca de Helena

Momento da leitora. Hoje, a Helena, uma querida, do Recife, Pernambuco, nos conta a sua história de superação. Do casamento ao divórcio, ela deu a volta por cima. E se descobriu muito mais feliz. Fiquem com ela.

Beijos, Helena, super obrigada pelo texto. Volte sempre, como leitora e como autora. Beijos a todos, boa semana para nós,

Isabela – A Casada


Ela estava linda vestida de noiva. Vestido branco e flores no cabelo. Seus olhos verdes brilhavam de alegria. Então ela disse Sim. Mas, naquele momento, não imaginava o que estava por vir... Recém casados, ele disse a ela que queria dormir em quartos separados, já que ela, segundo ele, se mexia a noite toda, virava de um lado para o outro, o que fazia com que ele acordasse toda hora e não dormisse direito, prejudicando seu rendimento no trabalho e fazendo com que ficasse muito cansado no dia seguinte. E os dias, semanas, meses foram se passando e eles dormindo separados. Ela argumentou, questionou, afirmou que essa situação estava afastando-os, mas ele se manteve firme e forte nessa decisão. E ela já estava achando que tinha algum distúrbio do sono ou algo parecido...

Não contou para nenhuma amiga porque tinha vergonha dessa situação. E ele também não a procurava mais. Dizia que ela também tinha um osso... Um osso bem “lá” que impedia/dificultava o amor entre eles. Além de um distúrbio do sono ou algo parecido, agora ela também tinha outra coisa, o “osso”.

Com o passar do tempo, a auto-estima dela foi diminuindo. Ela não se achava bonita, nem atraente, nem sexy. Afinal, seu marido não queria dormir nem fazer amor com ela. Então, ela focou no aspecto profissional. E o tempo foi passando dessa forma: eles dormindo em quartos separados, vivendo sob o mesmo teto como dois amigos/colegas.

Um dia, com alguma esperança de mudar alguma coisa, ela vestiu uma camisola sexy branca e ele riu dela. Disse que ela estava fora de forma. Pronto: com distúrbio do sono, um “osso” no lugar errado e fora de forma. E ela chorava sozinha assistindo filmes, ouvindo músicas, pensando em tudo o que era para ter sido e não foi. E ela não enxergava o futuro. Ela não se imaginava vivendo essa situação por mais muito tempo. Não foi isso que ela desejou para ela. Ela queria viver um amor intenso, verdadeiro, com tudo a que tinha direito.

Esse amor chegou um dia. Ele era amigo de uma amiga dela. E ele disse que ela estava linda. Há quanto tempo ela não ouvia algo parecido! Ficou tão feliz! Quase nem acreditou que um homem ainda podia achá-la linda! E ele a conquistou com seu jeito tão carinhoso e por achá-la tão inteligente e linda. Sempre ele dizendo como ela era linda. E gostosa também. Mas ela ainda era casada. E não sentiu culpa nenhuma, por que sentiria? Com ele ela redescobriu a vida! Com ele seus olhos brilhavam como há muito não se via. E ela se sentiu desejada, gostosa e linda. Então resolveu ser livre e foi embora de casa. Livre como um pássaro. Sofreu muito, sim. Mas era preciso ir embora e recomeçar. Recomeçar sem ele, o marido. Deixou para trás a família que quis formar com ele. E também o sonho de ser mãe, de um filho dele. Sozinha, encontrou nas amigas apoio e carinho. Sua família também a confortou.

E percebeu que para ser feliz bastava sua família, suas amigas e sua realização profissional. Apaixonou-se novamente dois anos depois, mas ele não se apaixonou por ela. Sofreu. Mas foi em frente, mesmo com o coração aos pedaços outra vez. Outra decepção ela não iria aguentar. E resolveu focar na dança. Então saiu por esse Recife dançando nos bailes. Sim, aprendeu a dançar e como a dança a fazia feliz! Adorava rodopiar p/ lá e p/ cá com suas saias floridas. E, dançando por aí, ela conheceu ELE, que adora dormir com ela, a acha linda, atraente, gostosa e sexy. Inclusive usando a tal camisola branca.

Helena – A Divorciada

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Seu Dilema: Devo me separar?

Meu nome é Inês, tenho 30 anos. Confesso que nunca fui muito de partilhar a minha vida, mas pedir conselhos, opiniões ou somente desabafar com a família ou com os amigos está fora de questão, não teriam a imparcialidade que necessito.

Estou casada há oito anos, com todos os altos e baixos que isso implica. O Francisco, meu marido, é uma excelente pessoa. É educado, inteligente, culto. Uma pessoa que é capaz de fazer tudo pelos amigos. Não temos filhos, mas se tivéssemos sei que ele seria um excelente pai. Contudo, como marido, confesso que ele me deixa a desejar. Nunca foi muito romântico ou carinhoso, mas sempre pensei que pudesse mudar um pouco ou que eu me habituasse ao fato de ele ser assim. Não aconteceu.

Cheguei ao ponto de pensar que o defeito era meu. Que eu é que sou demasiado exigente. Percebi que não. Julgo que quando amamos, gostamos não só de dar, mas também de receber. De sentirmos que somos amadas, desejadas. Que somos importantes para o objecto do nosso amor. Eu não sinto isso. Sinto que faço parte da casa. Um bem adquirido. Já tentei explicar várias vezes o que sinto, ele promete mudar e muda, mas só durante algum tempo. Depois volta tudo ao mesmo.

Eu sei que tenho defeitos e esforço-me para mudar, mas sinto que só eu estou a lutar para manter a nossa relação viva. Parece que luto sozinha. Parece que é algo que só eu quero. Recentemente passei por uma situação em que precisava mesmo muito do apoio e do amor dele, ele não esteve presente. Doeu muito. Aliás, muitas vezes ele não está presente em momentos que sabe que são extremamente importantes para mim. Estou cansada. Penso, vale a pena continuar uma relação assim? Será que as partes boas superam as más? Sinceramente já não sei.

Há algum tempo entrou outra pessoa na minha vida. O Duarte. Ele entende-me e preenche o vazio deixado pelo Francisco. Já chorei muitas vezes no ombro dele, já recebi conselhos, apoio. Algo que sinto que não tenho em casa. Acabamos por nos envolver mais do que desejávamos. Às vezes penso que seria mais feliz com ele. Talvez fosse. Sinto que a minha relação com Francisco já chegou ao fim há muito tempo e que apenas nós é que não queremos ver. Porque gostamos de estar juntos, temos uma história, mas acho que já não é amor.

Não quero nem vou acabar uma relação para começar outra. Se acabar terá que ser por mim. Não por haver alguém. Acho que o Duarte serviu para me mostrar o que me falta. Que afinal não é errado querer mais atenção, mais carinho. Sei que o Francisco não merece o que lhe fiz, mas acho que também não mereço estar com ele e sentir-me sozinha e abandonada.

Sei que é errado mas aconteceu. Acho que me estou a apaixonar pelo Duarte, estamos muito próximos, sinto-me muito bem perto dele, mas não quero pensar nisso. Não quero que isso influencie qualquer decisão que tome.

Honestamente acho que precisava mesmo de passar um tempo sozinha. Longe de tudo e todos. Infelizmente isso não é possível. E qualquer decisão que tome não vai ser com o distanciamento necessário. Espero, que qualquer que seja a decisão, que seja a acertada.

O que vocês acham? Obrigada pela ajuda.

Inês

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Férias!!

Queridíssimos,


pela primeira vez em três anos de blog, vamos tirar umas férias daqui. Esse mês será de descanso de posts, de revisão de ideias e de criação de um novo projeto do 3x30.

Não vamos sumir completamente. Se der na telha, baixamos por aqui vez ou outra. Até para não deixar nosso cantinho totalmente abandonado.

Ideias, sugestões e críticas, podem mandar pelo gmail ou Facebook.

Até breve!!

Ótimo janeiro =)

beijos, beijos, beijos

O Trio

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Feliz 2012!!!



Feliz 2012 para nós!!!

Que o ano novo venha cheio de amor, saúde, glamour, causações e aventuras!!!

Ou, como costuma dizer a Debs, nossa Divorciada, “pode vir, 2012. Eu te recebo com tudo o que você me trouxer”.

Acima, para inspirar, uma foto do Réveillon de Copacabana, do Brasil, o mais lindo, tirada do site da Riotur. Com fogos pinks, para atrair boas energias.

Beijos, beijos, beijos, muitos brindes com prosecco,

O Trio

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Cinco desejos para 2012

Revendo o primeiro post sobre Ano Novo que eu escrevi para este blog, em dezembro de 2008 (Promessas de uma Divorciada para 2009), pude constatar que, na ocasião, listei 15 desejos para os 365 dias que viriam pela frente. Em dezembro de 2009, comecei a recuperar um pouco a sanidade mental ao escrever o texto Promessas de Ano Novo: A Hora da Verdade, no qual revi tudo o que havia registrado anteriormente. O saldo? Algumas metas foram cumpridas, outras, claro, deixadas de lado. Dentro de um universo tão amplo de tarefas, acho até que o resultado foi bom. Em 2011, participei, junto com as minhas companheiras de trabalho e com todos vocês, do post coletivo O seu desejo é o nosso desejo: Feliz 2011! E desejei que nós conseguíssemos realizar “um grande sonho em 2011”. Eu realizei, e vocês?

Agora, às vésperas de 2012, volto a registrar alguns objetivos para colocar em prática entre janeiro e dezembro. Mas cinco apenas, que eu quero, daqui para frente, viver de modo mais simples, leve e desapegado dentro do possível. Lá vai:

Arrumar a casa (o que falta arrumar, na verdade, detalhes). Sim, é preciso fazer alguma coisa com toda a energia empreendedora ociosa desde que passou o casamento, em outubro, organizado por mim e pelos meus companheiros de altar.

Manter o peso. Emagrecer é difícil, mas permanecer em forma é muito mais. Acho que agora vai. De tão desacostumada a comer muito, por conta do regime, passei mal depois dos abusos do Natal e ainda não estou 100% inteira. Péssimo, claro, mas pelo menos não vou engordar durante as festas, como tinha certeza que ia acontecer. Desconfio que o meu corpo esteja começando a pedir uma trégua dessa vida de Magali, vou prestar mais atenção nele.

Fazer uma linda viagem de férias com o meu marido.

Trabalhar para fazer o 3xtrinta crescer. Façam figa e torçam por nós, há novidades a caminho.

Trabalhar para tentar emplacar dois projetos novos no trabalho. Ideias minhas, que vou amar ver se tornarem realidade. Me ajudam com a torcida?

Tá bom, né? E vocês, o que vão aprontar em 2012?

Beijos, beijos, beijos, só o melhor para nós, muito amor,

Isabela – A Casada

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Nosso dilema: continuamos com o "seu dilema"?

Essa seção foi certamente uma das mais divertidas de 2011!

É um dos posts mais comentados e dos que geram mais polêmicas.

No entanto, nosso estoque acabou, tivemos que usar algumas histórias de gente conhecida e não sabemos ao certo se vale a pena continuar.

Vocês ainda curtem? Acham que vale a pena continuar com o Dilema nosso de cada quinta em 2012?

Estamos em vossas mãos =)

beijocas

O Trio

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