Meus maridos e minhas mulheres


Alguma outra mulher além de mim, diante de alguma patacoada do marido, já se perguntou um dia se só as lésbicas são felizes, por serem casadas com outras mulheres?  Pois bem, a leitora Cecília Amarante, de 34 anos, dentista, é capaz de esclarecer a minha dúvida. Ela já foi casada quatro vezes: duas vezes com homens e duas com mulheres. Foi só saber disso, claro, para pedir post. Vamos ouvi-la então? Poucas pessoas que eu conheço têm mais o que dizer em matéria de casamento do que ela.

Obrigada, Cecília! Mesmo. Amei o texto. Parabéns pela coragem, torço por você, be happy.

Beijos, beijos, para a nossa autora de hoje e para vocês todos,

Isabela – A Casada e A Curiosa

Eu tinha 18 anos quando aproveitei um raro dia de camaradagem entre eu e minha mãe para lhe contar uma coisa que me era muito importante naquele momento dividir:

 - Mãe, eu vou morar com a Alice.
- Vai morar com sua amiga, então?
- Mãe, ela não é minha amiga, é minha namorada.

Ela ficou em choque, chorou uma semana e por uns três meses não falou comigo. Não a culpo, eu simplesmente deveria ter contido o meu impulso “sincericida”. O fato é que, àquela época, perdidamente apaixonada que estava pela minha então patroa – alguns bons anos mais velha –, eu estava obviamente cega e tinha certeza de que era lésbica.

A relação durou quase quatro anos, o suficiente para viver várias fases: paixão, vida em comum, crises, relações familiares, e ciúmes, muitos ciúmes. Ela me deu um carro e, na primeira noite, fez questão de ir me acompanhando para saber quanto tempo eu gastaria entre nossa casa e a faculdade. Se eu me atrasasse um pouco, o mundo caía.

Com o tempo eu fui percebendo que a relação era como uma bolha. Toda nossa vida em comum era uma repetição de programas, companhias e padrões.  Não havia espaço para improvisações, nem para espontaneidade. Eu tinha 21 anos e fui com os amigos da faculdade para um seminário numa outra cidade. Participei das palestras, mas nas horas vagas, eu me dediquei a matar as saudades de estar com um homem.  Atolada em culpa, contei tudo a ela na volta, declarando-me bissexual (o pesadelo das lésbicas).

Fui mirim, eu sei. Ela quebrou o apartamento todo, enquanto eu quase podia garantir que se houvesse trilha sonora, seria a Elis Regina cantando Atrás da Porta. Peguei minhas (poucas) coisas e fui para um apartamento, morar sozinha. Lembro-me bem, era uma quinta-feira. Na sexta, uma amiga me ligou convocando-me a estar num jantar com outros amigos, alegando que eu precisava de companhia neste momento.

Foi uma noite deliciosa entre amigos queridos até hoje.  Também especial por causa de um par de meias alaranjado usada por um homem heterossexual (HT). Achei aquele tipo HT com alma gay muito interessante, tanto que dei para ele naquela mesma noite, e fiquei casada (com ele) por quase cinco anos.

Foi uma relação muito didática. Com ele, aprendi o quanto é delicioso cozinhar para os amigos em casa, escapar para uma cachoeira no final de semana, ligar para os amigos para saber se estão bem. Mas ele é um tipo mal humorado e com o tempo foi se fechando de tal forma, que não era possível para mim acessá-lo mais, sequer ajudá-lo. Então, fomos nos distanciando um do outro, até que a separação ocorreu.

Voltei para casa da minha mãe, e tive que ouvi dela que não sei “segurar homem“. Não a culpo. Ela é de uma geração que foi criada para casar-se para sempre.

Mudei de emprego e de cidade, e durante muito tempo só namorei, ou fiquei mesmo sozinha. Até que conheci o Artur. Mesmo padrão: HT sem preconceitos, sem frescuras – alma 60% gay. É talvez um dos homens mais feios que já vi, mas fiquei fascinada pelo mundo dele, e na sua forma muito particular ele era um ugly sexy. Era para ser só um namoro, mas fomos morar juntos quando fiz uma cirurgia delicada e acabamos nos casando de papel passado, com direito à mudança de nome da minha parte. De novo, eu estava cega de paixão.

Até o casamento foram quatro anos, e depois, menos de um ano. Sim, me separei menos de um ano depois de ter me casado no papel, e transei com ele no dia em que assinamos nossa separação diante da juíza. A crise toda começou porque ele não aguentou a barra de me dividir. Explico-me: um dia ele me disse que eu poderia ter quem eu quisesse, desde que (1) não levasse esta pessoa para nossa casa, (2) não andasse com esta pessoa nos lugares que frequentássemos e (3) que eu não me apaixonasse.

Olhando por perspectiva, os dois primeiros itens são fáceis, mas o terceiro é uma incógnita, de tão imprevisível quanto imponderável. Ele não suportou meu encantamento por uma jovem estudante de medicina, que conheci numa boate gay na minha cidade natal.

Depois de mais este casamento que deu certo, mas que durou tão pouco, eu resolvi que não dividiria mais minha vida com ninguém. Até que conheci a Duda. Tive um estalo, e na hora pensei “eu quero esta mulher para mim”. Na tarde do dia em que a conheci, escrevi no MSN para um amigo que eu havia conhecido a minha futura esposa.
Tem uma piada que ilustra bem o que aconteceu entre nós:

- Sabe o quê uma sapa leva no segundo encontro?
- Não, o quê?
- A Granero (a mudança, as chaves).
- Sabe o quê um gay leva no segundo encontro?
- Que segundo encontro?

Em menos de um mês depois que nos beijamos pela primeira vez, ela estava morando na minha casa. Fiz por ela o que a Alice tinha feito por mim, ou seja, cuidando mais financeiramente do que afetivamente. Assim, da mesma forma alucinante que nasceu, a relação morreu, um ano depois, sufocada por cobranças, ciúmes e paranoias. Dei um basta e o que se seguiu lembrou-me novamente a Elis Regina.

Foram então quatro casamentos, sendo um apenas com papel passado, dois com homens, dois com mulheres, e não posso dizer que os melhores foram estes ou aqueles. Em todos, a união só ocorreu porque eu estava apaixonada e queria muito viver a experiência de estar na companhia daquela pessoa. De minha parte, posso afiançar que nunca me importei com pequenas coisas, tampouco com a dor da separação, donde nunca me faltou vontade de pular de cabeça em todas minhas paixões.

No entanto, hoje, pensando de forma um tanto mais racional, quero viver um dia de cada vez quando conhecer um novo amor. Sem pressa, sem atropelar fases, ir sentindo a relação amadurecer serenamente.

Se será com um homem, ou com uma mulher, só depois poderei lhes contar. Para mim, o que importa é sentir as borboletas batendo asas na barriga e a vontade de engolir aquela pessoa inteira, impressionada com o que quer que seja que venha dela.

Não me importo com grana ou posição social: quero é me apaixonar de novo. Arrependimento só o de ter saído do armário para minha mãe. Eu poderia tê-la poupado disto tudo.

Cecília Amarante 

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Mais mulheres, mais eficiência


Vocês sabiam que equipes de trabalho com mais mulheres do que homens apresentam resultados melhores? Pois fique sabendo. Só clicar aqui para ler mais a respeito.

Beijos a todos, Feliz Páscoa,

Isabela – A Casada 

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Uma nova empreitada

Faz uns dois meses que tudo mudou novamente na minha vida. Por mais que tenha retornado à minha terra e mesmo estando em um local de trabalho onde já havia estado, não deixou de ser uma grande mudança (de novo). Já muitas vezes me questionei por que fico tanto de lá pra cá e não paro em lugar algum (casa, cidade, emprego). Mas já faz tempo que percebi que é justamente isso que move a minha existência e dá sentido à minha vida. Entendi que nem sempre uma rotina certinha é sinônimo de felicidade para todos.

E foi nesta toada que decidi mexer ainda mais no que já me parecia corriqueiro e automático. Cismei de aprender um esporte do zero, depois de anos no esquema corre-nada-pedala-pesos. Os anos em São Paulo e as atividades mais confinadas me jogaram para o ar livre. E foi seguindo esses sentimentos e tentando respeitar meu momento, meu corpo e minha inspiração, que conheci o tênis. "Você sabe jogar?", me questionou o professor na primeira aula. "Nunca pisei numa quadra de tênis antes", avisei, percebendo a cara de preocupação dele diante de uma não tão jovem nova aluna.

Mas encarei o constrangimento de não conseguir acertar uma única bola, lançando várias a perder de vista. Aguentei as broncas (o professor leva mesmo tudo muito a sério): "Patrícia, está me ouvindo? Já disse que não é assim". E nem me importei de correr como uma pata choca atrás daquela bendita bolinha. Até tenho sonhado que estou arrebentando com ela com minha raquete e fazendo um ponto lindo no adversário.

Passada a vergonha dos primeiros treinos e sentindo meu corpo se adaptar aos novos movimentos (no início tudo aquilo me parecia muitas vezes impossível), já me sinto uma quase-tenista. Continuo sem grandes pretensões no esporte. Mas a sensação de desafiar a inércia (não aquela do movimento zero, mas do constante) me dá mais confiança, mais coragem e oxigena a minha mente. Tenho muito a avançar, mas ter começado algo totalmente novo mais uma vez me move e inspira meus dias. No meu último aniversário, como não poderia deixar de ser, raquetes e bolinhas foram meu mais festejado presente.

Patrícia, A Solteira-Guga

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Por que homens e mulheres traem?



Caberia uma única resposta para a pergunta título deste post, baseado no livro homônimo de Mirian Goldenberg, antropóloga, escritora e musa? Não, não caberia. Cada pessoa é um mundo e tem lá os seus motivos para agir dessa ou daquela maneira. O mérito do trabalho de Mirian é lançar luzes muito interessantes sobre o assunto, promover reflexões e apresentar relatos. Tudo baseado nos estudos dela.

Antes de entrarmos no tema da traição propriamente dito, eu gostaria de registrar que a obra vale a leitura também por ser muito bem escrita, capaz de prender a atenção (não é para quem quer, eu acho). Isso sem falar que as pesquisas e debates são permeados pela história real de uma mulher, Mônica, cuja saga me deixou bastante tocada. Torço por ela.

Mas vamos aos fatos. De acordo com a autora, os cinco motivos mais citados pelos homens para traírem suas parceiras foram: crise do casamento, crise pessoal, natureza masculina, essência masculina e ser poligâmico por natureza. Do nosso lado, as principais razões apontadas para pular a cerca foram insatisfação com o parceiro, defeitos do parceiro, crise no relacionamento, problemas no relacionamento e rotina. Resumo da ópera: conforme os entrevistados de Mirian, eles têm na “falta de compreensão” o problema básico no relacionamento, enquanto nós sentimos a falta de intimidade com os nossos pares. Essas seriam as bases da insatisfação que leva à traição.

Querem mais? Com a palavra, Miss Goldenberg: “Do lado feminino, a ânsia por intimidade. Do masculino, a busca por compreensão. Talvez aqui, neste descompasso entre os desejos femininos e masculinos, esteja a chave para compreender a questão da infidelidade”.

Eu achei perfeito, uma boa referência para que a gente possa se entender melhor e refletir sobre esse papo de traição.

Vocês concordam? Vamos debater o assunto nos comentários? Por que homens e mulheres traem?

Isabela – A Casada 

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Resultado da Promoção: O Homem Lésbico



Batido o martelo: o ganhador da promoção “O Homem Lésbico” é o Andarilho ou Emilio Yamane, de Florianópolis, Santa Catarina. Segue a resposta dele para a nossa pergunta: 

Em que situações os homens deveriam ser assim, um pouco lésbicos?

Sempre. Ou pelo menos sempre que quiserem entender melhor, se colocarem no lugar de uma mulher, saber o que se passa na cabecinha delas, sobretudo na hora de conquistá-las.... o que é praticamente toda hora. E sendo lésbica, com a vantagem de não deixar de gostar de mulher. =P

Parabéns, Andarilho! Obrigada a todos os participantes, foi difícil escolher, só vieram reflexões bacanas sobre o tema.

O prêmio, o livro “O Homem Lésbico”, de Helio Santos, será enviado pelo Correio até o dia 9 de abril, conforme as regras da disputa. Com todo o carinho, claro.

Beijos a todos,

O Trio 

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Ah, que lindo comendo macarrão!

Gente apaixonada é assim, insuportável. Tenho uma amiga que vive dizendo: “Hoje não estou a fim de ambiente com casais apaixonados”. E eu entendo. Eles não desgrudam (porque mais do que dois minutos sem se tocar já é motivo de saudade). Os olhares cruzados todo o tempo, como se nada mais interessante houvesse em volta. E os beijos... Lentos, roçantes, molhados, entremeados por cheiros, infindáveis... E o papo só gira em torno das qualidades de um e de outro. “Sabia que ele sabe tocar violão”? E os sorrisos... Abertos, exagerados e jogando a cabeça para trás. Ao comerem, trocam beijos mesmo com as bocas sujas de molho. “Argh”, diriam. Mas, para eles, a necessidade de um beijo a cada segundo é muito maior, por isso, simplesmente se esquecem das etiquetas. Além disso, acham um ao outro simplesmente irresistíveis mastigando. “Ah, que lindo que você fica comendo macarrão!”. E vivem limpando a boquinha um do outro com o guardanapo, bem lentamente, e mantendo o olho no olho. Entram numa espécie de catarse com este simples gesto.

Definitivamente, ficam ridículos para o resto da humanidade não-apaixonada. E o humor? Nunca perdem a paciência. Acham tão bonitinho um ao outro nervoso que esquecem porque um ou outro estava nervoso. Agarram-se no supermercado, no semáforo fechado, no restaurante, no consultório, no portão. Simplesmente não se pode virar as costas para esse tipo de gente que, pronto, estão lá já atracados.

E assim circulam... Circulam, não, flutuam, como se só o hoje existisse. Que bom seria se este estado de graça dos primeiros momentos de paixonite aguda permanecesse. Mas já que não é assim, melhor esquecer o restante da humanidade mesmo. Afinal, tem coisa melhor do que querer estar dia e noite grudado em alguém? Morrer de rir do sem graça? Achar lindo um desajeito? Charmoso um desalinho? Não enxergar a olheira, os pés sujos, o furo na camiseta, a maquiagem borrada, a unha lascada, uma gordurinha aqui e ali. Ganhar presentes, flores, poesias, torpedos, emails, bilhetes, chocolates. Ai... ai... Uma semana cheia de amor para todos vocês. <3 <3 <3 <3 <3 <3 <3 <3 <3 <3 <3 <3 <3 <3 <3 <3

Patrícia, A Solteira

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Dez pagodes dos anos 90 que eu adoro



Dia de convidada especial. Muito especial. Dona Carol, Carolzinha, amiga e leitora. Eu amei a seleção musical dela. Com as devidas análises sobre os intérpretes em questão. Não percam!!!
 Beijos, Carolzinha. Thanks, thanks, thanks, viu? Beijos a todos.
 Isabela – A Casada
 Uma coletânea dos melhores pagodes da década de 90.  Eis aqui os Caetanos, Buarques, Jobins e Vinícius do pagode brasileiro. 

Paparico - Sim, Molejão é melhor que Beatles. Andersão e Andrééézão conseguem agradar a todas as tribos e estilos musicais.  São muitos os hits de sucesso, mas esta canção me emociona. Quanto esforço para conquistar a mulher amada... “Te levei num motel 5 estrelas, passei um cheque voador, minha paixão é verdadeira, faço tudo pelo nosso amor”. Ah, o amor...

Cilada - Quem samba com Molejo, samba diferente! por isso, eles merecem duas músicas neste post. Além de Andersão, quem mais poderia transformar uma cilada amorosa em poesia, com tamanha maestria? “Ela me usou o tempo inteiro/ Com seu jeitinho sedutor /Eu fiz serviço de pedreiro, de bombeiro, encanador
”. 

Pimpolho  - Eu morria de medo dessa figura tão enigmática e lúdica, o pimpolho. Pensava que pimpolho era um anão e vivia agachado, a espreita, embaixo das saias alheias.  Depois, descobri que, sim, pimpolho é um cara bem legal, pena que não pode ver mulher.
PS: Cantam as mas línguas: “Steven Wonder é um cara bem legal, pena que não pode ver mulher.”

Que se chama amor - Só quem já se afogou num copo de cerveja e voltou para casa embriagado, com a maior dor de cotovelo, sabe o quão profunda é esta canção. “Como é que uma coisa assim machuca tanto? Tomou conta de todo o meu cê” (assim mesmo, cê – no mais legítimo minerês).

Lua Vai - Ah, Lua... Quando é que você atenderá nossa súplica? Num coral, junto com Salgadinho, lhe
dizemos: “Oh, Lua... vai, vai iluminar os pensamentos dele....” Uma poesia.

Pensamento verde - Sabe quem perguntou por você? Ninguém. Em algum momento, você já fez essa brincadeira marota, eu sei.

Caroline - Eu acho que todas as letras do RN foram compostas especialmente para valorizar o efeito sonoro da língua presa do vocalista. Esta canção, em especial, fez parte da minha infância. Hoje, ouvindo, penso que poderia ser pior... Graças a Deus, o meu nome não é Jéssica. (eu já falei pra vocês...).

Lá vem o negão - Um milkbar, por favor?   “Só alegria, pode se arrumar... chegou o negão”

O teu chamego - Saudoso Grupo Raça, que Deus o tenha em bom lugar.  Além da malemolência, fico arrepiada com a filosofia Raça de ser...”Eu minto pra te ver contente, mas, na hora de fazer amor, nós somos só verdade.” Ah, muleke.

Marrom bombom - Sociologia pura, uma verdadeira aula de gênero, raça e etnia (tsc tsc)... “Na areia nosso amor/No rádio o nosso som/Tem magia nossa cor/Nossa cor marrom/Marrom bombom”

Carol – A Google dos bregas

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É pedir demais? Parte 2


Ela voltou. Nossa leitora e colaboradora, autora do post É pedir demais?, publicado na semana passada, Clarice Moraes, agora discute o que devemos esperar ou não dos homens. Ótimas reflexões, eu achei.

Fiquem com ela. Thanks, Dona Clarice! Beijo procê!

Beijos a todos,

Isabela – A Casada

Meus amigos gays que eu amo me dizem que nós mulheres sofremos de um tipo de esquizofrênia quando escolhemos um homem. Eles têm que ser:

1 –Lindos

2 – Inteligentes

3 – Gostosos

4 – Ricos

5 – Bem humorados

Não apenas parece impossível, mas o é efetivamente. Não porque não existam homens que reúnam todas estas qualidades. Mas porque além de serem múltiplos os critérios, há o fato de que a valoração de pelos menos 4 deles é totalmente subjetiva. O que é bonito para mim, pode não ser bonito para outra pessoa.

A solução dos meus amigos é simples: se o candidato reunir pelo menos dois desses atributos, tente, querida.

Mas não é tão simples assim. Pelo menos não para mim, que acredito que não há receita de bolo para paixão – ela vem quando, como e de que forma quiser. Minha lista é mais singela: tenho que sentir admiração pela pessoa. Isto, na fase 1.

De novo, não é tão simples assim. Depois da admiração, algo se acende dentro de mim e vem a fase 2, que me parece uma peneira, como a citada no início, mas ao menos me reservo ao direito de entender que meu processo é mais democrático.

A fase 2 consiste em nivelar expectativas. Acho justo para mim, por exemplo, não me envolver com um homem comprometido, assim como com um que seja paranoico de ciúmes. Assim como é importante saber se estão ambos na mesma página. É ficar ou namorar? É uma noite só?

Todos entendidos quanto às expectativas do outro, pode-se seguir tateando, deixando a paixão tomar seu curso natural, seja nascendo e criando raízes, seja fenecendo ou sequer aparecendo.

Não procuro marido, pai para filho, nem namorado, tampouco descarto (outro) casamento, ser mãe e viver uma relação estável.  Ocorre que gosto de pensar que não há nenhuma regra pré-estabelecida, que vale (quase) tudo. 

Quero olhar para alguém e saber que uma relação de afeto, respeito e tesão está nascendo, juntamente com as possibilidades que uma vida comum pode trazer.

Quero ser arrebatada pela certeza de que meu sentimento é correspondido.

Quero ser surpreendida e me encantar pela dedicação dele.

Quero um companheiro para viajar pelo mundo, para experimentar novos sabores, entender novas gentes, línguas e culturas.

Quero um amigo que entenda minhas manias, respeite meu espaço e minhas necessidades, confiante de que retribuirei o esforço.

Quero um homem que, de fato, faça amor comigo e me ajude a descobrir nossos próprios botões e como ajustá-los de forma a tornar o sexo efetivamente prazeroso para ambos.

Quero saber que posso contar com ele, assim como espero que ele saiba que pode contar comigo para o que der e vier. Companheiro é companheiro.

Quero poder desfazer-me das máscaras, dividir qualquer medo e até a menor das angústias, sem nenhum receio de ser julgada ou ridicularizada, da mesma forma que espero ter a inteligência emocional necessária para devolver a gentileza.

Eu poderia escrever outros tantos quereres...

É pedir muito?

Clarice Moraes   

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A gargalhada dela


Quando ela entrou na minha vida, minha vida tava precisando da gargalhada dela. Faz dois anos, parece mais. Fazer dela a mais nova integrante do 3x30 foi mais que garantir vida longa ao blog. Foi um jeito de tê-la pertinho de mim mesmo que nossos caminhos se desencontrassem. Eles se desencontraram, nosso ponto de encontro virou passado, mas jamais vou esquecer nosso cotidiano de risadas, piadas, desabafos e até atritos.

Parabéns, Pat! Que você tenha um lindo dia de aniversário, uma ótima semana, um novo ano novo iluminado!

Sua vida já deu uma guinada gostosa nos últimos meses. Que só melhore a cada dia =)

Beijos e felicidades para a nossa Solteira! 

Débora - A Divorciada 

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Meu casulo tem vista para o mar

Aprendi isso no meu grupo de meditação. O casulo. Esse lugar igualmente confortável e tenebroso. Mais popularmente conhecido como “zona de conforto”. Quem não tem seu próprio casulo? Desde que me joguei na deliciosa jornada de tentar conhecer a mim mesma, comecei a criar consciência de quais seriam os meus casulos.


Tenho, e tive, vários. Já tentei me esconder neles várias vezes. Por puro medo, claro. No livro “Shambhala – A Trilha Sagrada do Guerreiro”, do monge budista Chögyam Trungpa (nossa referência constante na meditação), há um capítulo todinho dedicado ao casulo. Diz o autor: “O caminho da covardia consiste em nos embutirmos num casulo, dentro do qual perpetuamos nossos processos habituais.


Reproduzindo constantemente nossos padrões básicos de conduta e pensamento, jamais nos sentimos obrigados a dar um salto ao ar livre ou em direção a um novo campo”. O casulo traz, como ele mesmo diz, aquela sensação gostosa e segura do ventre materno. Estamos protegidos dos perigos do mundo, sem perceber o perigo disso.


Creio que foi com medo de “encasular” que criei o hábito de me jogar por aí: pedir demissão, ficar sem dinheiro, ficar sem casa, ficar sem rumo. Só que nossa mente, zás-trás, cria casulos sem a gente nem perceber. Outro dia me peguei caindo da cilada do ciúme, do medo da perda, do apego, das certezas reconfortantes. Que ingênua. Ali estava eu de novo, tão corajosa e igualmente medrosa.


A verdade é que os casulos sempre hão de pintar por aí. Assim sendo, tá decidido. Meus casulos sempre terão vista para o mar (ou para a Serra da Cantareira, como de fato tenho), que é para eu jamais esquecer do horizonte, da brisa, do cheiro de sal e do desconhecido.


Débora – A Encasulada

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A vida que existe à tarde

São 17h30 de uma quinta-feira. Essa era a hora em que, até duas semanas atrás, eu atingia o auge da minha concentração no trabalho. Não via o sol se pôr, não sentia o dia esfriar, não via a agitação da vida que volta do trabalho a partir das cinco. No máximo, ia tomar um lanche fora da revista e via alguns fragmentos disso tudo. E logo voltava à baia. Nessas minhas duas primeiras semanas sem trabalho, me dei a chance de simplesmente observar a vida que existe à tarde.


São velhinhas na porta do SESC e crianças voltando da escola – os principais personagens que deixam de existir para quem bate cartão. São donas de casa ou mães trabalhadoras que se desdobram em mil para estar na porta da escola do filho na hora certa. São os adolescentes que fazem cursos extracurriculares após a escola. São universitários que ainda não conseguiram o estágio, o primeiro emprego e - fazer o quê, né? - ficam nas chinelas, lendo um livro na livraria cultura ou no café.


A cidade vibra à tarde. Uma vibração diferente daquela da manada que entulha os trens de manhã e no fim do dia. A cidade vive. Bom recordar isso de vez em quando.


Débora – A Divorciada

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Promoção: O Homem Lésbico




Senhoras e senhores,

A Editoral Global gentilmente nos cedeu um exemplar do livro O Homem Lésbico, de Helio Santos, para uma promoção com os leitores do blog, ou seja, com vocês.

A obra narra a saga de um homem que passa pela história de doze mulheres e discute, entre outras coisas, as relações entre os sexos. Tudo conduzido pela figura do protagonista masculino que sabe bem do poder que o seu eu feminino tem.

Curtiu? Então participe do nosso concurso cultural. Basta enviar para nós por e-mail (3xtrinta@gmail.com) ou registrar nos comentários no blog mesmo a sua resposta para a seguinte pergunta: “Em que situações os homens deveriam ser assim, um pouco lésbicos?”. Isso em respostas curtas, de até cinco linhas. O autor da frase mais criativa ganha o título. Nós seremos as juradas. 

Prazos e entrega do livro: o envio das respostas poderá ser feito até o dia 29 de março. O resultado sairá na segunda-feira seguinte, dia 2 de abril, no blog. Nós cuidaremos do envio, pelo Correio, com postagem feita até 9 de abril.

Fechado então? Esperamos as respostas sempre ótimas de vocês.

Beijos do Trio! 

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É pedir demais?


Hoje tem convidada especial, a advogada Clarice Moraes, amiga de uma super amiga minha. Muito fofo o texto dela, muito sincero. Na pauta, amor, maternidade, romantismo, parceria, entre outros dilemas nossos.

Vamos dar juntos boas-vindas para ela? Thanks, Clarice! Beijo procê, volte quando quiser.

Beijos, beijos, boa semana para nós todos,

Isabela – A Casada

Tenho 36 anos e amor em mim, mas nunca o encontrei.

Cresci vendo novelas e lendo romances (tinha 11 anos quando li todos os livros do Sidney Sheldon possíveis...shame on me).  Amor idealizado, do tipo perfeitinho, portanto, me fala à alma: de Camões a Aguinaldo Silva – todos têm o condão de me fazer acreditar que sim, existe uma tampa para cada panela, ou um chinelo para cada pé cansado.

Provei a mim mesma, por quatro vezes, que esta máxima pode não ser verdade. Descobri que, na real, o casamento precisa de mais do que paixão. É feito com dedicação e com a atenção ao encontro de homem com mulher, mesmo sendo pai e mãe. Ser mãe nunca foi meu objetivo. Devo ser honesta e admitir que crianças não me comovem. Talvez, me falte tolerância ou mesmo maternagem, mas o fato é que tenho medo de não ser uma boa mãe. Sempre sonhei com mãe de comercial de margarina, aquela que se entrega por ter nascido moldada para a função. Numa comparação metafórica, desejo ser mais como a Dona Benta do que como a Cuca. Portanto, para mim, é nova a ideia de ter filhos. Resultado de terapia que iniciei aos 34 anos, significa pulsão de vida: desejo de vencer os padrões e me permitir a experiência, que dizem ser transformadora, de ser mãe.

Mas, para tanto, considerando meus medos e preconceitos, sinto necessidade de que um homem me inspire a ter filhos. Alguém que eu admire tanto que me deixe segura o suficiente para dar-lhe filhos. Cresci num lar que, embora disfuncional, era composto por pai e mãe e isto me parece definitivo para a criação de uma família, especialmente quando ambos trabalham.

O ponto nevral aqui é que tenho lá minhas ideias sobre casamento. A monogamia parace-me artificial. Digo, não é natural pensar que se vai ter desejo por uma única pessoa por uma vida inteira, ainda mais neste mundo de constantes encontros e desencontros, por tanta informação, por tamanha oferta. Sexo casual é uma das coisas mais simples hoje em dia.

No entanto, eu cansei de banalizar meu sentimento, meu corpo e em consequência, meu desejo. Sexo por sexo não me interessa mais, já tive o suficiente para uma vida inteira. Agora, busco um companheiro, um amigo e um amante numa mesma pessoa. Alguém que vai entender e compartilhar meus medos, minhas angústias, alegrias, conquistas e idiossincrasias.

Gosto da solidão. Gosto de ter um tempo só para mim, mas quanto mais vivo, mais percebo que há espaço para o Outro na minha vida. Alguém que me dê a mão e me leve para vida a dois, entendendo minhas reservas quanto aos relacionamentos e à materninade, sendo meu companheiro na alegria e na tristeza, na saúde e na doença.

Assim, chego à conclusão de que sou romântica e ainda espero o amor descrito por Jane Austen ou pelos folhetins. Quero o amor que arrebata, que designa, que se impõem ante todas as adversidades. Quero ser a rainha de um homem, e deixá-lo ser o governador dos meus desejos. Quero cultivar, cuidar de uma relação, e espero descobrir neste processo que sou perfeitamente capaz de me realizar como esposa e como mãe de uma família, por isto pergunto:  será meu desejo possível ?
  
Devo admitir: ainda sonho com o vestido de noiva e com o amor de uma vida inteira, ainda que transformado em algo fraternal, digo, sem desejo sexual. Louca? Talvez. Confusa, certamente. Estou mudando, e a terapia tem me ajudado a descobrir quem eu sou. E esta nova pessoa entende que merece uma chance de amar de verdade, de construir uma família, de ser uma boa mãe.

É pedir demais?

Clarice Moraes

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Amor nos tempos dos bytes

Você é mesmo um hacker.

Espalhou-se na minha vida como um vírus, impregnando tudo.

Está no meu e-mail, no meu celular, nas minhas redes sociais.

Até no meu café da manhã, no almoço e no jantar.

Invadiu tudo. Dia da semana. Sábado e domingo.

Agora não consigo mais limpar.

Não sei mais onde fica mesmo minha casa, que horas são e me confundo que dia é.

Deu pane na HD.

Não tem conserto, antivírus ou upgrade que dê jeito.

Mas que bom que é ficar desprogramado, desmemoriado e com o chip danificado.

Melhor ainda é, ao acabar do dia, desligar tudo da tomada, e só deixar uma luzinha ligada, a que faz pulsar o coração.

Patrícia, A Solteira

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Sobre pessoas que não passam

Depois de 16 anos nesta vida de “jornaleira”, já posso dizer que passei por um bocado de lugares. Nesta carreira instável que escolhi, é um eterno começo e recomeço, num jornal aqui, numa revista ali, outro frilinha (lê-se trabalho freelancer) cá... E me dei conta de que a maioria das pessoas com quem convivi ficam só na memória. Assim como as reportagens viram vagas lembranças (a maioria nem me lembro, confesso) ou guardadas (perdidas) no armário, ou apenas dentro do Google mesmo.

Mas outros não. Muitos transcenderam as dificuldades, a pouca grana ou os chefes pentelhos e se transferiram para um patamar mais elevado do que simples colegas de redação.

Lembro-me com saudade da Nêga Deise, a diagramadora faz tudo do primeiro jornal que trabalhei. O sorrisão dela sarava qualquer cansaço de fechamento e me fazia esquecer que o salário nunca durava até o final do mês. A Deise economizava no almoço, mas estava sempre linda graças ao investimento em dezenas de cremes à base de manteiga de karitê para os cabelos.

Outra redação e mais gente inesquecível. A voz doce da Fernanda (hoje uma especialista em gastronomia que enche os colegas de orgulho) acalmava os meus dias atolados de pautas. Na primeira assessoria de imprensa, a Thais, loira e linda, era meu muro das lamentações a cada intervalo, e me fazia gargalhar com suas estratégias para dormir sentada sem ninguém perceber, depois de uma noite de balada.

No jornal que durei mais tempo, há uma coleção de pessoas que guardo no coração, e até hoje elas me fazem pensar que, sim, valeu a pena todo o sacrifício. E que bom que elas estavam lá para me ajudarem a enfrentar os momentos difíceis. Sem a Tati, com sua doçura e alegria com a vida, eu não teria conseguido tocar meus dias ali, ao mesmo tempo que encarava uma das fases pessoais mais difíceis da minha vida.

Quando morei fora do País, a Luciana me dava força para suportar o frio e a solidão todos os dias naquela loja de loucos. E o Iago, um brasileiro gente boa do centro de lazer onde eu era salva-vidas (ainda preciso contar esta história pra vocês), era a fonte de risadas para eu esquecer que ali naquele lugar nem jornalista mais eu era. Na volta para o Brasil, teve a Carol, numa pequena assessoria de imprensa no Centro de São Paulo, com seu cotidiano repleto de cursos e compromissos e sua paixão por cabelos e canto em coral. Ainda espero vê-la à frente de um bombado salão de beleza ou fazendo turnê cantarolando pelo País.

E depois veio a Débora, sem a qual eu não estaria escrevendo estas linhas aqui, e também seria alguém bem mais dura com a vida. Como vocês que nos acompanham sabem, ela é especialista em auto-deboche e tive o privilégio de receber lições diárias desta técnica própria que ela desenvolveu de tirar sarro dela mesma. Sem falar nas sessões de tarô, das cachacinhas no boteco e das joaninhas (ela é viciada em joaninhas).

Agora, espero novamente ver este atual emprego passar um dia, mas tendo a alegria de carregar um monte de gente pra sempre marcada em mim.

Houve muito mais pessoas especiais nestes lugares todos, mas através destas que citei, espero que todas se sintam homenageadas neste meu singelo post.

Muito obrigada por terem cruzado meu caminho e me ajudarem a ir tentando ser alguém um tiquinho melhor a cada dia.

Patrícia, A Solteira

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Eu me sinto uma velhinha quando...


Acho surreal que as pessoas façam de seus perfis no Facebook verdadeiras colunas sociais de si mesmas. E que não deixem de fotografar e postar na rede uma pizza com os amigos sequer.

Não entendo como alguém pode ir a um show para fotografar o evento com o celular, ao invés de relaxar e ouvir o artista.

Prefiro ir a um baile da terceira idade no Sesc Vila Mariana com a Debs (outra velhinha, hahaha!!!) que a uma dessas baladas bombadinhas com música eletrônica.

Ouço palavrão em novela. Nada contra quem fala, eu não falo porque não falo mesmo, porque não tenho hábito, porque os meus pais não falavam na minha casa, não por querer levantar bandeiras, mas, confesso, acho um horror na TV.

Começo qualquer conversa ao celular perguntando se a pessoa pode falar no momento, mesmo que a interlocutora seja a minha mãe.

Acho a Audrey Hepburn, até hoje, de todas, forever, a mais elegantérrima.

Procuro responder todos os e-mails que recebo.

Não entendo as coisas que o meu irmão de 26 anos, Miguelito – O Gato, escreve nos torpedos ao celular, como “tow” ao invés de “tô”.

Penso nos outros antes de agir.

Fico horrorizada quando vejo criancinhas fazendo escândalo para conseguir o que querem dos pais na rua, na frente de todo mundo. Tudo bem que eu sou uma dinossaura, mas, no meu tempo, ai de mim se me atrevesse a fazer gracinhas do tipo...

Isabela – A Casada e A Velhinha

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A primeira rosa



Para todas vocês, hoje, uma rosa. Mas não uma rosa qualquer: trata-se da primeira a brotar na roseira lá de casa, presente de Guarda Belo, logo que nos mudamos. Linda, rubra, feminina, viva. Especial, como especiais somos nós.

Duvido que ela tenha brotado de graça na semana do 8 de Março. Duvido. 

Beijos, beijos, Feliz Dia da Mulher, que a data sirva de reflexão a respeito dos nossos direitos e possibilidades, sempre,

Isabela – A Casada 

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Ô lá em casa!




Atendendo a pedidos, a minha amiga Neide Martingo (fofa, querida, lindona, gente boa, malemolente, como eu costumo dizer) assina o post de hoje. Na pauta, homens lindos e maravilhosos que merecem o nosso “Ô lá em casa”! Fiquem com a Neidinha. E com esses bonitões todos aí.

Beijos, queridona! Super obrigada pelo texto. Seja bem-vinda, escreva sempre. Beijos a todos!

Isabela – A Casada
Dificilmente eu vou encontrar uma oportunidade melhor para escrever sobre a frase “Ô lá em casa” quanto nessa temporada pós-Oscar 2012. Uma expressão um tanto quanto machista, digamos assim... Mas que se aplica muito bem ao mundo feminino.

São tantos os homens charmosos, lindos, bem vestidos, cheirosos no tapete vermelho (sim, a nossa imaginação é tão estimulada que nós, mulheres, conseguimos até sentir aquele perfume gostoso, masculino...) e bem arrumados, que a exclamação não poderia ser outra: Ô lá em casa!!!

Mas o que será que desperta essa “explosão” de elogios quando vemos um moço bonito? George Clooney, Brad Pitt, Hugh Jackman (lindo na foto acima, meu preferido – cadeira cativa na série – sim, virou série, “ô lá em casa”), Robert Downey Jr., Jude Law, Johnny Depp e tantos outros? E os meninos que estão por aqui, como o Reinaldo Gianecchini, Malvino Salvador, Rodrigo Hilbert, Thiago Lacerda, e o português que chacoalha corações, Paulo Rocha...

Bem, todo o ânimo feminino ao se deparar com tanto estímulo pode não ser apenas visual. Esses moços representam sonho, romantismo, cavalheirismo, sentimento, maturidade emocional, entrega. Egoísmo? Nos filmes e nas novelas os homens lindos, os galãs, não sentem.

Se fosse assim, na realidade, as mulheres talvez nem gostassem – eles ficariam chatos. Mas nas artes, eles são o nosso ideal de beleza e perfeição. Por isso, nós sempre os saudamos com o bom e velho “ô lá em casa!!

Neide – A Malemolente

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Deselegância total

1. Chego na estação Luz de trem, tento desembarcar, mas sou levada de volta pela turba afoita – a maioria, mulher - que quer garantir um assento. Quase caio. No dia anterior, uma mulher perdeu o sapato ao tentar sair. Deselegância total.

2.
Uma colega é chamada para ajudar a outra num trabalho problemático, mas ao ler o relatório feito pela que começou, só faz críticas e reclama do que já foi feito. Deselegância total.

3. Um homem para na faixa de pedestre e, ao ouvir um pedestre reclamando, avança nele. Mais que deselegância total. Agressividade total.

4.
Funcionários de uma empresa criam uma concorrente usando a estrutura do seu empregador. E abandonam o emprego todos ao mesmo tempo. Deselegância total.

5.
Um homem escarra na rua. Deselegância total.

6.
Um homem mija na rua. Argh. Nojura total.

7.
Uma pessoa cobra dinheiro da outra na frente de todo mundo. Deselegância total.

8.
Baladeiros que ficam gritando na frente da sua casa, às 4h. 5h ou 6h da manhã. Durante a semana...educação zero.

9.
Mães que dão broncas escandalosas, com direito a tapinhas na mão do no filho pequeno, na frente de todo mundo. O mesmo vale para briga de cônjuges. Uó.

10.
Papel ou absorvente cheio de sangue escancarado na lixeira do banheiro. Xixi e cocô que foram esquecidos na privada.

O mundo anda um pouco deselegante.

Quer continuar essa lista?

Obrigada!

Débora - A Divorciada

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Último dia


Hoje é meu último dia de trabalho. Depois de um ano e onze meses na revista, me despeço com um sentimento de missão cumprida e gratidão. Afinal, nesse período eu conheci pessoas incríveis que mudaram e moldaram minha nova vida. Da recém-divorciada, sem rumo, sem casa e sem grandes projetos, com um certo pesar das frustrações que eu carregava no peito no começo de 2010 à uma mulher de 32 anos cheia de ideias, projetos, vontade de viver novas experiências. Nesse período, tentei uma volta com o ex, fui solteira (e adorei!), fiz amigos maravilhosos e descobri que delícia é namorar alguém ainda na casa dos 20. Fiz matérias das quais me orgulho, muitas outras protocolares (“é do jogo”, diz a, agora, ex-chefe) e me dei conta dos assuntos dos quais eu realmente gosto de escrever. Afinei minhas certeza do que não quero, já sei um pouco mais o que quero.

Saio porque não vejo mais por onde evoluir. E porque sou assim, digamos, um bocado irrequieta. Não gosto de estagnação porque me acomodo muito fácil. É um perigo! Preciso manter o movimento e aprender sempre. Do contrário, me entedio.

Não é que eu não goste de ter emprego. Eu adoro! Quem não gosta da certeza do salário pingando na conta todo mês? Mas preciso de novos desafios. E isso não há salário que pague.

Saio assim, com espírito de ronin, samurai som dono.

E sigo.

Espero voltar aqui em breve para contar boas novidades sobre essa jornada.

Débora - A Divorciada

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Café da manhã em Copacabana

Hoje tem convidada especial: a Daniela Maria, uma leitora queridíssima, moradora da cidade maravilhosa, divorciada, fofa. O tema do post? As descobertas especiais que a gente faz depois que se separa, incluindo pequenos grandes prazeres como tomar café da manhã com as amigas em Copacabana. Achei luxo.

Dani, obrigada pelo texto. Adorei, viu? Escreva sempre.

Beijos para ela e para vocês todos,

Isabela – A Casada

Se tem um lado positivo nos processos de separação e pós-separação é que você percebe que possui uma força que você mesma nem sabia que tinha. Esse é um momento de muitas descobertas. Além da força e da coragem até então desconhecidas, descobrimos novas amigas em antigas colegas (especialmente as que também passaram por um divórcio), descobrimos novos pontos de vista a respeito de situações sobre as quais tínhamos opinião formadíssima, descobrimos como é bom e enriquecedor compartilhar experiências e, o mais legal de tudo, descobrimos que as amigas são as melhores companhias do mundo ao toparem mil programas com você. Programas que também levam a muitas descobertas...

Eu já tinha o hábito de caminhar bem cedinho na orla de Copacabana nos finais de semana. E o mantive após a separação. Aquele era o meu momento, quase uma terapia. Eu passava a limpo o meu passado e fazia mil planos para o futuro. Mas eu não me sentia sozinha: o mar, o céu, o calçadão, aquela gente toda caminhando, correndo, andando de bicicleta ao meu redor, me faziam companhia enquanto eu andava para cuidar da minha saúde e, especialmente, da minha cabeça. E foram muitos finais de semana de “terapia” até que eu me aceitasse solteira outra vez. Até que eu estivesse pronta para recomeçar. Esse dia finalmente chegou, quando descobri que havia um novo caminho a percorrer e que o sol já tinha nascido nessa estrada nova, eu é que não havia notado...

Então passei a caminhar com as amigas na mesma orla. E notei que o mesmo mar e o mesmo céu estavam mais azuis, o calçadão mais animado, as pessoas em volta, mais interessantes. O que teria mudado ali? A vida estava mais colorida!!! Aproveitando esse clima de praia no meio da cidade, falávamos sobre tudo: o casamento, o trabalho, a separação, os sonhos, a novela, como encontrar alguém legal para recomeçar, a falta de tempo e de vontade para ir para a academia, os homens, a vida dos outros, celulite, sexo, as vantagens de se ter 30 e poucos anos. Abríamos nosso coração, dividíamos experiências, aprendíamos muito trocando histórias. E que delícia encerrar esse passeio com um delicioso café da manhã (mesmo que já fosse de tarde) em Copacabana. Na mesa, pães e bolos deliciosos, café quentinho, suco na medida certa para refrescar depois de quilômetros de caminhada. No coração, novas idéias, sonhos, planos. E muita vontade de colocar tudo em prática. E feliz da vida por ter amigas tão especiais para dividir tantos momentos: da “balada” à caminhada.

As caminhadas seguidas dos cafés entraram definitivamente para a minha rotina. E as amizades se fortaleceram ainda mais. E, com o passar do tempo, as conversas foram evoluindo, os assuntos principais, os “top five”, eram aqueles relacionados ao momento atual: o namorado ou gato novo, a compra do apartamento, a escola das filhas (das amigas), a última viagem/conquista/projeto. E os cenários foram se modificando também... Às vezes, a varanda da casa da amiga, uma pizzaria no Shopping ou um restaurante de massas se transformam na orla e no café de Copa e, assim, mesmo com a distância e a vida corrida de todas nós, ainda caminhamos na orla e tomamos café em Copa sempre que nos encontramos para conversar.

Daniela Maria – A Divorciada – Em homenagem às amigas muito especiais que Deus colocou na minha estrada nova.

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Declare seu amor-próprio

Eu tenho orgulho de escrever num blog que defende que todo mundo deve se amar e se valorizar. Vira e mexe, falamos disso aqui. Por isso mesmo, foi só ler uma frase da nossa amiga e leitora Kézia – A Chiquérrima, sobre o assunto, para me inspirar a escrever este post. Abaixo, algumas declarações de amor-próprio ditas por mulheres queridas. E muito especiais. Para inspirar e fazer rir, claro, mas sem perder a admiração por si mesmo jamais. Lá vai:

“Depois de perceber o quanto amo conversar com pessoas inteligentes, tenho conversado muito comigo mesma”. (Kézia)

“Vamos falar do que realmente importa? Vamos falar de mim?” (Kézia)

“Adoro frequentar a padaria Esplêndida porque me identifico com o nome”. (Isabela, vulgo eu, A Casada)

“Sim, estou linda! Vestida de princesa. Linda, linda!” (Olívia, 3 anos, depois que uma amiga da mãe a perguntou “Tudo bem?”)

“Sucesso para os outros, que o nosso tá garantido”. (Geo)

“A gente já é inteligente, legal e bem humorada, já pensou se a gente ainda fosse bonita? Não ia sobrar para ninguém”. (Karen)

“Passei o Réveillon com um short lindo, estilo ‘sou gostosa no Carnaval de Olinda’”. (Mari, que depois dessas aspas me inspirou a batizar qualquer look com short como “sou gostosa no Carnaval de Olinda”, hahaha!!!)

“Bonitinhas são as outras, porque nós somos lindas”. (Van)

“Não faço nada mal feito”. (Dona Marlúcia, vulgo mainha, minha mãe, toda, toda, sempre que alguém elogia um de seus três filhos).


E vocês, como gostam de dizer que se amam? Eu quero saber. A aguardo comentários inspiradores.

Beijos, beijos, beijos,

Isabela – A Casada e A Esplêndida

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