Nossa leitora nos chama. Hoje, quem abre o coração é a Joyce (nome fictício), de 36 anos. Seu dilema? Separar-se ou não. Aos fatos: no mesmo relacionamento há 20 anos, dos quais 14 casada, ela tem uma filha de um ano e meio com Júlio (nome fictício). Durante o namoro, eles ficaram apenas dois dias sem se ver. Sempre foram apaixonados e viveram uma relação tranquila, em que prevalece o diálogo e o respeito, mas, ao mesmo tempo, não exatamente completa no quesito intensidade, digamos.
Joyce se descreve como uma mulher muito intensa em tudo que faz: no amor, no trabalho, na vida. E, se por um lado nunca faltou estabilidade, por outro o seu casamento nunca foi aquilo que ela imaginou. Ou nunca foi tão quente como ela esperava, melhor dizendo. Hoje, ela acha que talvez tenha virado irmã do Júlio. Diz que o melhor de cada um já não é suficiente para o outro. Sexo? “Já morreu há tempos”, segundo ela.
Por tudo isso, ela está, “há uns três meses”, amadurecendo um rompimento. E tem na cabeça dúvidas grandes e sérias: “a culpa, a insegurança, a incerteza, a minha filha, a família, o julgamento, a comodidade, o Júlio”. A questão é que, apesar da dificuldade em decidir, ela não quer “se arrepender de não ter tomado essa decisão quando completar 50 anos”.
Diante disso, as “perguntas que não querem calar”, mas que Joyce quer que a gente a ajude a refletir a respeito, são: “tenho o direito de tirar o pai da minha filha da convivência dela?”, “não vou me arrepender?”, “como é viver sem alguém que te ame?”, “será que conseguirei viver apenas com a minha companhia?”. Nossa leitora diz ainda ter “medo de ficar solteira”, “medo devastador de ser divorciada”, “pavor de continuar casada”.
Lá vou eu dar a largada nos comentários: Joyce, queridona, suas palavras falam por você. Seu texto é o texto de alguém que está infeliz, que vive uma relação incompleta. Deu para sentir isso em cada linha. Reparou que, apesar do “medo de ficar solteira” e do “medo devastador de ser divorciada”, você tem “pavor” é de “continuar casada”? Gente, pavor não é pior do que medo? Você não acha que já respondeu para si mesma?
Sobre a sua baby: eu não sou mãe, mas sou filha. E, como tal, não gostaria de ver os meus pais juntos e infelizes. É muito mais saudável ter cada um no seu canto, mas sorrindo, de bem com a vida. Eu acho.
Não tenha medo de viver. E muito menos de ser divorciada!!! Garanto que tem lá as suas vantagens, hahaha!!! Mas sobre isso, caso você se separe, eu te falo depois. Fique bem, beijo grande.
Much love,
Isabela – A Divorciada
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