300 seguidores!!!!

Yes, nós temos 300 seguidores!!!!!! E estamos muito felizes com isso. Obrigada, gente. Vocês são os melhores leitores que nós poderíamos ter. Saibam que a gente comemora cada carinha nova que aparece aqui no canto esquerdo da tela. E passa o dia de olho no blog, à espera dos comentários de vocês.


Teremos novidades para breve, viu? 2010 promete. E, como sempre, para e-mails, sugestões de posts, histórias e babados, é só escrever: 3xtrinta@gmail.com


Much love, obrigada, beijos e ótima semana para todo mundo,

O Trio

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Sexto sentido com a cabeça deles

Bobas são as mocinhas que adotam o pior do universo masculino. Aquela praticidade rascante, a atitude agressiva de quem acha que pode tudo, reafirmando através de frases e ações uma auto-estima que deve viver lá no pé.

Tem também outro triste exemplo de leitura equivocada, a das que resumem os moços a pintos ambulantes, como se isso fosse uma grande revolução. Nestes casos, melhor abrir uma borracharia, pois não há salto alto, roupa cara, perfume bom e toneladas de charme óbvio que disfarcem o estrago já feito na personalidade destas donzelas, como diz um amigo meu, "trabalhadas no erro".

Porque não adicionar ao nosso sexto sentido, a maior habilidade social do macho em relação às mulheres. Você nunca teve a sensação de ser um dos nomes no páreo? Nunca, nunquinha? Se a resposta for não, querida, você só saiu com gênios nessa habilidade. Como os geniais neste quesito não são a maioria, melhor parar de se enganar.

Sim, muito deles sabem administrar a agenda. Porque não fazer o mesmo? Olhar de forma clara e objetiva onde estão as suas maiores e melhores chances, quando e onde investir melhor. E tentar. Não deu certo, passe a caneta em cima do nome, risque do caderninho. Parece meio frio né? Mas isso poderá lhe poupar um tempo precioso. Até para decidir que, por enquanto, o que anda aparecendo não é interessante o suficiente.

O que há de errado? Às vezes, umas histórias adquirem um sabor de que as pessoas envolvidas gostam de passar perrengue na vida afetiva. Elas sofrem e estão curtindo, embora não admitam. Depositam todo o resultado da situação pelo próprio fato de estar no olho do furacão. O centro da tormenta atrapalha a visão, é verdade. Só que uma hora é necessário se projetar para fora desse lugar e ver sob outra perspectiva. O coração pode estar partido e não deve impedir a decisão de pular fora.

Saiu da tempestade, então toca a bola pra frente. Olha a sua listinha, repense no que anda aparecendo e distribua o seu charme de forma inteligente por aí. Uma hora o radar vai avisar que tem alguém interessante no pedaço.

Giovana - A Solteira

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Aqui se faz, aqui se paga

Essa é uma história real, que me foi contada por uma leitora do blog essa semana. Aos fatos: Mônica era casada com Paulo, que a traiu com Kelly (nomes fictícios). Até aí, fazer o que? Faz parte da vida, as pessoas podem se conhecer e se apaixonar, acontece com qualquer um, não tenho o direito de julgar.


A questão é que, nesse episódio, além da traição em si, Kelly fez questão de tornar as coisas mais pesadas para Mônica, pisar, magoar. Exemplo: em sua página no Orkut, ela colocou vários textinhos provocativos, como “se casamento fosse bom, não precisava de padre, testemunha e juiz” ou “adoro homens casados”. Me digam, ela precisava fazer isso? Não bastava ter ficado com o cara, que aliás se separou de Mônica e começou a namorar com ela? Pra que tripudiar?


Pois bem, o tempo passou e, um belo dia, Paulo traiu Kelly. Com direito a engravidar a outra mulher. Muito trash, né? Provou do próprio veneno, só que com uma dose maior de amargura. Espero que tenha aprendido. Ela e Paulo, que por sua vez vai ter que segurar a barra de ter um filho com alguém que ele mal conhece.


Definitivamente, aqui se faz, aqui se paga.


Isabela – A Divorciada

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Velhas novidades no zoo da TV

Tem razão quem diz que o Big Brother Brasil é mesmo um zoológico humano. Há jaula, ração, atividades e um esforço danado dos tratadores - digo, produtores - em proporcionar um ambiente idílico, com as provações típicas de um cativeiro. E, como não podia deixar de ser, todos os participantes (animais?) são devidamente monitorados 24 horas por dia pelos funcionários do tal zoológico, e por nós, o curioso e respeitável público.

Até a última segunda, gostava de acreditar que a expressão "zoológico humano" era mais metafórica que qualquer outra coisa. Isso até assistir, de queixo caído, a mais nova invenção dos criativos produtores: dividir os participantes em times, cada um, com um nome específico, que tem a pretensão de expressar o estilo e personalidade dos participantes.

Há os "belos", "ligados", "cabeças", "coloridos", entre outras classificações. Ou seja, mais que um zoológico, o reality show resumiu as criaturas participantes a um catálogo humano de rápido acesso para a massa. Com quem você se identifica mais?

Do lado de cá das grades, ou da telinha, fico imaginando como se chegou nestes nomes....

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...bora chamar de Coloridos porque lembra arco-íris, símbolo dos GLS, quiosque em frente ao Copacabana Palace, sabe?....Ah, pra aquele pessoal mais sarado vamos chamar de belos, bonitos, são os gostosos sem muita caraminhola no cérebro....E aqueles ali que não sabemos definir direito?....aham...vamos chamar de ligados, é, ligados, tipo, modernos....e aqueles outros ali, meio malas intelectualóides, cineasta atormentado, vamos botar logo o nome de cabeças porque não ocorre outra coisa....

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Gente, acabou a angústia e a vergonha alheia. É o mesmo exercício de olhar para o leão, privado de tudo, e ver só a etiqueta do lado de fora da jaula. Tá lá: Panthera leo. Pronto, o serviço está completo, tudo esquematizado. Daqui em diante, vamos ver, será com os participantes. Quem vai ter a coragem de se revelar um "belo" "cabeça"? Ou um "cabeça" "colorido"? Será que pode? Afinal, todo o mundo vestiu a camiseta do rótulo que lhe foi entregue. Cada estigma tem seus símbolos e invejar a grama do vizinho, sempre mais verde, pode bagunçar o roteiro perfeito.

E aí, sabe Deus se por vias tortas ou não, o reality show mostra a sua face mais crua. Vestir a camiseta do rótulo acontece o tempo todo na selva de verdade. Viram só como é fácil fazer isso? O cara te dá uma camiseta com um nome que categoriza a sua personalidade, a partir de uma opinião que pode não ser a mesma que a sua. Geralmente, não é.

E a pessoa faz o quê? Veste e assume. E pior: aqui deste lado, a criatura nem concorre a 1 milhão de reais para se prestar a este tipo de coisa. Afinal de contas, são 1 milhão de reais não é mesmo? O que custa vestir uma camiseta para facilitar a vida de pessoas que jamais esses participantes irão conhecer e, independente disso, querem agradar tanto?

Claro que na selva do mundo real tem aqueles que fazem isso de caso pensado, e sempre por sobrevivência. Vestir a camiseta do rótulo serve bem como estratégia de camuflagem, basta ser só um pouquinho inteligente.

Voltando ao jogo com pote de ouro no final, indefinido mesmo é sempre o estado civil dessa rapaziada. O que dá de casado que diz ser solteiro, de casada que abre as asinhas livre, leve e solta; isso é o que não falta. Neste aspecto, ninguém é de ninguém naquela casa. Façam as suas apostas.

Giovana - A Solteira

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O que os homens pensam na hora do sexo

Esses dias, uma amiga me mandou o link de uma matéria interessante publicada no UOL Estilo sob o título “O que os homens pensam na hora do sexo”. O texto é da jornalista Renata Rode. A reportagem ouviu homens e especialistas na tentativa de descobrir o que se passa na cabeça deles na hora H. Curiosos para saber qual preocupação masculina número um na cama? Não brochar e apresentar um desempenho digno de nota para a parceira. Se esse pensamento pudesse ser expresso por uma frase, na opinião dos entrevistados da repórter, ela seria “Super pênis: esteja duro, grande e forte o tempo todo”. Nada mal, né?


OK, OK, a gente não quer que os nossos parceiros se sintam forçados a agir como homens de ferro na horizontal, mas é ótimo que eles sejam gentis e pensem em nós em primeiro lugar. Lembro da história da mãe de uma amigona, uma senhora de mais de 75 anos, que comemorou quando o marido encerrou suas atividades sexuais por motivos de idade. Para ela, aquilo era um fardo. E esse companheiro, certamente, não deve ter lá se preocupado muito em agradá-la entre quatro paredes.


Por essas e outras, não entendi um outro argumento apresentado ao longo da notícia: “quando os homens respondem que pensam no prazer feminino, estão pensando na felicidade própria”. Mas coitados, eles só devem se preocupar com a gente? Não podem querer se divertir também? Não é melhor quando ambos caem na farra, aliás?

O 3xtrinta defende a felicidade sexual. E acha ótimo que o macho do século 21 se esforce para que, no final, seja muito bom para todo mundo.


Isabela – A Divorciada

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Top Five: músicas para curar um pé na bunda

Curtindo uma dor de cotovelo? Poucos métodos podem ser mais eficientes na hora de aliviar um fora do que ouvir música. Talvez ter as pessoas queridas por perto, ouvindo a gente desabafar as mesmas mágoas pela bilionésima vez. Ou, claro, se apaixonar de novo. Mas, como os amigos precisam fazer outras coisas na vida além de cuidar da gente e amor não é fácil de achar, melhor cantar para os males espantar. Aqui, a minha seleção de cinco músicas infalíveis para dar a volta por cima. Algumas são óbvias, outras nem tanto. Palavra de Divorciada, todas funcionam.


A lista:


Lama. Aumente o volume e deixe Maria Bethânia, minha cantora predileta, fazer seu show: Quem foste tu? Quem és tu? Não és nada! Se na vida fui errada, Tu foste errado também. Se eu errei, se pequei, não importa! Se a esta hora estou morta, pra mim, morreste também! ADORO. Não é para lavar a alma de qualquer um?


Adeus, bye bye. Eu amo essa musiquinha da Ivete Sangalo: Quer ir embora vai, adeus bye bye, quando você me quiser, já estarei no Ilê, já não te quero mais. Perfeito, né? Para mim, é uma marchinha de Carnaval dos nossos tempos. Muito fofa.


La vie en rose. Gosto da versão clássica, com a Edith Piaf, e de uma atual, com a Madeleine Peyroux. Eu não sei vocês, mas eu tenho loucura para conhecer a França. E, como separações são momentos propícios para a gente pensar só nas próprias vontades, nada melhor do que confortar o coração sonhando com a próxima viagem ao som de uma muy linda canção. Bon voyage!


Você passa e eu acho graça. Esse Top Five não seria nada sem um samba daqueles para colocar todas as mágoas para fora. E, ninguém melhor que a ultra diva Clara Nunes para decretar: E agora, você passa e eu acho graça. Nessa vida tudo passa e você também passou.


I will survive. Essa é, claro, a escolha mais previsível de todas. Mas, puxa, não dá para fazer uma lista de cinco músicas para curar um pé na bunda sem esse hino à liberdade pós fim de um relacionamento, né? Eu não enjoo de ouvir Edson Cordeiro, meu ídolo total, cantar: Oh no, not I! I Will survive! Oh, as long as I know how to love, I know I’ll stay alive!



OK, OK, faltou muita coisa, eu sei. Nem Chico Buarque entrou! Nem Maysa, imagina! Mas foi de propósito, para ampliar a lista com as indicações de vocês. Mandem aí!

Beijos,


Isabela – A Divorciada


PS: Tudo bem, isso aqui é um Top Five, mas posso citar uma música mais? Uma homenagem à minha amiga Mazé? Então divirtam-se com Vingança, de Lupicínio Rodrigues: Eu gostei tanto, tanto quando me contaram, que lhe encontraram bebendo e chorando na mesa de um bar... Beijão, Mazé. Saudades!


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Malas prontas

Outro dia eu vi um filme tonto. Algo como “Jovens demais para casar”. Típico filme que a gente só assiste nas noites de insônia. Mas té que foi interessante. Um casal apaixonado high school pede autorização para os pais para casar, já que mocinha não tem nem 18 anos. Todo mundo acha uma loucura, claro, mas eles estão tão convencidos que acabam convencendo uma parte da parentela.

O que segue é o óbvio. Mocinha entra em Harvard, mocinho não. Para não abrir mão do casamento fresquinho, ele dispensa as cinco faculdades nas quais foi aprovado e segue com ela para Nova York, onde vira pedreiro. Logo, cercada de amigos geniais e intelectuais, ela começa a achar o marido um boçal. Um, dois, três e ela se apaixona pelo colega-fofo-músico de classe.

Casamento esfria, os dois param de transar (AOS 18 ANOS!) e ela sai de casa. Um dia ela volta para buscar uma roupa e dá de cara com as malas dela – e um ursinho de pelúcia – no primeiro degrau da escada. E era aí que eu queria chegar.

Um dia voltei para o meu ex-apartamento para buscar algo, nem lembro o que, e Charlie estava lá. Educado como sempre, me convidou para tomar café. Eu tomei. Depois fui ao escritório e lá vi....todas as minhas coisas empacotadinhas, minhas coisas de escritório e de trabalho, encaixotadas, prontas para partir. Ali soube, tinha acabado mesmo. Fiquei arrasada. Acho que nem quando descobri que ele estava namorando fiquei tão arrasada quanto ver minhas coisas empacotadas. Por ele.

Entendi a mocinha do filme na hora. Especialmente quando ela pega o ursinho e abraça forte. Uma coisa é certa: não importa se você tem 17, 27, 37 ou...57. A dor da separação é sempre grande. Tá certo que quanto mais maduro e mais experiência, melhor, mas dor é dor.

Claro que o filme não termina assim. Como qualquer filme tonto de noite de insônia ele é happy end. Ufa. Do contrário, os...47 telespectadores do Telecine Light da madrugada ficariam tristes.

E quando acabou, mudei para o Telecine Action. Queria ver uns pornôs e dar umas risadas. Tem coisa mais divertida que as historinhas que eles colocam para introduzir uma furunfada mecânica feita de peitos de borracha e "galãs" sempre tão iguais? Tão tonto que...talvez renda um novo post. =D

Débora - A Descasada

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O bojo da questão


Pois é, resolvi começar o ano aproveitando uma promoção e renovando o estoque de lingerie. Mas há um fenônemo nas araras de sutiã que, instalado faz tempo, não dá pinta de ir embora. Sutiã não é mais para segurar os peitos e modelar a sua dupla dinâmica. A primeira missão do suporte anti-gravitacional é fazer brotar peitos em você, e de qualquer maneira. Mesmo que seu desejo seja apenas manter direitinho no lugar o que a Natureza proporcionou de fábrica.

Diriam as "despeitadas", Graças a Deus! Mas, gente, todos os sutiãs do planeta precisam vir com enchimento ou qualquer revestimento acoplado para nos criar um efeito Pamela entre o pescoço e o umbigo? E tem mais: dependendo da marca, o modelo 42 não é 42, o 44 é 40 e, pronto, você leve gato por lebre e o sutiã faz os seus peitos parecerem duas omeletes estouradas de tanto que aperta os coitados. Não sei vocês, mas detesto provar lingerie, aliás, não provo lingerie. Compro e seja lá o que Deus quiser.

E sim, chego em casa e corto todas as etiquetas na mesma hora, sem dó nem piedade. Às vezes, meio precipitadamente, confesso...

Dependendo do lugar, não dá para trocar a lingerie - ainda mais depois de cortar todas as etiquetas, certo? Então, o jeito é exercitar o desapego e doar os sutiãs que você pagou caro e não vai usar. Doe-os para alguma amiga menos favorecida. Pense assim e você se sentirá melhor.

Sabe qual o meu sutiã, digo, sonho de consumo? Achar um sutiã que tenha apenas renda e um bom corte como bojo. Nada mais! Nada de espuminha que tira e bota. Nada de efeito upside up tonificante para peitos extraordinários, nada, nada! Só um bom sutiã ali como primeira opção de umas três araras. E de todas as cores do arco-íris, incluindo o preto, branco, bege e um violeta que lançaram há pouco, que some no branco. Olha que é verdade, eu testei.

Além disso, o tal sutiã violeta que desaparece, por mais que venha no formato de um peito, pelo menos não deixa maior o que não precisa. Dizem que é tecnologia esse bojo tipo fôrma... a verdade é que parece de encaixe mesmo. Só que tem que comprar o número certo, porque não tem como "ajeitar" nada, ou entra e fica perfeito ou sobra peito pra tudo que é lado, enfim um desastre dispensável na vida de qualquer uma.

Ah, sim, e ainda há aqueles sutiãs inteligentes, que servem para vários tipos de decotes, é só uma questão de "ajustar" as alças. Até parece....

Resolvi ver um para mim dia desses. Bom, a vendedora levou mais de cinco minutos para me explicar todas as possibilidades, eram muitas, infinitas eu diria. Uma delas terminava com o ganchinho fechando na barriga. Tipo, mais confortável que um espartilho do século 12... Claro que não levei. Se para vestir uma blusa com as costas cavadas será preciso decorar um manual de instrução, então, melhor meter um biquini por baixo mesmo... É igual ir naqueles restaurantes que você escolhe tudo quando está morrendo de fome. Ou seja, não rola!

Será que há luz no fim desse bojo, gente?

Giovana - A Solteira

PS: aproveito, depois de curtir um recessinho básico, para desejar a todos um FELIZ ANO NOVO mais uma vez!!! Que 2010 seja incrível!

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A Oprah e o meu dedinho

Essa semana, minha amiga Vanessa Pessoa me contou uma lição fofa que ela ouviu no programa da apresentadora Oprah Winfrey, dos Estados Unidos. Achei tão interessante que divido aqui com vocês neste post levezinho de sábado. Seguinte: sempre que algo acontece na vida da gente, especialmente algo ruim, ao invés de se perguntar o por que daquilo ter acontecido conosco, devemos nos questionar sobre de que forma podemos aprender com aquele fato, o que ele tem a nos ensinar.

Não é interessante? Pois bem, vou começar a adotar a reflexão com o meu dedinho do pé esquerdo quebrado, numa topada boba no calcanhar de Guarda Belo, lá em Maceió, na folga do Natal. Juro que não reclamei pelo que aconteceu, até porque foi no último dia de viagem, após o último banho de mar daquela temporada, tudo bem. Com o ocorrido, conclui que preciso meeeeeeeeeesmo fazer ginástica esse ano, para fortalecer esses ossinhos quebradeiros que eu tenho. Além do que, depois dessa, vou encarar o fato de poder tomar banho molhando os dois pés como o luxo dos luxos. Mal posso esperar para fazer isso de novo.

Obrigada, Van. Obrigada, Oprah.

Beijos e bom finde,

Isabela – A Divorciada


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Depois de 20 anos, o amor chegou para os dois

Ela, 39. Ele, 54. Ela, mãe de dois filhos adultos (ela começou cedo). Ele, pai de uma menina adolescente. Ela, um histórico amoroso turbulento. O pai dos filhos, um desregrado, em estado permanente de bebedeira. Pouco atencioso com as crianças. Ele, uma mulher que não gostava lá tanto assim dele. Pouco atenciosa com a filha. Um belo dia, o inevitável. Ela mandou o ex-marido catar coquinho depois de tantas idas e vindas. E ele saiu de casa. E o dois deixaram o amor acontecer. Já trabalhavam juntos fazia um tempo, mas só então permitiram se conhecer melhor.

Moram em casas separadas, em cidades diferentes, mas estão sempre juntos. Ele a ajuda com a louça, com a comida, com as roupas. Vai com ela ao supermercado – isso ela nunca tinha vivido antes. Ele adora os filhos dela. Ela o ajuda com a rebeldia da filha dele.

O que eu mais gosto nessa história familiar é que às vezes o amor tranqüilo demora mesmo a chegar. Muitas vezes é preciso viver as turbulências e até chegar a ter uma família com os amores turbulentos – como no caso dela – para um belo dia, quando menos se espera, o amor bater à porta.

Débora - A Descasada

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As memórias de um olhar

Eu só percebi lá pelo meio do jantar, sou distraída para essas coisas. Sentado numa mesa em frente à minha, no Paoli, em Florença, onde eu e Adri batemos ponto nas nossas férias, em setembro, um homem de meia idade, imagino que sessentão, olhava para mim. Não era um olhar comum, que revela o desejo banal de um homem mais velho por uma mulher mais jovem. De jeito nenhum.

Aquele homem me via além de mim. Podia até ser o olhar contemplativo de quem lembra de uma filha que morreu cedo, mas, acredito, nesse caso ele teria me mostrado para a mulher, sentada na cadeira ao lado. Fiz de conta que não vi, mas não pude deixar de pensar num roteiro para aquele personagem. Que tipo de lembranças eu teria provocado nas memórias daquele homem? Será que eu me pareço com uma mulher que ele amou no passado? Com alguém que ele perdeu? Ou que o deixou?

Teria trazido à tona memórias doces, de uma história bem aproveitada? Ou rastros de frustração, por não ter levado adiante uma relação que podia ter sido a mais arrebatadora de todas?

Queria muito saber o que pensa um homem que olha uma anônima numa mesa de restaurante na Itália assim, tão melancolicamente. Desconfio que aquele olhar tenha tido um tom de lamento, daquilo que ele perdeu por não ter tido coragem de viver. Deve ser difícil se sentir assim.

Espero que, de alguma forma, ele tenha sido feliz. E seja ainda. Se não hoje, um dia. De preferência, a partir de histórias que possam ser vividas. E façam um coração triste, enfim, explodir de bons sentimentos.


Isabela – A Divorciada

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A vaquinha da virada*


Não, eu não ganhei a mega-sena da virada. Mas eu ganhei a...vaquinha da virada!!! Comecei o ano ganhando incríveis R$ 42 no amigo da onça da minha família no impagável Reveillon de Conchas. O último a ser sorteado leva o dinheiro arrecadado. Eu fui a última, tirei eu mesma, e levei a melhor. Sorte de principiante – foi a minha primeira participação no amigo da onça da family.

Imediatamente distribuí R$ 5 para meus priminhos ainda crianças e paguei algumas bebidas para os mais crescidinhos. Ainda sobrou um troco para a Coca da ressaca no dia seguinte. O ano mal começou e o dinheiro evaporou. Não importa. Adorei o simbolismo de ter ganhado dinheiro logo de cara. Muita sorte!

Depois subimos em bando – e olha que minha família é um bando grande - até a praça da cidade onde apreciamos a queima de fogos de vinte minutos. Acho que foi mais que isso, acho que batemos Copacabana! Ou acho que a essa hora eu já tava meio mamada. Essa foi a hora que eu troquei a cerveja pela garrafa de champagne que eu roubei da mão do meu primo de 11 anos (aquele pilantra que eu julgava ainda ser uma criança!).

Depois de tentar responder todas a mensagens recebidas – e não ter conseguido (juro que Conchas ainda é estado de São Paulo, mas acho que estava tudo congestionado) – fomos para frente do bar do Bexiga. Mas eu só descobri que se chamava Bar do Bexiga quando, no dia seguinte, um dos meus 530 primos me disse: arrasou na frente do Bexiga, hein? MEDO. Essa foi a hora que eu troquei a champagne por vodca com schweppes.

Depois migramos para a frente do palco, a banda do meu primo ia começar a tocar. Minha prima loira, de 17 anos, diz tristonha: “Meu pai quer que eu vá para casa”. Eu, do “alto” nos meus 30 anos, a prima velha e responsável, fui até meu tio dizer que cuidaria dela e a levaria para casa. Torci para que minha língua não enrolasse nessa hora. Precisava ser séria, madura, responsável. Deu certo. E eu e a prima loira trocamos a vodca por água.

A prima grande subiu no palco e deu um show ao lado do primo cantor. Eu e os primos que estavam ali vendo – mais a minha concunhada, a agregada, e o primo do meu primo quatro-olhos – nos acabamos de rebolar e dançar. Quatro e tanto, chega a polícia e manda meu primo cantor parar com aquela barulheira toda. E assim trocamos 2009 por 2010.

Débora - A Descasada

ps: não estou no retrato, estou atrás da câmera garantindo esse momento lindo - os primeiros minutos de 2010 da "Manducada"

*post postado com relativo atraso porque me dei férias de internet no feriadão =D

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Adoro a praticidade masculina

Uma amiga andava mal pelo fim de um relacionamento longo. Naquela fase de saber que o fulano não valia lá muita coisa, mas ainda querendo pagar para ver, acreditando. Detalhe: além de mala, o cara era feio, bem feinho. Mas, como o coração tem razões que a própria razão desconhece e nós, mulheres, vemos muito além da beleza, tudo bem.

Um belo dia, na praia, na companhia das amigas, ela encontra o dito cujo. Foi quando o marido de uma integrante da turma, que não conhecia a figura e, digamos, não é a pessoa mais delicada do mundo, disparou:

"O que? É por isso daí que você está sofrendo tanto?"

Nada como a praticidade masculina para fazer a gente enxergar o óbvio, não é mesmo? Thanks God, não demorou muito tempo para a minha querida voltar a ver a luz.

Beijos,

Isabela - A Divorciada

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Mulheres que não gostam de...mulheres

É fato, a disputa existe. E, na minha modesta opinião, é mais grave entre nós. Por que algumas mulheres competem tanto entre si? De um jeito que não se vê entre os homens? Com mais ênfase, eu diria?

Certa vez, ao apurar uma reportagem sobre concorrência feminina no trabalho para a revista Nova, ouvi de um psicólogo uma observação interessante. Segundo ele, a origem de tanto bafafá está no fato de que os homens são cobrados pela sociedade basicamente por dois pontos: bom desempenho profissional e sexual, enquanto nós somos exigidas por esses e outros tantos, como beleza, necessidade de ter um par, filhos, etc, etc. Assim, com tantos fatores de pressão em jogo, muitas mulheres terminam por olhar para a fêmea ao lado com ares de “sai fora, inimiga”.

Na mesma matéria, entrevistei uma médica que me disse que, de tanto ser trapaceada pelas colegas, não ia contratar uma profissional do sexo feminino sequer para trabalhar na clínica que pretendia abrir um dia. Só homens.

Polêmicas à parte, me sinto particularmente incomodada por um tipo específico de mulheres competitivas: aquelas que parecem detestar, gratuitamente, todas as outras. As que te olham de cima a baixo quando você passa e, mesmo parecendo gostar da sua roupa, nunca serão capazes de esboçar um sorriso e comentar que aquele visual ficou bacana. Preferem a inveja. E a vontade de eliminar você para a galáxia mais distante.

Gente, para que querer ser a única maravilhosa desse mundo? Não é ótimo ter mulheres incríveis e capazes de nos inspirar por perto? Por que ser tão amarga? E não me venham dizer que, se tiver homem na jogada, a disputa ferrenha está liberada. Não adianta: são eles que escolhem. E nada do que a gente fizer para tentar tirar a fulana de cena vai resolver.

O 3xtrinta defende a união entre as mulheres. E acredita que é melhor ser fofa, elogiar o vestido, aprender com a outra. E seguir em frente com muitas aliadas por perto.

Isabela – A Divorciada

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Quem somos

Atendo por Débora, tenho sol e lua em Gêmeos e meu ascendente é Áries – o que garante um pouco de fogo nesse vendaval todo. Nasci em São Paulo, em 1979, numa noite gelada de maio. Para compensar, ganhei um coração bem quente. Trabalho como jornalista, mas penso como aikidoca. Como não passei de 1,58 metro, faço minha alma ser gigante.
Já tentei ser atleta, empresária e até esposa. Alma ao mesmo tempo caiçara, caipira e paulistana. Uma mistureba de japonês, italiano e talvez português. Ariana que se encanta e se entedia com a mesma velocidade. Que não sabe mentir, nem parar de rir. Dizem que não tenho papas na língua e que sou boa companhia, mas que precisava de um pouquinho mais de paciência com a vida.Divorciada, alagoana, escorpiana, trintona. Conto histórias sobre o mundo das separadas desde que comecei a inventar tramas para as Barbies, ali pelos dez anos. O enredo predileto, aliás, era aquele em que, após um divórcio péssimo, Barbie começava a namorar com o advogado. E voltava a ser feliz. Sou viciada neste blog e fã de Clarice Lispector, Leila Diniz, Marilyn Monroe e Magali.

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Feliz 2010!!!


Chegou a hora, estamos quase em 2010!!! Antes de mais nada, a gente agradece o carinho e toda a bombação em 2009. E, claro, promete muito mais no ano que vai nascer. Abaixo, os nossos votos.

Estourem a melhor champagne, cerquem-se dos melhores amigos e abracem os queridos. Comecar o ano bem é o primeiro passo! Persistam nos sonhos e só se satisfaçam com o melhor em todos os sentidos.


Feliz Ano Novo!


Beijos,

Giovana – A Solteira

Se fosse escrever como foi o meu 2009 em uma sequência curta de palavras, eu diria algo assim: tristeza, novidade, alegria, paixão, prazer, frustração, apatia, suor, concentração, dispersão, honra, respeito, saudade, chopp com pastel, vinho qualquer dia, nutella no pão, lágrimas e risadas, amigos 24 horas. E amor. Muito amor.


O que desejo para vocês em 2010? Tristeza, novidade, paixão, prazer, frustração, apatia, suor, concentração, dispersão, honra, respeito, saudade, chopp com pastel, vinho qualquer dia, nutella no pão*, lágrimas e risadas, amigos 24 horas. E amor. Muito amor.
Um beijo e que venha 2010!!

Deb - A Descasada

*pode trocar por coca se você não beber álcool e a nutella pelo doce que mais te faz feliz =D

Que 2010 traga para vocês, nossos queridos, todas as emoções de 2009. Aquelas que fazem chorar ou sorrir, não importa. Vale a viagem, não é mesmo? O importante é ter histórias para contar e, nunca, deixar de acreditar que amanhã pode ser melhor. Que seja!!!!

Muito amor, saúde e sucesso. E um pouquinho de glamour, claro, que a gente merece. Hahaha!!!!

Avante. Feliz Ano Novo procês!!!

Much love,

Isabela – A Divorciada

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Promessas de Ano Novo: a hora da verdade

Sim, sim, estamos quase lá. E eu, como todo mundo, já comecei a fazer o balanço dos últimos 365 dias. E a pensar em 2010. Dessa vez, nada de planos inéditos. Decidi rever a lista de projetos para 2009, aqui publicada, checar o que fiz e o que deixei de fazer. Divido as minhas reflexões com vocês:

Em 2009, eu vou...

  • Conhecer a Itália nas férias, em setembro. Yes, eu fui!!!!! E amei. E vou voltar um dia.
  • Manter o meu peso (emagreci 9 quilos em 2008 e não vou voltar a ser rechonchuda de jeito nenhum). OK, não estou exatamente gorducha. Mas ainda preciso perder quatro quilos para chegar no peso de 2008. A luta continua.
  • Conseguir o título de mestra em Comunicação na PUC (não sem antes me matar de estudar para fazer uma dissertação bacana. Vera querida, se eu tirar 10 vou dedicar o feito a você. E à sua luxuosa torcida). Siiiiiiiiiiiiim, eu agora sou mestra!!!!! Fico devendo o 10, Vera. Como você sabe, fiquei nos 9.5. Compenso no doutorado, pode deixar. Beijo!
  • Fazer alguma aula de dança no segundo semestre (Flamenco? Dança do ventre? Samba? Frevo? Me ajudem a decidir).Huuuuuum, não fiz nada disso. Mas já decidi: em fevereiro entro na academia. Agora vai.
  • Escrever mais para esse blog que, como diria a minha amiga Solteira, é a “nossa cachaça”. Objetivo atingido!!!
  • Arrumar tempo para fazer reportagens ótimas para o jornal em que eu trabalho, saindo um pouquinho da edição. Meta não cumprida. Quem sabe em 2010, né?
  • Falar mais com a minha mãe. Tudo certo.
  • Falar mais com a Tia Leda. Tudo certo.
  • Instalar o Skype para bater papo com os amigos que moram longe, da Suíça ao Rio Grande do Norte. Objetivo não atingido, ridículo. Projeto urgentíssimo para 2010.
  • Rever o Recife (Mona, acredite, eu morro de saudades). Não foi dessa vez....Mas, em 2010, vai rolar. Eu juro.
  • Deixar o amor chegar quando ele quiser, como fiz em 2008. Sim, sim, esse objetivo eu cumpri direitinho. E deixei crescer o amor que já tinha chegado no final do ano passado. Beijão, Guarda Belo!
  • Frequentar mais o teatro. Meta atingida.
  • Continuar me abrindo para o mundo e conhecer pessoas bacanas. OK.
  • Encontrar mais os meus amigos. Bem menos do que eu gostaria, mas OK.
  • Fazer valer uma lição lida ontem, no livro Para Francisco, inspirado no blog de mesmo nome, indicado na nossa listinha abaixo: “Tenha medo da não-intensidade, do não viver, do sobreviver. Seu pai me mostrou isso em que eu já acreditava. Viver tem que ser muito, inteiro, ou não é vida”. Missão cumprida!!!!!
É, 2009 foi maravilhoso. E 2010 será melhor ainda. Para nós todos!!!!!
Beijos, guardando os votos oficiais de felicidades para amanhã,
Isabela - A Divorciada

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Até demais

Maceió, ontem, ali pelas 11h, no alto-mar, aproveitando o dia na piscina natural da Pajuçara, uma das praias mais famosas da minha cidade.

Para lá e para cá, passa, nadando, o garçom que serve os turistas, equilibrando, sabe-se lá como, um prato de petiscos numa das mãos.

Impressionada, comento com Guarda Belo: "Como é possível nadar e levar um prato assim?". No que ele responde: "É a experiência". Lisonjeado, o garçom aquático emenda: "Até demais".

Adorei. Daqui por diante, sempre que alguém me fizer um elogio sincero assim, vou reforçar o sotaque alagoano e dizer: "Até demais". Hahaha!!!!

Beijos,

Isabela - A Divorciada

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Palavras do Papai Noel


Recebemos uma mensagem muito fofa do Papai Noel via twitter. E ele pediu para a gente retransmitir:

Ele disse que é para vocês não se comportarem direitinho em 2010. Que esse negócio de se comportar bem é coisa de quem não sabe viver. Disse para vocês se acabarem de comer peru e beber champagne hoje à noite. Rir muito da piada sem graça do seu tio metido a engraçado. E rolar no chão com suas crianças. Se amanhã der dor de cabeça e ressaca, tudo bem. Você tem o dia todo para dormir.

Santa disse também que não precisa se sentir culpado se não gostar do presente que tua mãe deu. Porque você é humano e é normal ter expectativas e se frustrar. Mas que é para você tratar de disfarçar e dar um puta abraço (ele usou esse termo, juro!) gostoso nela em agradecimento.

Por fim, ele disse que espera que todo mundo seja mais leve, risonho e esbanje amor em 2010. O resto, garantiu ele, acontece naturalmente.

Nós, do 3x30, fazemos das palavras do Papai Noel as nossas.

Tenhamos todos uma linda noite. E um 2010 brilhante.

beijos

O trio

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Meu presente de Natal

Passei o dia pensando no que poderia escrever aqui um dia antes da comemoração do Natal. E lembrei de uma história boa, de um casal de amigos da minha tia Ângela. Uma história de amor que eu registrei, em 2005, no jornal Diário do Comércio, de São Paulo, onde trabalhava. A seguir, a reportagem que escrevi sobre Yolanda e Kojy, meu presente de Divorciada- Noel procês.

Much love,

Isabela – A Divorciada

“A pacata Diadema da década de 60 ficou pequena demais para eles. Era preciso uma São Paulo inteira a servir de cenário de dias e noites clandestinas e deliciosas como foram aquelas. A história de Yolanda e Kojy Shimizu foi uma história de amor proibido. Um folhetim que incluiu 13 anos de namoro e outros três de casamento sem que os pais dele, japoneses, soubessem que tinham uma nora loira e falante. A família queria que o filho casasse com uma boa representante da colônia.

“Nunca tinha olhado uma brasileira do jeito que olhei para ela”, lembra ele. Yolanda foi surpreendida pelo charme contido daquele moço de olhos apertados, na época estudante de Direito no Largo de São Francisco. “O Kojy falava pouco, mas falava bem. Era culto, educado, tinha uma voz ótima e cantava boleros para mim quando estávamos a sós”, conta ela.

Os dois se conheceram nos corredores da Câmara de Diadema, local de trabalho de Kojy e da mãe de Yolanda. Decididos a levar adiante o namoro, ele tratou de pedir permissão à família da moça. Seus parentes, no entanto, permaneceriam sem saber. Diante da clandestinidade daquele amor, o casal começou a procurar locais charmosos para se encontrar no Centro da capital paulista, longe do ABC. Então, foram ótimos momentos nos restaurantes perto do Largo de São Francisco ou nos cinemas da região.

Depois de dez anos de namoro escondido e da informação de que seus sogros estariam planejando o casamento de Kojy com uma moça de origem nipônica, Yolanda decidiu largar tudo e foi trabalhar em Peruíbe, no litoral paulista. “Passei três meses deprimida. Até o dia em que ele apareceu na escola em que eu trabalhava e disse que não podia viver sem mim”, explica ela.

A próxima etapa dessa novela inclui o casamento dos dois, escondido. “Moramos uns três anos sem que os pais dele soubessem. Kojy passava a semana com os pais e os finais de semana comigo”. E tudo seguiu assim até o nascimento de Lygia, a primeira filha do casal. “Ele entrou na casa dos pais, fez as malas e comunicou que estava indo morar com a mulher e a filha”, diz ela.

O desfecho? Uma visita dos pais de Kojy num domingo pela manhã. “Yolanda foi nobre ao abrir a porta e receber os dois com um ‘bem-vindos’”, diz ele. O saldo de tantas reviravoltas é de 44 anos juntos, três filhos, um neto e lembranças de um amor vivido em São Paulo para toda a vida.”

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A sexless way of life

Uma conversa por e-mail entre duas mulheres que se separaram esse ano

- Sexo? Também não sei mais o que é isso não! Compartilho da sua abstinência dos prazeres carnais.

- Pois é, menina...após a separação, eu bem que tentei, viu? Aí veio aquela galeria bizarra. Aquele que uivava, aquele que se recusava a pagar motel e aquele que se achava o rei da cocada preta e que, antes de me comer, me contou – em detalhes – todas que ele já tinha papado.

- Nem fale. Depois do menininho que sequer terminou a faculdade, também tentei um aqui outro acolá. Mas dá uma preguiiiiça.

- Dá, né? Dizem que para as mulheres é mais fácil “conseguir” sexo aí no mercado. Só abrir as pernas e pá...não é bem assim não. Veja o caso do rei da cocada. Quase disse a ele: que tal se você me passar essa lista de mulheres por e-mail e irmos logo aos finalmentes? Mas eu teria sido terrivelmente machinho se tivesse feito isso, não?

- Ah, fora que a gente ainda tem que lidar com os machismos...um homem está sempre afim de sexo, logo é normal que se comporte daquele jeito meio “te comendo com os zoio”. Vai você comer os caras com os olhos...”Ih, olha só, tá desesperada”.

- Hum. Se você tem 30, então, danou-se. “Olha a tia, meu! Precisando dar!!”. Oras bolas, e que mulher não precisa?

- Já tentou vibrador?

- Joguei o meu fora. Muito impessoal. Nem me ofereceu um vinho antes...

- Também não curto muito. Mas quando bodeio desses tipos aí do mercado, aciono meu consolo.

- A verdade é que eu acho que tudo é fase. E eu agora entrei numa fase ermitã urbana. Meio monja. Fico lendo livros de meditação, medito na pracinha, corro feito uma retardada e vejo House horas seguidas. E de vez em quando trabalho também. Vida tranquila...

- E passa a vontade de sexo?

- Definitivamente...não! Mas ao menos não penso tanto sobre isso.

- Hum...vou tentar.

- Você acha que era melhor quando estava casada?

- Taí uma pergunta que não sei te responder. Posso responder em 2010? É que agora vou sair com um gatinho que inté que rola uma química. Talvez eu nem precise compartilhar dessa sua vida “monja”, hehe.

- Vai na fé, irmã!

- Amém!

Débora – A Descasada

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Pois é, acabou

Já estava decidido: a viagem curta serviria de janela para encerrar de vez aquele assunto. O "assunto" começou como um casinho e evoluiu para a ocupação de metade do armário com roupas, uma escova de dentes dividindo espaço na pia e uma agenda social cheia de cobranças.

Não houve convite "fica aqui em casa". O sujeito chegou, chegando e ficou, ficando... Conversas sobre cada um no seu quadrado terminavam em quebra pau, e em uma dor de cabeça insuportável. Voltar para a casa tinha virado um tormento para aquela mocinha. O "assunto" pertencia a mesma roda de amigos, assim tinham se conhecido. Apelar para a caixa de papelão e com os pertences do rapaz na portaria colocava em risco a convivência com a tal roda de amigos, sempre tão divertida.

As caraminholas sobre como resolver a situação sem fim só aumentavam. Mas não resistiram a quatro perguntas óbvias:

_ Chamei o cara para morar na minha casa? Não

_ Estamos namorando ou tendo um relacionamento mais sério? Não

_ Gosto dele? Não

_ Se esses amigos gostarem de mim, vão me entender? Sim

O plano estava traçado. Enquanto estivesse viajando, ela trocaria a chave da porta e arrumaria as roupas que o "assunto" não tinha levado para a viagem numa caixa de papelão e deixaria tudo na portaria. Se encontrariam antes e, em mais um quebra pau, ela comunicaria o fim. Só que devidamente resguardada de qualquer possibilidade dele, mais uma vez, virar a chave e se acampar na vida dela de novo; sem o seu consentimento.

Já sabia até como terminaria a última discussão:

"Mas eu ainda tenho coisas na sua casa, preciso buscá-las", diria ele.

"Não precisa não. Sei onde você mora e mando entregar tudo lá", responderia ela.

E ponto final.

Giovana - A Solteira

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