Hoje tem convidada especial. Convidadas, melhor dizendo: Kézia e Fernanda, super amigas, ambas com 25 anos (a gente adora as nossas leitoras que ainda não fizeram 30. E as que já passaram dos 40 também). A primeira é paranaense, a segunda é alagoana como eu. As duas moram em Curitiba e, a julgar pelo texto abaixo, e pelos e-mails que eu troquei com a Kézia, são duas mulheres inteligentes, descoladas e engraçadas (vocês precisam conhecer a teoria delas sobre os homens de óculos, eu morri de rir. Pedirei post a elas sobre isso, não se preocupem). Adorei, meninas, sejam bem-vindas ao blog, agora como colaboradoras.
Beijos, beijos,
Isabela – A Divorciada
Como boas mulheres que somos, temos muitas teorias, afinal o mundo é questionável. Sempre. Todas as manhãs. E noites. E está aí pronto esperando para ser observado e questionado.
Entre tantos desencontros, o que nos faz desejar um encontro?
Nada nos incomoda mais que um cara que corresponda aos padrões de aceitação. Cerveja, balada, rock’n Roll, futebol e mulher. Péssimo. Tão previsível, tão mecânico, sem novidade, sem magnetismo. Alienados.
Estamos à procura de homens interessantes. Depois de poucas conversas (nós mulheres nos entendemos sem muitas explicações, geralmente interrompemos as frases com um “aham”, “isso mesmo”, “falou tudo”, “agora”, “sempre”), chegamos a algumas considerações intermediárias (não existem as finais, estamos em constante mudança): buscamos homens comuns.
Sim, comuns! Destes que encontramos todos os dias. Seja o pançudinho de 25 anos, meio bobo, que vive fazendo palhaçada e tem medo de se apaixonar. Seja o nerd tímido que é um charme quando faz uma carinha de interrogação e nem se dá conta que deixa nossos nervos de aço no chão. Ou mesmo aquele tímido que dança músicas bregas, ainda inseguro com as mulheres e com jeito de quem precisa e quer colo. Ou o magrelo que de tão branco ofusca nossos olhos quando reflete luz, mas super engraçado e charmoso demais com seu jeito europeu. Tem também aquele cara quieto que só diz o essencial e quase nunca está presente nos eventos sociais, mas quando está, muda o dia com seus comentários pontuais. Por fim tem aquele que não faz muita propaganda, mas é tão carismático que nos pega desprevenidas e nos conquista absurdamente.
Triste é constatar que os “cerveja, futebol e mulher” jamais entenderão esta preferência. Afinal eles se esforçam tanto! Muitos acreditam que a propaganda é a alma do negócio e despendem horas a fio relatando seus milhares de atributos a fim de nos aguçar a curiosidade de experimentar...fraco, muito fraco!
Homens comuns sabem que são comuns e não têm o menor problema com isso. Tudo bem, às vezes têm, afinal foram educados a acreditar que a beleza está nos padrões, e por não responderem a estes padrões acreditam não ter muitos atributos. Uma vida sem cobranças, sem a intenção de ser o grande estereótipo. Consequentemente não exigem que sejamos deusas, eles sabem que não são. Não respondemos à beleza idealizada, somos femininas, mulheres de verdade, mulheres comuns! E eles nos amam exatamente por isso. Não representamos medo ou exigências. Podemos deixá-los tão à vontade, mas tão à vontade, que eles se permitem ser o que realmente são. O que os tornam ainda mais adoráveis. Eles dançam sem medo, usam óculos, sentem nossa falta, dão risadas das nossas besteiras – e pasmem – sentem ciúmes e receios quando nossa atenção se volta para outro. E o mais lindo nisso tudo: se abrem totalmente e são bobos sem medo de serem felizes. Tem coisa mais gostosa e sexy que isso?
Sem propagandas, sem suposições, sem idealizações. Não precisam perder tempo com isso, mas aproveitam cada momento nos fazendo rir, o que acaba nos conquistando cada vez mais.
A beleza acaba, a inteligência só se sente segura quando discute os assuntos que domina, a presunção é inatingível, a auto-afirmação precisa dos melhores resultados. Gostamos mais dos interessantes, são estimulantes. São excitantes.
Viva a normalidade!
Viva o homem comum!
Viva os homens de verdade, sejam eles pançudinhos ou magrelinhos...
Viva os nossos eleitos!
Eles vão além da pegação!
FATO!
Fernanda e Kézia
Leia Mais