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O manual do matador: se ela dança...

Tem mulher que adora reclamar quando o cara não curte muito uma pista. Já algumas adorariam estar no lugar dessas desavisadas, ao invés de carregar a tiracolo um aspirante a dançarino de axé. Agora, quando eles resolvem dançar bem, aí já é outra história. Não é bem a deste post; à exceção da foto acima, claro.

A pista de dança é a prova de fogo do matador. Nada é mais decisivo na hora de provar se o cara tem ou não tem borogodó. E isso também inclui dispensar os quadrados coloridos do chão. O matador com pouca desenvoltura na quebrada sabe que não vai desenrolar, então, nem tenta. Poupa a mulher daquela vergonha alheia que é pior do que quando o negócio é com a gente. Já os que gostam de ser bacanas, no sentido sem critério da palavra, correm sério risco de terminar a noite com duas pizzas de suor debaixo dos braços em vão. Deu para imaginar?

Tá difícil? Então o Manual do Matador vai facilitar o quadro da dor para você. Pensa num cidadão de dois metros de altura, simpático, culto e educado. Era para ser um gato, porém, esconde-se por trás de um par de óculos fundo de garrafa - do naipe vidro temperado a prova de balas. O aparentemente inofensivo acessório, num infeliz efeito ótico, aproxima as têmporas do rapaz. Ou seja, deixa o seu rosto mais estreito só ali, enquanto faz os olhos parecerem três vezes o seu tamanho real. Resumindo: o cara parece usar um aquário na cabeça ao invés de apenas óculos.

Agora, imagine o conjunto da obra arrasando na pista. Movimentando seus dois braços de Golias no sentido horário e antihorário. Sacudindo a cabeça, mãos e pernas, cada um numa direção, enquanto o quadril, vixe, esse não se move um milímetro de jeito nenhum. Nessas horas, um buraco no chão é ou não é uma benção?

Outra desgraça é aquele cara cheio de "molejo", manja? Sacudido, numa saúde e alegria típica de quem samba pra trás sem saber onde vai parar, que pisa no seu pé quando baixa a gafieira e que termina a noite com as famigeradas pizzas, a manga da camisa amarfanhada e alguns botões abertos. E ainda por cima, numa felicidade de dar raiva até em monge, enquanto você fica sem saber o que fazer com aquele demônio da Tasmânia alucinado. E são cinco da manhã!

Isso tudo é para dizer que Matador que é Matador sempre sabe onde lhe aperta o sapato. E se isso inclui a tal pista de dança, ele vai estar ali por perto, quietinho, fora da cena, e por isso mesmo chamando muito a sua atenção.

Giovana - A Solteira (que adora dançar, tá!)

PS: A foto é do filme "Vem dançar comigo" (Strictly Ballroom). Quem não foi ao cinema ver quando era adolescente, que atire a primeira pedra.

PS2: Mais sobre o Manual do Matador: Parte 1, Parte 2, Modo de Usar, Na Cozinha

PS3: Verônica, agora só falta a entrevista com o Solteiro. Aguarde! :O)

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O manual do matador - Na cozinha

De volta com as pensatas doidas sobre o sexo frágil... He he he


Lugar de mulher já deixou de ser a cozinha faz tempo. Ainda bem! Homens quando resolvem encarar as panelas com certo talento costumam desbancar qualquer uma de nós.

Sim, mulheres também podem ser conquistadas pelo estômago, mas atenção: a habilidade é apenas a cereja de um bolo cheio de atrativos. Por si só, o fato de ser bom na cozinha não decide, digamos, a parada.

Solteira não sabe cozinhar. Na verdade, nem sabe se sabe, pois é a única que prova da sua própria comida, cujo tempero decisivo é a fome, que embaça qualquer conclusão mais objetiva sobre a questão. Molho de tomate? Detesto os de caixinha e só acertei o ponto da versão 100% natural faz pouco tempo, depois de ficar de molho em casa por causa de uma ziguezira no final do ano passado que, hoje, me pergunto: teria sido a gripe do porquinho? Vai saber... ..

Já conheci um carinha que cozinhava que era uma beleza. Confesso que adorava ver o rapaz entre as panelas, esquentando a barriga no forno, completamente alucinado entre o purê, os legumes e a carne, falando sem parar. Enquanto isso, eu só observava o mestre-cuca sob ângulo privilegiado. :O)

A comida poderia ter ficado uma porcaria que eu nem ia ligar. Mas o moço cozinhava que era uma beleza, com tempero na medida certa e apresentação do prato impecável. Filé mignon no ponto, purê de batata arrumadinho do lado, e uns legumes cozidos do outro. Dava até pena de comer... mas passava em cinco minutos! O cardápio incluía consulta prévia - risoto? massa? carne? - além de entradinhas e vinho.

O talento masculino na cozinha me deixa com uma pontinha de preocupação, acho que nunca vou chegar à altura de um deles. Pelo menos, ainda vai demorar. Como consolo, me agarro na moral desta história: quando a gente está encantada(o), até um ovo frito com pão fica delicioso.

Giovana - A Solteira

PS: na foto, Jamie Oliver. Para quem ainda não conhece o chef inglês, recomendo. Aqui no Brasil, ele pode ser visto no GNT.

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O manual do matador - Modo de usar

Pílulas sobre o que faria, ou não faria, se fosse um homem. Mas antes, nada como entender a bula desse manual

A culpa foi da Solteira. Saiu escrevendo na velocidade do pensamento e deu nisso. Lendo os comentários das nossas leitoras, achei melhor dedicar estas linhas para dizer, afinal, para que serve esse tal "Manual do Matador".

Para começar, o que entendo por matador(a): seja homem ou mulher, é aquela pessoa que deixa a sua marca por onde passa. Podem falar tudo sobre eles, para o bem ou para mal, mas é impossível ser indiferente a um(a) matador(a). Quando fazem bobagem conseguem dar a volta por cima de maneira invejável.

Profissionalmente, são bons naquilo que se propõem a fazer, mesmo tropeçando do lado de dentro da porta de casa. Despertam amor e ódio, às vezes, ao mesmo tempo. Porém são o que são, sem máscaras, sem querer agradar dizendo o que os outros querem ouvir. E, convenhamos, encontrar pessoas assim hoje eu acho uma tremenda sorte. Já pensou topar com o Javier Bardem na esquina? Ainda por cima, um matador que fala espanhol...vejam só que charme.

Indo direto ao ponto, o Manual do Matador é uma tentativa de entender a cabeça dos homens quando eles querem acertar com a gente. Apenas isso. Ou seja: um exercício mesmo; como eu, que sou mulher, agiria se fosse um homem em determinada situação? Lógico que vou concluir e indicar atitudes que me agradariam - o cara falar como um "ursinho" não é uma delas, por exemplo. :O)

O Manual tem interpretação muito pessoal, e aí é que está a graça da coisa. Para quem já tem um matador de cabeceira, sugiro aplicar o manual e depois contar aqui pra gente no 3x30.

As fotos que ilustram os posts...bom, prometo continuar ilustrando com lindos e maravilhosos, excelentes no que fazem nas telas, que é o que importa e fazem deles os matadores dos nossos sonhos.

beijos,

Giovana - A Solteira

PS: no próximo capítulo de O Manual do Matador, homens que sabem cozinhar!

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O manual do matador - Parte II

Um devaneio que não tem hora para acontecer...Como pensaria se fosse um homem...

Gostou da menina? Então seja bacana e aposte que vai dar certo até o fim. Não há nada de errado em demonstrar o que sente. Fazê-lo de forma canhestra pode ser a senha para ganhar a parada.

Não gostou? Então, caia fora sem dizer que vai ligar. Se disse, faça. Se não quer, deixe claro. Não alimente ilusões só por causa de pão e circo, a menina pode estar afim de algo mais sério. Quer apenas sexo? Então arrume alguém na mesma vibe. E não venha dizer que não sabe, a gente sempre sabe seja homem ou mulher. Amizade colorida exige perícia de equilibrista. Se não tem, pule esta parte!

Demonstre o que sente mas sem grudes. Seja romântico, mas não um chato! Quando não quiser mais, seja verdadeiro e diga de uma vez. Quando levar um fora, aceite e deixe a garota seguir seu rumo. Nada de recalques, nada de pegar pelo braço quando cruzar com ela, assim como quem agarra uma tábua em alto-mar. Ela vai te achar menos do que você realmente é.

Não fale como um "ursinho" quando quiser demonstrar carinho....nem todas gostam. Repito: nem todas gostam. E tenha absoluta certeza de que ela realmente acha bichinho de pelúcia uma sincera demonstração de amor. Isto também não é uma unanimidade entre nós, mulheres.

PS: uma vez, ouvi de uma amiga que tenho bom gosto. Sabe que eu concordo! E digo mais: para mim, Mr. Crowe é um matador. Ai, ai...

PS:...e Jude Law também.

Giovana - A Solteira

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O manual do matador

Um rápido devaneio a caminho de uma reunião. O pensamento: “nossa, se eu fosse um homem, jamais faria isso”. Dicas de bolso, sem compromisso, nem rodeios. Queridos leitores: leiam e façam o que bem entender com elas. Queridas leitoras: este exercício é divertido, recomendo.

Jamais diga “Você emagreceu”, principalmente quando a intenção é começar uma história. A mensagem vai chegar truncada na receptora. Ela já sacou que você está afim e que foi infeliz na estratégia adotada, muito arriscada.

Se optar, mesmo assim, em testar o seu charme falando da silhueta da moça, pelo menos mude a frase. Use apenas “Você está mais magra”. A primeira pressupõe que a moça estava um tanquinho e sofreu um bocado para melhorar o visual. E mulher odeia ser chamada de

g-o-r-d-a....

O segundo, “Você está mais magra”, fala que ela está ainda melhor; do que sempre foi é claro.

Não é difícil de entender, né? Direto ao ponto, sem adendos do gênero “tá ótima”, “linda”. Tudo que é demais soa falso e tem um pé no ridículo. A chance de rir de você mais tarde com as amigas é alta, cuidado!

Risque as palavras "dieta", "peso", e o famigerado "tá malhando?" da lista. A não ser que você queira terminar a noite sozinho. Por que carinha que fica reparando em qual furo do cinto a fivela está ninguém merece.

Giovana - A Solteira

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Mulheres de fases, a la Woody Allen

Se você ainda não viu "Vicky Cristina Barcelona" então não leia este post, pule para o próximo e, pelamordedeus, resolva isso na sua vida indo a uma sala de cinema mais próxima. Agora, se você já viu, então gostaria de um lero contigo sobre la última película de Woody Allen.

Taí um filme que não termina depois que as luzes se acendem. Levamos tudo o que vimos conosco, e recordamos outras tantas caso a sorte de ir a Barcelona já tenha ocorrido na sua vida. De cenários, o filme é sedutor por si só. Como não querer pegar o primeiro avião até Oviedo? Ou alugar um carro, fazer a costa do Cantábrico rumo a Avilés, e então sentar-se na frente daquele mar sem fim e ficar admirando o farol e tudo em volta? Simplesmente irresistível. Não esquecendo de um bom vinho para acompanhar, claro. Destinos marcados na agenda para serem conhecidos muito em breve, quem sabe.

Sobre as personagens, curioso, acho que somos todas em uma. Quem nunca agiu como Vicky quando surpreendida pela vida? Quem nunca desejou o desprendimento de Cristina ao aceitar o convite do personagem de Javier Bardem para um final de semana incrível? Aliás, aqui cabe um parênteses: até para a Maracangalha iria se o Bardem me convidasse. E você? :O)

E, quem não tem uma María Elena (Penélope Cruz) dentro de si, que atire a primeira pedra.

O grande barato deste filme é justamente essa sensação que ele nos provoca. Nos diz o tempo todo que somos cada uma delas, dependendo da nossa fase. Afinal, somos mulheres! E, aconteça o que acontecer, é o que fazemos com as nossas experiências, com o que aprendemos graças a cada uma delas, o que realmente importa.

Cristina saber o que não quer é sim uma grande coisa. De verdade. Vicky sustentar sua vidinha american way of life, quando o que queria mesmo era que todas as cores de Gaudí invadissem a sua vida, é que é de fato discutível. Porque que é o racional, o convencionalmente certo a fazer e, por isso, tão banal. É muito fácil escolher o que está mais à mão, decidir sobre grandes coisas como se fossem pequenas. Mas não são.

Ao passar uma noite incrível com o pintor interpretado por Bardem, assim no susto, e ao admitir para ele com todas as letras de que estava morrendo de medo do que sentia pelo cara, Vicky parecia que se libertaria daquele "freio" de racionalidade. Mas o caminho rumo ao aeroporto foi mais forte.

Agora de quem dá inveja mesmo é da Maria Elena. Sim, porque o coração, mente e corpo do pintor pertencem a ela. Talvez porque ela não tenha censuras, seja só emoção, mesmo daquela forma canhestra e sem limites. É impossível conviver, mas não dá para esquecer. Parece não haver remédio para o amor romântico entre os personagens de Bardem e Penélope Cruz. E aí, de novo, o filme nos fala que é o que fazemos das nossas experiências o que realmente importa.

Por aqui, fico torcendo para que Vicky, ao se deparar com aquele marido usando chinelinhos sentado na cama com seu laptop e olhando a super TV japonesa, largue tudo e pegue o primeiro vôo de volta para Barcelona. E que Cristina continue sua travessia doida descobrindo o que realmente não quer. Uma hora ela se acha. Alguém duvida?

A Solteira

PS: o filme deste post você já sabe. A trilha sonora é esta.

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