terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

A sogra

"Que raios uma solteira pode falar sobre sogras".... Ué, solterice não é sinônimo de imunidade a essas figuras tão marcantes. Afinal, algumas já passaram pela sua vida quando se tem mais de 30. Se você vive um momento "com sogra", já prestou atenção nela? Esta mãe postiça pode ser a senha do seu futuro. Eu sou você amanhã, sabem? Olhe para ela e tire algumas conclusões sobre quem você tem ao lado...

Às mulheres, sua sogra é uma segunda mãe e concorrente ao mesmo tempo. Aliás, sogra é mãe em primeiro lugar e você, querida, ocupa lugar de destaque no coração do filhinho. Para algumas isso é quase um sacrilégio, sofrido em silêncio e adicionado de boa dose de culpa. Um dilema existencial. Portanto, se sua sogrinha não faz o tipo megera, cuidado para não ferir seus sentimentos com tamanha gana de mulher independente. Ela sempre vai achar que você deveria dar uma passadinha na camisa do filhote; o dela, claro. Ou fazer um almocinho. Não por prazer, por obrigação mesmo...

E que tal uma tragédia de proporções titânicas, como o fim do seu casamento? O sinal disto pode ser um singelo domingo atípico, provocado por algum compromisso de trabalho que te fez sair de casa cedo, enquanto o queridão dormia igual criança. Ela não vai entender essa nova dinâmica de um casal e pensará bobagem.

Aos homens, a sogra é, em muitos casos, uma cartomante ambulante. Quando diante de uma dessas com habilidades mediúnicas, muita atenção: ela diz o tempo todo como será o seu futuro, basta ler nas entrelinhas. Nestes casos, não adianta a tática da distância segura; nem tão longe para ir de mala, nem tão perto para te alcançar a pé. Ela é o seu amor amanhã, comprovado em carne e osso. Vai encarar?

Às vezes, elas mostram que vale a pena assumir os riscos em ambos os casos. Tomara que seja o seu.

Giovana - A Solteira

PS: escrevendo este post, me lembrei do filme Mamãe é de Morte (Serial Mom). Humor negro dos bons! Na ilustra, Kathleen Turner, a mamãe que não deixava barato no filme.

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

É dos coxinhas que ela gosta mais!

“Porra, Dé! Até nessa festa cheia de descolados, com cabelo desgrenhado e estilos dos mais alternativos, você mira no único coxinha do recinto?”

É verdade, eu adoro um coxinha. Preciso confessar. Sabe como é o homem-coxinha? Aquele tipinho arrumadinho, engomadinho, topetinho com gel, camisa Lacoste para dentro da calça e Nerd nas alturas! O coxinha, ao contrário do Mauricinho, não é playboy, não gosta de carrão e de loiraças, nada disso. É só um nerdinho, certinho e, no geral, muito ligado à tecnologia. Sempre inteligente e um pouco tímido. E, via de regra, adora fingir que não é tão certinho assim. Gosta de dizer que tem algum vício muito estranho ou uma atividade pouco convencional só para deixar claro que não caminha com as massas.

E eu, depois de 15 anos de vida amorosa, cheguei à brilhante conclusão que é desse tipo que eu gosto. Fui casada com um jornalista, é verdade. Mas tive a manha de me casar com o mais coxinha dos jornalistas. Como dizia meu cunhado (também da categoria coxa, mas um pouco diferente): Parece que a avó dele que penteia o cabelo dele, né?

Meus amigos têm me massacrado por causa dessa minha obsessão pelo tipo. Acham que está na hora de eu tentar algo diferente: um alternativo, um intelectual (detesto!), um aventureiro (não tenho fôlego!), um canalhão. Mas não adianta vir com empadinha para mim, nem esfiha, nem pastel (afe!) – é coxinha que eu quero comer.

Acho que gosto de um homem-coxinha porque curto dar uma desarrumada naquele cabelo certinho, uma amassada naquela camisa impecavelmente passada. Gosto de colocar um pouco de caos nessas vidas tão alinhadinhas.

E, cá entre nós, quando a gente descobre do que a gente gosta, fica tudo mais fácil.

Em tempo: dei umas bitocas no único coxinha da festa, claro.

Débora – A Descasada

ps: achei esse texto muito bom sobre homem-coxinha!

O falso retorno

Queridas e queridos leitores,

preciso de sua ajuda! Estou fazendo duas matérias para uma revista feminina e procuro gente que tope falar sobre os seguintes temas:

- O falso retorno: quando o ex volta cheio de amor para dar e grandes promessas de que "agora vai" e, passadas algumas semanas ou até meses, termina de novo. Preciso de mulheres que tenham passado por essa situação e de homens que tenham feito isso com suas ex. Tem que topar falar e mostrar a cara (só as mulheres serão fotogradas). E tem que ter entre 20 e 35 anos. Alguém se habilita?

- Final não tão feliz: quando o casamento de papel passado parece não trazer lá muita sorte ao casal e este se separa poucos meses depois do casório. Conhece alguém que conhece alguém que tenha passado por isso?

Quem topar, please, me mande um e-mail no maquinacao1@hotmail.com

Obrigada!

Débora - A Descasada

domingo, 7 de fevereiro de 2010

A taxista e o meu esmalte

Nas próximas linhas, um diálogo que tive, na semana passada, com uma taxista gente boa chamada Helena. A conversa começa no exato momento em que cheguei ao meu destino, quando a motorista parou o carro.


- Posso te pedir um super favor, aproveitando que você é mulher? Estou com o esmalte descascando em duas unhas e quero morrer quando isso acontece. Será que você pode retocar para mim?


- Claro, inclusive eu já fui manicure, sabia? Passa o esmalte.


- Ai que ótimo, obrigada. Você não imagina como eu fico incomodada quando isso acontece.


- (Risos) Eu tô achando engraçado porque, em 15 anos rodando com o táxi, você foi a única passageira que me pediu uma coisa assim, diferente.


- Obrigada de novo, viu? Hoje eu realmente entrei no táxi certo. Até a próxima.


- Obrigada você, tchau.


Bom domingo e boa semana, gente. E que só pessoas simpáticas como a Helena cruzem o caminho de vocês.


Beijos,


Isabela - A Divorciada

sábado, 6 de fevereiro de 2010

O kit completo

O texto de hoje foi escrito por uma leitora fofa, chamada Evelin. Uma querida que mora em Belém, no Pará, terra que eu sou louca para conhecer. Abaixo, ela discute os nossos mil papéis. E as escolhas que fazemos na vida.

Obrigada, baby. Por ser nossa leitora e por ter escrito para a gente. Aproveite Belém por mim!!!!

Beijão,

Isabela - A Divorciada

Hoje, a mulher tem que ser um kit completo: boa mãe, boa esposa, boa dona de casa, boa profissional, boa de cama e boa de corpo - estar em forma. Uma amiga casada, que tem um relacionamento estável há 16 anos, disse que, se não for assim, “ele escolhe outra”. Quer dizer, tudo isso para que o cara não pular fora... Somos cada vez mais independentes, mas não independemos de um companheiro que, na maioria das vezes, só vem para aumentar as nossas responsabilidades.

Existe uma frase muito interessante daquele filme, O Diabo Veste Prada: “me avise quando sua vida pessoal estiver pegando fogo, significa que você será promovida!” Ora, não dá para ser 100% em tudo. Mas, se não for assim, a mulher “está fora do mercado”, pelo menos para ser casada, pois no mercado mesmo, o que importa é sua produtividade. E nada mais!

Algumas situações: tive uma amiga de trabalho que era mãe solteira. Toda vez que a filhinha dela, de 8 anos, ligava com febre, ela saia correndo da empresa. Podia ter sido demitida por se ausentar muito e/ou faltar o trabalho. O outro caso envolve uma amiga de faculdade, casada e com dois filhos. Certa vez, estávamos na sala aguardando a aula, íamos apresentar um trabalho. O marido liga para ela dizendo que a filhinha deles estava com muita febre e que ele não sabia o que fazer. Sorte a dela que esse trabalho foi passado por uma professora, que disse: “entendo porque sou mãe também”, deixando ela resolver isso depois. Por fim, outra amiga, saindo de casa para o trabalho, disse ao marido que desse a mamadeira às 16h para a bebê deles. Quando voltou, encontrou a filha no colo do pai, angustiada de tanto calor, e perguntou: “porque não deste banho nela?”. Adivinhem a resposta: "Você disse somente para dar a mamadeira!”

Sabemos que a participação das mulheres na política ainda não é muito expressiva. Seria pedir muito que vida política entrasse no kit? Acho que sim. Ou você é política ou “mulher kit”. Mas essa movimentação ia fazer grande diferença na sociedade, não acham? Poderíamos participar mais da elaboração e aprovação das leis que definem a sociedade. Veja a questão do aborto. Homens dizem não. Mas as mulheres dizem sim! Juntando aquelas que já fizeram pelo menos uma vez, dá para formar uma nação!

Eu mesma tenho o sonho de ser prefeita da minha cidade, mas o de ser mãe é muito maior. Muitas dirão: dá! Mas eu sei que não, pois falharei como mãe, isso não tenho dúvida. Trata-se de uma escolha, mesmo que eu saiba que, enquanto optarmos pela família prioritariamente, a sociedade brasileira, criada pelos homens, continuará do jeito que está.

Evelin

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Não sob o mesmo teto

Um comentário da nossa queridíssima leitora Nina no post Esperando o homem perfeito me fez pensar sobre um ponto além de como escolhemos os nossos pares. Ou melhor, me fez refletir sobre o que devemos fazer com eles: casar ou não casar, eis a questão. Segundo Nina, com quem eu concordo plenamente, existem vários arranjos possíveis no campo amoroso, sendo o casamento apenas um deles. É verdade, a vida pode sim ser uma delícia se a gente namora eternamente, cada um no seu espaço, com a sua casa, as suas coisas, o seu mundo em paralelo à rotina comum. Como costuma dizer a minha amiga Erilene, não existe nada melhor do que namorar. Mas, como isso se dá na prática? Vocês conhecem experiências bacanas assim?

Lembro da história da filha de uma senhora que fazia espanhol comigo no Recife. Uma mulher que namorava há 18 anos o mesmo cara e tinha com ele uma relação de casada, mas sem morar junto. Um namoro longevo, digamos assim. E feliz. Lembro que esse relato me chamou muito a atenção, mas também me deixou curiosa: nunca deu vontade de dividir o mesmo teto? E se eles quisessem comprar uma TV de plasma, daquelas lindonas, para ver filmes juntos, onde ia ficar? Não dá trabalho dividir as roupas entre a casa dela e a dele? E se ela acordasse com vontade de usar aquela saia roxa com o sapato vermelho, sendo que esse ficou na outra residência? Será que, em nenhum momento da relação, nenhuma das partes fez cobranças a respeito?

Não reparem que eu sonhe com uma vida a dois que inclua um endereço apenas. A felicidade vem de vários jeitos, eu sei. E tenho toda a admiração pelos espíritos livres que sabem amar acima de qualquer convenção. Só queria entender melhor como funciona. Vocês me explicam?


Beijão e um ótimo final de semana para todo mundo,


Isabela - A Divorciada

Sobre mulheres-maravilha

Outro dia, num compromisso de trabalho, esbarrei numa pessoa que conheceu Gisele Bündchen ainda no começo da carreira. Elogios não faltaram quanto ao profissionalismo da garota que, além de linda, parecia saber o que queria - e o que estava fazendo - desde cedo. Ponto pra ela!

Gisele criou um estilo próprio de entrar na passarela. Deu tão certo que, até hoje, muitas tentam imitar em vão. Não adianta. Carisma e beleza juntos, num mesmo pacotinho, é coisa rara. Adicionados de disciplina estóica para o trabalho então, nossa, aí é praticamente um fenônemo da natureza. Bem, esta é outra forma como muitos se referem à top...

Não feliz de carregar tantos atributos, eis que o nosso orgulho nacional no mundo fashion surge linda, maravilhosa e magra para sua primeira entrevista depois de dar à luz ao seu primeiro filho. Pelas minhas contas, o papo foi realizado pouco mais de um mês depois de ter o bebê. Uma recuperação rápida e o corpo enxuto em tempo recorde não são exclusividade da modelo. Muitas mulheres também já retomaram a antiga forma rapidamente depois da gestação. Tudo bem que não voltaram à ativa no jet set da moda.... Aí também já é outra história.

Mas, como não bastasse ser linda, talentosa e bem sucedida, Gisele conta no tal bate-papo que teve seu filho dentro da banheira de casa, de parto normal. Disse que precisava estar ciente de tudo o que lhe acontecia, por isso, a escolha tão natural de receber o filho no mundo. Já vi parto nestas condições. Não ao vivo e, sinceramente, não desejo isso para ninguém que não esteja no papel de protagonista desta situação. Só mãe gosta disso. Tem algumas que ainda pedem para o coitado do pai acompanhar. Que aflição! Esta parte da entrevista da Gisele eu não lembro, acho que a minha memória me poupou este detalhe, ufa...

Sei lá, nestas horas me lembro da Madonna. Patinho feito, dente separado, começo de carreira claudicante, voz medíocre, filhos depois dos 36 anos, muita malhação para ficar perfeita. Mesmo assim, esta criatura é o que é. E, melhor de tudo, não fazemos a menor ideia como ela teve seus filhos. Eles nasceram, e pronto. Sim, porque se a Madonna teve seus filhos igual a Gisele, o que nos resta? Melhor não saber...


Gisele, tá bom...

Giovana - A Solteira