terça-feira, 29 de maio de 2012

Eu, Bruno e o Uruguai



Tem post romântico no ar. E fofo! Quem escreve é a Daniela, uma leitora muito querida, carioca e moradora da cidade maravilhosa. Na pauta, uma viagem a dois... Para o Uruguai. Fiquemos com a lindona da Dani, a quem eu agradeço muitíssimo o texto.

Beijos, baby, beijos gente,

Isabela – A Casada

Decidimos viajar juntos. Ele sugeriu conhecermos Punta Del Este, Uruguai.

Eu: “Punta Del Este? Hum...”. Ele: “Vamos jogar nos cassinos”. Eu (que não sei jogar nada...): “É... Então vamos...”. Mas eu precisava saber o que faríamos lá além de brincar  nos locais mostrados nos programas do Amaury Jr.

Pesquisando, descobrimos uma cidade que vai muito além do que é mostrado pelo apresentador. Um lugar com casas de jogos luxuosas, mas pessoas e histórias de vida dentro delas, com lindas praias e um artista que fez da beira-mar seu cenário para uma obra acessível a qualquer um: grandes dedos de pedra que surgem da areia representando a presença do homem na natureza. Isso além de uma vista incrível do pôr-do-sol.

Experimentamos o sabor do cortado, das medialunas, do chivito uruguaio e também a alegria de compartilhar tantos momentos juntos. Situações em que não entendíamos nada do que era falado em espanhol e nos divertíamos ao tentar nos comunicar por gestos e nos fazer entender em “portunhol”. Momentos em que atendentes de um famoso café começaram a cantar e dançar o hit “Ai se eu te pego”, nos levando a trocar olhares e sorrisos como duas testemunhas daquela cena. Em especial, o instante em que ouvimos uma música ao longe e, ao “seguirmos” o som, descobrimos uma orquestra tocando na Praça Artigas, com muita gente reunida em volta. Nos sentimos em casa ao ouvir a brasileira “Não tenho lágrimas”.

Cultivamos a grandeza das atitudes de respeito, carinho e companheirismo com que devem se tratar os namorados, sejam eles noivos, casados, ficantes, amantes ou qualquer outra definição. Se assim não fosse, certamente não estaríamos juntos.

Saímos pela orla e pelas avenidas de Punta (em poucas horas ficamos íntimos dessa cidade e já a chamávamos carinhosamente assim, pelo primeiro nome) sem planos, apenas para “deixar acontecer” e “viver o lugar”. Enquanto descobríamos as peculiaridades da cidade, eu descobria que não haveria companheiro (de viagem e de vida) mais divertido, animado, inteligente e gato (claro!) do que ele.

Jogamos nos cassinos de Punta e experimentamos a emoção e a adrenalina de apostar em números e combinações estranhas de figuras, aguardando ansiosamente o som que representava que havíamos vencido a máquina: barulho de moedas - muitas moedas - caindo. Exatamente há um ano e três meses, completados hoje, apostamos no sentimento que nos une, na vontade crescente de estar juntos, vivendo um relacionamento que nos proporciona paz, tranquilidade, segurança e, ao mesmo tempo, enche de cor a nossa vida.

E, mesmo quando no último passeio eu (teimosa que sou) subi nas pedras e, ao descer, uma poça de sangue se formou sob e ao redor do meu pé, ele, apesar de ter me avisado várias vezes que era perigoso, não disse: “Eu te avisei.” (essa frase era o que eu menos precisava naquele momento). Simplesmente me ajudou e me tranquilizou, ficando ao meu lado até o momento em que conseguimos ajuda.

Mas, para viajar não é preciso ir até outro país, estado ou até mesmo outra cidade, porque viajar é descobrir. Descobrir um novo lugar ou aquela pessoa que está ao seu lado. Descobrir nos mesmos lugares antes frequentados que eles podem ser vistos, vividos e sentidos de uma outra forma, descoberta pelo olhar do outro. Descobrir o quanto é importante viajar para o mundo do outro, mergulhando em seu universo. E, assim, descobrir que viajar para dentro é tão surpreendente quanto viajar para fora.

Daniela - A Divorciada e A Namorada do Bruno há um ano e quatro meses