quinta-feira, 5 de janeiro de 2012
Seu Dilema: Devo me separar?
Meu nome é Inês, tenho 30 anos. Confesso que nunca fui muito de partilhar a minha vida, mas pedir conselhos, opiniões ou somente desabafar com a família ou com os amigos está fora de questão, não teriam a imparcialidade que necessito.
Estou casada há oito anos, com todos os altos e baixos que isso implica. O Francisco, meu marido, é uma excelente pessoa. É educado, inteligente, culto. Uma pessoa que é capaz de fazer tudo pelos amigos. Não temos filhos, mas se tivéssemos sei que ele seria um excelente pai. Contudo, como marido, confesso que ele me deixa a desejar. Nunca foi muito romântico ou carinhoso, mas sempre pensei que pudesse mudar um pouco ou que eu me habituasse ao fato de ele ser assim. Não aconteceu.
Cheguei ao ponto de pensar que o defeito era meu. Que eu é que sou demasiado exigente. Percebi que não. Julgo que quando amamos, gostamos não só de dar, mas também de receber. De sentirmos que somos amadas, desejadas. Que somos importantes para o objecto do nosso amor. Eu não sinto isso. Sinto que faço parte da casa. Um bem adquirido. Já tentei explicar várias vezes o que sinto, ele promete mudar e muda, mas só durante algum tempo. Depois volta tudo ao mesmo.
Eu sei que tenho defeitos e esforço-me para mudar, mas sinto que só eu estou a lutar para manter a nossa relação viva. Parece que luto sozinha. Parece que é algo que só eu quero. Recentemente passei por uma situação em que precisava mesmo muito do apoio e do amor dele, ele não esteve presente. Doeu muito. Aliás, muitas vezes ele não está presente em momentos que sabe que são extremamente importantes para mim. Estou cansada. Penso, vale a pena continuar uma relação assim? Será que as partes boas superam as más? Sinceramente já não sei.
Há algum tempo entrou outra pessoa na minha vida. O Duarte. Ele entende-me e preenche o vazio deixado pelo Francisco. Já chorei muitas vezes no ombro dele, já recebi conselhos, apoio. Algo que sinto que não tenho em casa. Acabamos por nos envolver mais do que desejávamos. Às vezes penso que seria mais feliz com ele. Talvez fosse. Sinto que a minha relação com Francisco já chegou ao fim há muito tempo e que apenas nós é que não queremos ver. Porque gostamos de estar juntos, temos uma história, mas acho que já não é amor.
Não quero nem vou acabar uma relação para começar outra. Se acabar terá que ser por mim. Não por haver alguém. Acho que o Duarte serviu para me mostrar o que me falta. Que afinal não é errado querer mais atenção, mais carinho. Sei que o Francisco não merece o que lhe fiz, mas acho que também não mereço estar com ele e sentir-me sozinha e abandonada.
Sei que é errado mas aconteceu. Acho que me estou a apaixonar pelo Duarte, estamos muito próximos, sinto-me muito bem perto dele, mas não quero pensar nisso. Não quero que isso influencie qualquer decisão que tome.
Honestamente acho que precisava mesmo de passar um tempo sozinha. Longe de tudo e todos. Infelizmente isso não é possível. E qualquer decisão que tome não vai ser com o distanciamento necessário. Espero, que qualquer que seja a decisão, que seja a acertada.
O que vocês acham? Obrigada pela ajuda.
Inês
Estou casada há oito anos, com todos os altos e baixos que isso implica. O Francisco, meu marido, é uma excelente pessoa. É educado, inteligente, culto. Uma pessoa que é capaz de fazer tudo pelos amigos. Não temos filhos, mas se tivéssemos sei que ele seria um excelente pai. Contudo, como marido, confesso que ele me deixa a desejar. Nunca foi muito romântico ou carinhoso, mas sempre pensei que pudesse mudar um pouco ou que eu me habituasse ao fato de ele ser assim. Não aconteceu.
Cheguei ao ponto de pensar que o defeito era meu. Que eu é que sou demasiado exigente. Percebi que não. Julgo que quando amamos, gostamos não só de dar, mas também de receber. De sentirmos que somos amadas, desejadas. Que somos importantes para o objecto do nosso amor. Eu não sinto isso. Sinto que faço parte da casa. Um bem adquirido. Já tentei explicar várias vezes o que sinto, ele promete mudar e muda, mas só durante algum tempo. Depois volta tudo ao mesmo.
Eu sei que tenho defeitos e esforço-me para mudar, mas sinto que só eu estou a lutar para manter a nossa relação viva. Parece que luto sozinha. Parece que é algo que só eu quero. Recentemente passei por uma situação em que precisava mesmo muito do apoio e do amor dele, ele não esteve presente. Doeu muito. Aliás, muitas vezes ele não está presente em momentos que sabe que são extremamente importantes para mim. Estou cansada. Penso, vale a pena continuar uma relação assim? Será que as partes boas superam as más? Sinceramente já não sei.
Há algum tempo entrou outra pessoa na minha vida. O Duarte. Ele entende-me e preenche o vazio deixado pelo Francisco. Já chorei muitas vezes no ombro dele, já recebi conselhos, apoio. Algo que sinto que não tenho em casa. Acabamos por nos envolver mais do que desejávamos. Às vezes penso que seria mais feliz com ele. Talvez fosse. Sinto que a minha relação com Francisco já chegou ao fim há muito tempo e que apenas nós é que não queremos ver. Porque gostamos de estar juntos, temos uma história, mas acho que já não é amor.
Não quero nem vou acabar uma relação para começar outra. Se acabar terá que ser por mim. Não por haver alguém. Acho que o Duarte serviu para me mostrar o que me falta. Que afinal não é errado querer mais atenção, mais carinho. Sei que o Francisco não merece o que lhe fiz, mas acho que também não mereço estar com ele e sentir-me sozinha e abandonada.
Sei que é errado mas aconteceu. Acho que me estou a apaixonar pelo Duarte, estamos muito próximos, sinto-me muito bem perto dele, mas não quero pensar nisso. Não quero que isso influencie qualquer decisão que tome.
Honestamente acho que precisava mesmo de passar um tempo sozinha. Longe de tudo e todos. Infelizmente isso não é possível. E qualquer decisão que tome não vai ser com o distanciamento necessário. Espero, que qualquer que seja a decisão, que seja a acertada.
O que vocês acham? Obrigada pela ajuda.
Inês


16 comentários:
Olha, você não diz pelo que passou, não deixou detalhes para mensurar a importância do apoio do seu marido... Mas é claro, se fez falta o apoio é porque para você era realmente importante. Acho que o que "piorou" muito tudo isso foi seu envolvimento com o Duarte... Bom, eu digo o seguinte: Primeiro, ponha na balança o que realmente vale a pena, pese tudo e no fim, tente ver se vale a pena largar tudo e recomeçar do zero ou se vale a pena continuar ao lado do seu marido. Procure não comparar seu marido com o Duarte, até porque, esse outro só faz parte da parte "boa" da sua vida e acredite não existe no mundo um homem perfeito.
5 de janeiro de 2012 00:37Paixão é cheia de encantos, de bonitezas, tudo é lindo... O amor não é nada disso... Amor é compreender e aceitar quem amamos exatamente como é... Agora minha cara, se já não sente amor aí não tem balança que dê jeito. Pense muito, pense como seria sua vida sem seu marido... Você vai ser mais felíz? Você não vai sentir falta? Não significa nada ter ele ao seu lado ou não ter? Se ele terminasse tudo, você se sentiria aliviada, feliz?
Não ser romântico como os galãs de filmes e novelas não quer dizer qeu não amam... As vezes quando as coisas são muito floridas devemos desconfiar, porque nem sempre é sincero.
É o que penso. Agora se deve ou não separar, aí é com você.
Beijos
Flavi
Olha Ines, eu vivi um relacionamento de quase 9 anos com um homem igual o seu marido, que para os amigos eh super dedicado e eu sabia, que caso tivesse um filho, ele tb seria um paizao! Li seu dilema e me vi ali, sao iguais mesmo! Eu tentei muito, conversei muito e desisti! Me divorciei faz 1 ano e pouco e nao me arrependo! Sofri muito, mas nao me arrependo...viver uma solidao a dois eh muito pior do q ficar, estar sozinha, pode acreditar ;D
5 de janeiro de 2012 01:39E outra, viver de migalhas...machuca muito mais!
Nao falo so por minha experiencia nao, eu cresci vendo isso em casa, pois meu pai tb eh assim...eu nao aconselho a ninguem!
Espero que vc tome a decisao melhor para sua felicidade! Um beijaoo
Fato: o seu marido não vai mudar. Se você não gosta mais do jeito que ele é, melhor ser honesta com todos (inclusive vc) e terminar de uma vez.
5 de janeiro de 2012 08:36Sou a favor da eutanásia, inclusive a sentimental, em vez de ficar prolongando uma vida moribunda.
É complicado viver na infelicidade, a vida é uma só e não tem rascunho... por mais difícil que uma separação seja, muitas vezes ela é uma libertação!!
5 de janeiro de 2012 09:59Coloque tudo na balança e vá ser feliz com marido ou sem marido, porque no fim da vida nós vamos sós, e só o que levamos é aquilo de bom que vivemos aqui!!
Beijocas
Inê, priorize a sua felicidade. Não se prensa a dogmas, paradigmas... Sò porque você ouviu do padre "até que a morte os separe" vc precise viver ao pé da letra isso. Vai ver a morte já chegou. Seus sentimentos morreram ressecados dentro de você. Morreram com sede de atenção, fome de carinho e gritaram desesperados por uma mão amiga que pudesse salvá-los. O Francisco não o fez.
5 de janeiro de 2012 11:58Faça você!!!
Salve o que ainda restou de bom em seu coração e siga seu caminho em paz. O importante é ser feliz!
Boa sorte!
Verônica
Inês,
5 de janeiro de 2012 14:25Lendo o seu dilema,percebo que a separação esta na porta. Você disse inclusive que Duarte foi um sinal...
Busque sua felicidade, seja qual for, e, principalmente, decisão de forma consciente, de modo a estar preparada para o que vem depois.
Digo isso porque conheci mulheres que estavam infeliz com o casamento com o "cara perfeito" e depois de anos separados, descobre que fez besteira - vai entender.
Ah, e relacionamento é para se viver de dois, e não de um.
Sorte.
Beijos
Evelin
Acho importante quando você disse que não pensa em se separar pelo Duarte. Isso porque esse Duarte pode ser bom em oferecer o ombro amigo para mulheres que se sentem só, mas ele pode não necessariamente ser a melhor pessoa para você se relacionar. É preciso observar tudo. Quando a pessoa está infeliz e carente, se entrega mais facilmente aos outros sem avaliar melhor esse outro. E se você realmente anda muito infeliz, aproveita enquanto ainda é jovem e não tem filhos para tomar uma decisão drástica, como a separação e a construção de uma nova vida. Outro aspecto importante é avaliar se o Francisco sempre foi assim ou se mudou. Se ele sempre foi assim, é porque você não pesou bem isso antes de se casar com ele. Se mudou, a relação talvez tenha esfriado ou ele tenha relaxado. Então, na próxima relação, avalie melhor os aspectos mais relevantes antes de tomar um passo maior. Neste momento, você precisa saber se você ainda ama o Francisco ou não sente mais nada por ele. Sente atração física por ele? Sente vontade de estar com ele? Aproveite também para se avaliar melhor, saber quem você é, suas reais necessidades, desejos e projetos futuros. Assim fica mais fácil saber o que quer e o melhor para você. Boa-sorte.
5 de janeiro de 2012 15:41Deve.
5 de janeiro de 2012 15:54bjs
deb
Honey....acabei de fazer um blog em que conto meus dilemas sobre minha dolorosa separação. entra lá, leia minhas experiências (ainda postei pouco ta), mas poderemos nos comunicar e trocar experiências. O nome é existe vida após o divórcio! aqui no blogspot. Te espero lá.....beijos
5 de janeiro de 2012 21:49Leia todas as respostas. Se no final delas você achar que todas estão erradas então é porque no fundo você não quer se divorciar. (Todas as que eu li até agora falam a favor do divórcio) Mas se leu e achou ótimo o que leu, é porque realmente quer.
6 de janeiro de 2012 05:34Pelo seu texto parece que você deveria ter se divorciado já há algum tempo.
Inês....li sua história e um filme se passou pela minha cabeça, ele se chamava MEU PASSADO. Meu ex marido era exatamente como o seu. E como é difícil vc precisar de um porto seguro e não ter não é? E vc...exatamente como eu: se doando, tentando tentando e tentando. Vou te falar uma coisa que vc já sabe: é muito difícil viver assim, mas por outro lado, o divórcio tb é mto difícil. Sabe hj, depois que td se passou...posso te dar um conselho (que se fosse bom a gente não dava né!). Para vc conseguir tomar uma decisão certa, se afaste do Duarte, pelo menos uns 2 meses. Converse com ele, esclareça que vc precisa ficar, digamos, mais neutra pra pensar bem, para que não tenha influência entende? Tenha uma conversa bem franca com seu marido (mais não conte do Duarte, o q os olhos não veem...) esclareça bem seus sentimentos, se abra de verdade, e se ele te merecer, se ele ainda te amar, ele vai lutar por vcs, ele tentará te reconquistar. Pq vou te dizer amiga...a separação é mto dolorosa, mto mesmo, vc tem que lutar com todas as suas armas antes de desistir. E se ele conseguir te reconquistar, vc já sabe o que fazer!
6 de janeiro de 2012 10:12Espero poder te ajudar...
bom dia pra vc!
Inês, você sabe o que é Coaching Afetivo ? Desenvolvo um trabalho exatamente focado nestas questões.
6 de janeiro de 2012 19:32Se desejar, veja mais em meu blog www.coachingafetivo.blogspot.com
Estou à disposição se desejar fazer contato, através do e-mail bom-conselho@hotmail.com
oi eu tambem quero me separar do meu marido mas eu acho que vc deve se separar por que eu tbm estou tentando mas falta coragem pois tenhu um filho de um ano e que é muito apegado ao pai mas não da mais nós parecemos dois amigoe também ja passei por coisas horriveis mas ele nunca esteve comigo
13 de janeiro de 2012 10:22Mendigar atenção do próprio marido é frustrante. Já q não tem filhos, separe logo e refaça sua vida. Bjs
27 de maio de 2012 00:36Postar um comentário