A herança da França e outras histórias

Três dias longe da civilização, da internet, só bebendo muita cerveja, à beira da piscina, ouvindo meus primos falando besteira e tendo alucinações com tatus gigantes, eis-me de volta! Posto um textinho que fiz na semana passada, antes de viajar. Não postado antes por pura falta de tempo.

beijos e boa semana!

Débora - A Descasada

Sábado de manhã, após minha primeira noite na minha velha nova casa, saí para caminhar com minha mãe e seus dois cachorros – o que exige mais braço que um treino de cinco horas de aikido. Conforme ia revendo meu antigo bairro, minha mãe ia contando as histórias das pessoas que ali viveram ou ainda vivem. “Tá vendo aquela casa ali? Então, a dona dela...”. Nessas, ela me contou várias histórias interessantes de mulheres que ela conheceu ao longo dos 30 anos que meus pais vivem ali. Divido com vocês as duas que mais me chamaram a atenção.

A primeira é a da mulher que um belo dia surtou, largou marido e filho, e foi viver na França. Ficou lá uns dois ou três anos e viveu uma grande paixão com um francês. Depois de um tempo nessa vida de fuga, decidiu voltar e tentar reconquistar marido e filho. Eles a receberam de volta e ela tocou a vida. Alguns anos depois, recebeu uma carta da França informando-a de que sua paixão francesa tinha morrido e deixado sua casa de herança para ela. Como ela nunca tinha contado nada do que se passara na França ao marido, deu um jeito de contornar a situação e recusou a herança. Anos depois ela se mudou para o interior para cuidar da mãe doente. A última notícia que mamãe teve foi a de que ela morreu logo após a morte da mãe.

A outra é mais triste. Uma japonesinha discreta e tímida já nem falava com o marido fazia anos. Nesse período de silêncio, arranjou um amante, também casado. Viveu anos com essa história paralela até que um dia o amante adoeceu. E ela não podia visitá-lo, nem sequer saber dele. Quando ele morreu, ela ficou arrasada porque não pôde se despedir. A agonia dela era tanta que acabou desabafando com a minha mãe, que ela mal conhecia, porque precisava colocar aquilo para fora.

Fiquei pensando o quão misteriosa pode ser a vida de uma pessoa que a gente vê saindo de casa logo cedo, para trabalhar, imaginando que a rotina dela é só um eterno ir e vir para casa. Quantos segredos, aventuras, mistérios e sentimentos podem conter o coração de pacatas mulheres suburbanas como essas duas?

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Sobre chacretes e mulheres-objeto


Aproveitei o feriado para ir ao cinema e ver Alô, Alô, Terezinha!, documentário de Nelson Hoineff sobre o Chacrinha. Estava curiosa para ver o filme, do qual nem gostei muito: achei superficial e pouco informativo, vale mais pelas imagens da época em que o apresentador fazia sucesso e pela bizarrice que eram os shows de calouros e apresentações musicais na tevê. Agora, se teve alguma coisa que me tocou na fita, foram as entrevistas com as chacretes. Aquelas que foram ouvidas pelo diretor devem ter lá os seus 50, 60 anos, não menos. Mas, até hoje, vivem presas à imagem de gostosas, ao estereótipo de mulher-objeto.

Eu não tenho nada contra o fato de uma mulher se achar gostosa. A gente tem que se achar mesmo, se amar! E isso inclui o corpo, por que não? Somos forma e conteúdo sim. A questão é que o tempo passa. E ninguém terá 20 anos para sempre. Assim, ver a ex-chacrete Índia Potira, hoje uma senhora fora de forma, rindo e dançando para as câmeras sem roupa, só com alguns acessórios, dentro de uma fonte de uma cidade do interior, achando que ainda é a boazuda de outrora, me pareceu uma cena bem deprimente.

Índia Potira, você não precisava dessa apelação. Imagino que, ao longo dos anos, tenha feito muita coisa boa, vivido, experimentado, trabalhado, viajado, casado, descasado, tido filho. Tudo bem se você não for mais jovem, quem disse que as mulheres não podem ser lindas na maturidade?


É triste, bem triste ver a máscara de mulher-objeto colada no rosto de uma senhora. Como se o passado fosse limitado à lembrança daquilo que um dia foi um corpo perfeito.

Isabela – A Divorciada

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Sobre o ter ou não ter

Outro dia, recebi a triste notícia que uma grande amiga havia se separado. A relação já durava quase uns dez anos, os dois tinham muito em comum, e ainda veio com um enteado super querido a tiracolo. Ela criou um laço com o menino, primeiros contatos na infância dele. Agora, o menino já é um adolescente e, tenho certeza, a separação não vai balançar a conexão entre os dois.

A novidade me lembrou de um papo nosso, coisa de um ano atrás, no qual ela falava sobre ter filhos. Durante muito tempo não pensou no assunto, aliás, protelou a decisão de sequer pensar na tema fraldas e afins o quanto pode. Na ocasião, com quase 40, vivia uma relação estável. À sua volta, todos os aspectos eram favoráveis para a vinda de um bebê. A surpresa foi que, mesmo assim, ela estava em dúvida. Será que desejava mesmo ter filhos? Se queria, já não tinha muito mais tempo, precisava resolver rápido e agir. O problema é que ela precisava de mais tempo.

Essa coisa de filhos deixa a gente sempre pensativa. Pensar no assunto é importante. Afinal, temos um relógio biológico e ele determina o nosso prazo. Por mais que sejamos independentes, donas dos nossos lindos narizes e auto-suficientes, quanto a isso, queridas, não tem papo, nem deixar para depois. Há que se ter em mente que, num determinado momento, seremos colocadas em xeque sobre esta questão.

Agora, tem uma coisa fundamental quando a encruzilhada chegar. Não cabe ao parceiro, família, convenções sociais, nem ao nosso ego decidir isso. Os três primeiros são fáceis de identificar. O quarto é que é um tanto quanto traiçoeiro. Quem nunca teve o sonho irresistível de ter um bebê que é a sua cara, o seu temperamento, e é lindo como o cara que você escolheu para partilhar essa experiência?

A cilada dessa situação é achar que é só isso. É só para cumprir tabela, fazer bonito na festa da família, gabaritar este item da agenda social e familiar, satisfazer a sua própria ideia de mulher perfeita, fértil, mãe, profissional, e por aí vai. Mulheres sem filhos não são menos mulheres. Algumas, acredito, fizeram um grande favor para si e para os filhos que não tiveram.

Sim, queridas, porque ser mãe é para o resto da vida. É amar alguém mais do que qualquer coisa no mundo, de forma incondicional, doadora e sincera. Nem todo o mundo está preparado para isso, ou sabe muito bem que o buraco é mais embaixo e não quer mesmo. O não ter é também uma forma de ser feliz.

Uma criança pode acontecer na vida de alguém. Assim como uma relação estável e ser mãe não são causa e consequência. Claro que ter filhos dentro de uma relação de amor, afeto, carinho, admiração e respeito é muito melhor. Mas, sejamos realistas, há mulheres com suas crias independentes, outras que recorreram a bancos de sêmem e vivem muito bem com seus rebentos e tantas outras que não tem filhos de sangue, mas puderam escolher os seus pela adoção. É sempre uma questão de escolha.

Acho curiosa a pressa de algumas mulheres - e até de alguns homens - em colocar os filhos no mesmo balaio das decisões sociais mais bestas. Algo como receber um convite para uma festa e decidir a melhor roupa. Coisas como "quero ter filhos antes dos 30" ou "já estarei muito velha para ser mãe depois dos 35. Quando ele for adolescente, já terei passado dos 50, o que vou aproveitar?" são algumas das bobagens que já ouvi e, o que mais me assusta, de meninas muito mais novas.

Pensar no assunto é ter a sensibilidade de tomar a decisão na hora certa, sem precipitações, nem quando já é tarde demais, o que pode ser muito doloroso. E a tal hora certa é quando ser mãe vira uma vontade sua, genuína, de ter alguém ao seu lado que, um dia, vai sair debaixo da sua asa para seguir o próprio rumo.

Giovana - A Solteira

PS: a foto é uma provocação, pra deixar todo o mundo pensativo.... :O)

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Um homem chamado Maria


Essa semana terminei a leitura de Um Homem Chamado Maria, biografia do compositor, cronista e jornalista pernambucano Antônio Maria, uma figuraça que fez carreira no Rio de Janeiro. Escrito por Joaquim Ferreira dos Santos, o livro conta um pouco da vida boêmia de Maria nos anos 50, seu trabalho, seus amores (incluindo o relacionamento com a Danuza Leão), suas tiradas. Essas últimas, aliás, constituem a parte mais saborosa da obra. Tanto que, antes de guardar o título na estante, quis dividir algumas das ótimas máximas do biografado com vocês. Lá vai:

“A noite é uma criança”. (Sim, essa frase é dele)

“Nenhuma emoção é mais forte que a de entrar no quarto da amante que dorme. Sentir-lhe o cheiro e o calor no ar do quarto”.


“Só se ama uma mulher quando lhe tememos a pele e o cheiro”.

“O homem só tem duas missões importantes: amar e escrever à máquina. Escrever com os dois dedos e amar com a vida inteira”.

“Se me encontrar dormindo, deixe. Morto, acorde-me”.

“Taí, é o pior que eu posso fazer”. (Para um chefe, ao entregar um texto que já havia sido refeito várias vezes)

Beijos,

Isabela - A Divorciada

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A loira da Uniban


O assunto bombou na internet ontem. Uma aluna de 20 anos, do curso de Turismo da Universidade Bandeirantes (Uniban), campus de São Bernardo do Campo, na Grande São Paulo, foi hostilizada quando tentava assistir aula na quinta-feira da semana passada. A moça, que é loira, usava um vestido curtinho, cor de rosa.

Por isso, foi xingada por estudantes de toda a instituição, que tomaram o prédio da faculdade para vaiar e gritar expressões como “Putaaaa Pu-taaa, Puta-aaa!” ou “Vamos estuprar!”. Isso com direito a tentativas de invasão da sala onde a moça, que teve que ir embora escoltada por policiais e usando um jaleco, se encontrava. Quer mais? Um grupo de meninas (exatamente, meninas) chegou a entrar no banheiro feminino quando a loira estava lá, na tentativa de convencê-la a vestir uma calça.

Passada diante da barbárie, só consegui lembrar de uma pessoa: um trabalhador rural de mais de 70 anos da cidade de Ribeirão, interior de Pernambuco, que conheci quando fazia um trabalho para a faculdade, chamado Manuel Jacinto. Em meio a um debate com várias mulheres sobre se aquelas que usam roupas curtas se arriscam a ouvir gracejos por isso, ele refletiu:

“Na Praça de Catende existe um canteiro de rosas muito bonito. Elas são lindas, a natureza é bela, mas isso não me dá o direito de chegar lá e arrancar uma rosa. Se uma mulher muito bonita está de roupa curta eu tenho que respeitar, não tenho o direito de mexer com ela”.

Saudades de você, seu Manuel.

Bom final de semana e beijos,

Isabela – A Divorciada

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No bar, não

Já tinha acontecido comigo uma vez. Há duas semanas, fui encontrar um casal de amigos num bar, nos Jardins. Cheguei uns 15 minutos antes deles e, assim como da outra vez, fiquei esse tempo sendo vista como um ser exótico no meio daquele ambiente. É nessas horas que a feminista da sétima série grita: como assim? Uma mulher não pode ficar sozinha num bar sem ser alvo de olhares tortos/curiosos? Só aos homens é permitido esse direito?

Gosto da minha própria companhia. E já fui até para show no Morumbi sozinha, numa boa. Mas, no bar, não dá. Nunca me senti confortável em seguir um script que funciona mais ou menos assim: você chega ao local e, não demora muito, passa a ser olhada com aquela expressão de questionamento, um certo ar de dúvida. Um jeito de perguntar, sem palavras, "não vai chegar mais ninguém?" ou "ela está desacompanhada mesmo?". Cardápio na mão, você pede alguma coisa para beber enquanto espera a sua companhia. No meu caso, quase sempre Coca Zero ou caipirinha de saquê. E a dúvida continua: "E agora, o que a mocinha solitária vai fazer, subir na mesa e tirar a roupa?", "Escolher um alvo e começar a flertar com alguém?".

Não estamos falando aqui de etapas da paquera. É machismo mesmo. Para muitos homens, uma mulher sozinha num bar não pode ser alguém que está esperando os amigos ou simplesmente a fim de relaxar, esquecer da vida enquanto bebe alguma coisa. Como fazem os meninos todo dia, toda hora, em qualquer lugar. E sem olhares silenciosos que dizem "no bar, não" para atrapalhar.


Isabela - A Divorciada

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Parabéns!!!

Belíssima, querida, seu aniversário está acabando. Mas ainda está em tempo de lhe desejar muuuuitas felicidades!!!

Feliz 3.2 para a nossa Divorciada!!

I love you!

beijocas

Dedé - A Dedéscasada

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O Perdão

Perdoar é um troço bem difícil. A gente diz que perdoa, mas o coração segue apertado. Sinal de que não perdoou coisa alguma. Ao longo das últimas semanas, não por acaso após o meu retiro aikidoístisco, meu coração ficou leve. E aí eu me dei conta que finalmente eu perdoei. Perdoei dois homens que foram super importantes para mim neste ano. Um por ter me abandonado. E o outro por não ter me acolhido. Perdoar tem a ver com aceitar. Aceitar a nossa sorte, o que nos é dado e o que nos é retirado. E taí um discurso que é lindo de se fazer: "aceite a vida como ela é". Mas difícil à beça de praticar. Aceitar a rejeição, a negação, o abandono, aceitar aquilo que vai contra o que a gente quer é coisa de mestre. E eu ainda sou aprendiz. Então apanhei um bocado e sofri mais um tanto até que o perdão surgisse de forma natural. Não adianta dizer "eu perdoei" quando lá dentro da gente a dor nos faz meio amarguinhos.

Me lembro até hoje do dia em que perdoei meu pai. Perdoei por ele ser tão nervoso, tão atacado, tão pouco carinhoso, tão difícil de lidar. Eu tinha uns 20 e poucos anos e estava na terapia fazia um ano. Um dia, depois de muito trabalhar a questão com Pedrão, o "sicólogo", eu olhei para ele lá estrebuchando de tão nervoso e pensei: ah, ele tem muitas razões para ser assim. E quer saber? É o pai que tenho. Não é perfeito, mas me ama à maneira dele. Depois disso, nossa relação mudou muito. Claro que ainda tenho vergonha de quando ele grita com as pessoas sem necessidade. Mas depois de aceitar, perdoei. E passei a viver pacificamente com a questão.

Mas o grande lance do perdão, a parte mais difícil, é perdoar a si próprio. Enquanto a gente acha que fez tudo errado e carrega a culpa do mundo nas costas, fica complicado se perdoar. Quando a gente percebe que fez tudo o que queria e seguiu o coração, não há mais culpa nem dor. Só a imensa alegria de se sentir demasiado humano. E saber que o amar, o sofrer e o perdoar faz parte do pacote "vida" que nos entregaram logo após o primeiro grito na maternidade.

Eu não sou católica. Curto uns santos, umas preces, e levo uns leros com o Todo Poderoso. Mas acho que perdoar nada tem a ver com religião. E a gente tende a entender o perdão com aquela visão de Jesus Cristo todo perfurado, com uma coroa de espinhos, apanhando pacas e sendo humilhado - e "perdoando a todos" por tudo aquilo. Esse tipo de perdão - com o perdão dos católicos - é quase um masoquismo. Para mim, perdoar tem a ver com viver, experimentar, se entregar, se doar. Tem a ver com sentir raiva, mágoa, tristeza. Tem a ver com ser humano, e não santo. Perdoar é um ato de humanidade, integridade e de maturidade. Mas não tenha pressa. O perdão vem com o tempo. E quando ele aparece, é uma sensação de paz indescritível.

Débora - A Descasada

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Com vocês, Nivaldo

Nivaldo não é só meu amigo. É meu guru e tarólogo predileto, o homem que disse que eu me casaria duas vezes antes mesmo que eu ficasse noiva pela primeira vez. Aliás, lembro muito bem das palavras dele: “Ai que chique que eu vou ter uma amiga divorciada! Divorciada que nem a Madonna”. Vocês acreditam? Isso para não dizer que o moço é um dos homens mais cultos, engraçados e espirituosos que eu conheço, a melhor companhia do mundo para ver Os Normais madrugada afora, morrendo de rir da vida e, principalmente, das pessoas ridículas que a gente encontra pelo caminho.

Por tudo isso, e muito mais, eu divido Nivaldo aqui com vocês. E indico, com tanto o carinho, o blog do meu queridão. Divirtam-se com ele.

Niva, saudades de você. Sempre. Beijão e arrasa por aí,

Isabela – A Divorciada (Ou simplesmente Bela, a sua divorciada predileta, hahaha!!!!)

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Não existe viúva triste

Ela tem 85 anos e é francesa, mas vive em São Paulo. Até hoje, dá aulas do seu idioma natal para brasileiros, inclusive para um amigo meu. Nas horas vagas, faz desenhos e pinta quadros eróticos (não é o máximo?). Ultimamente, tem se dedicado ainda a cuidar do marido doente, que anda lá meio chato, ranzinza. Quando perguntada se não falta paciência para cuidar de um velhinho tão mal humorado, ela responde:

"Imagina, o que ele não sabe é que não existe viúva triste".

Mal posso esperar para conhecer essa senhora.

Bom fim de semana!

Isabela - A Divorciada

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Pra não dizer que eu não falei das flores


“A gente namorou dois anos e ele nunca me deu uma flor. E isso vai gerando uma expectativa.... Não tem jeito: toda mulher espera ganhar flores”. Foi de uma bêbada que eu ouvi a frase acima, numa mesa de bar. E quem disse que os bêbados não falam coisas muito sábias? Naquele desabafo alcoólico, ela resumiu uma questão sobre a qual muitas de nós já devemos ter pensado um dia: a gente quer sim ganhar rosas, gérberas, orquídeas, margaridas. A gente espera, a gente precisa.

Não importa quão lindo, fofo, gostoso, inteligente e gentil ele seja: se não der flores, deixará uma lacuna insuperável nos arquivos amorosos do coração da gente. Uma falha que nunca, jamais será esquecida. Sem falar que nada pode ser mais sexy do que o homem que a gente ama trazendo nas mãos um buquê para nos entregar.

O 3x30 defende o romantismo nos relacionamentos. E dá a dica: meninos, arrasem dando flores para as suas amadas. Que a gente merece.

Beijos,

Isabela – A Divorciada

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E o prêmio é...

...sim, ontem nós anunciamos a promoção mas não contamos o prêmio. Então, aí vai:

- Para o primeiro lugar, um kit com cinco itens da Biodolce + um livro do selo Essência, da editora Planeta.

- Para o segundo lugar, um kit com três livros da Essência.

- Para o terceiro lugar, um kit com dois livros da Essência.

E a parte mais legal é que os ganhadores que escolherão o que vão ganhar. O primeiro lugar vai escolher quais itens quer da Biodolce e qual livro deseja ganhar da Essência. O mesmo vale para o segundo e o terceiro lugar.

Outra informação importante: os textos devem ser enviados até dia 12 de novembro. O resultado sai no dia 19 de novembro.

beijos das 3!

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Sua vida em 365 dias

O nosso blog faz um ano de vida hoje!

Quanta coisa acontece em um ano? Quanta coisa aconteceu nas nossas três vidas nesse um ano...A Isabela, por exemplo, começou esse blog durante uma fase de redescoberta. Tinha superado a separação, que aconteceu no começo de 2008, se recuperado de uma queda na rua que lhe custou uma vértebra, viveu uma fase de muita paquera, e virou o ano num chamego que se transformou em namoro. Já ao lado de seu Guarda Belo, virou mestra em comunicação pela PUC e foi conhecer a Itália - sonho de infância!

Já a Giovana tinha recém-chegado a São Paulo quando inauguramos a nossa casinha virtual. Nesse último ano, se adaptou à nova cidade e virou uma workaholic de uma multionacional do ramo dos energéticos. Nossa 3x30 mais rodada (pelo mundo), ela foi até Barcelona viver algumas aventuras, passou pela Áustria e deu um pulinho em Los Angeles. Virou tia do Pedrinho. Descobriu algumas coisas sobre si própria e resolveu que quer levar uma vida mais leve ao longo do próximo ano.

E eu, bem, eu fui a que mais viu a vida rodar nos últimos 365 dias. Comecei o blog como a Casada. Hoje sou a Descasada. Vivi a decepção de um casamento que não deu certo. E, em seguida, a de uma paixão arrebatadora, que também não deu certo. Em meio a tanta frustração, mudei de bairro, de casa, de vida. Resolvi comprar um carro para ficar mais independente. E resolvi voltar para a casa dos meus pais para ficar mais dependente. Tentei montar um negócio que não deu certo. E uma parceria que tem caminhado. Me firmei como frila em tempo integral. E virei tia da Marinoca! Ah, sim, e no finzinho do ano passado, antes dessa turbulência toda, peguei a minha faixa verde do aikido, uma baita conquista. E descobri, em cada um desses dias, que tenho a sorte de ter os melhores amigos do mundo.

E você? O que te aconteceu de especial ao longo do último ano? Para marcar nosso um ano de vida, lançamos hoje a promoção "Sua vida em 365 dias".

Os três melhores textos serão publicados e premiados com um kit de cosméticos e livros. Pó-começá-a-mandá! Ah, sim, e não se acanhe com o texto. Se preferir, nós reescreveremos sua história. Você pode até escolher qual de nós três você quer que a reescreva.

Mande para o 3xtrinta@gmail.com

Ao longo do mês teremos mais novidades e uma comemoração!! Aguardem!

Beijos e ótimo começo de semana e...de mais 365 dias!

Débora - A Descasada

Regulamento

PROMOÇÃO SUA VIDA EM 365 DIAS

1)Sobre a promoção

1.1 A Promoção “Sua vida em 365 dias”, do blog 3x30 – Solteira, Casada, Divorciada, irá premiar os autores dos três melhores textos em resposta à pergunta: E você? O que te aconteceu de especial ao longo do último ano?

1.2 A Promoção terá início no dia 19 de outubro de 2009, com prazo final no dia 12 de novembro de 2009, às 23h. Para participar, é necessário que os interessados enviem suas histórias para o e-mail: 3xtrinta@gmail.com.

2)Critério de Participação2.1. Para participar, os interessados deverão: (i) acessar o site 3x30 – Solteira, Casada, Divorciada; (ii) clicar no link do regulamento; (iii) ler o regulamento; e (iv) enviar para o e-mail 3xtrinta@gmail.com um texto que responda a pergunta: “E você? O que te aconteceu de especial ao longo do último ano?” Os autores dos três melhores textos serão premiados segundo os critérios do item 3.1.4.

3) Critério de Premiação3.1. A Promoção consiste na premiação dos participantes que, segundo critérios subjetivos de análise das autoras do site 3x30 – Solteira, Casada, Divorciada, enviarem os textos mais criativos em resposta à pergunta da promoção. Neste sentido, e sob absoluta discricionariedade das autoras do site 3x30 – Solteira, Casada, Divorciada, serão consideradas a originalidade e criatividade das frases enviadas.

3.1.1. A escolha competirá às autoras do blog 3x30 – Solteira, Casada, Divorciada, a seu exclusivo critério, não cabendo qualquer recurso.

3.1.2. No caso de serem enviados textos idênticos por diferentes participantes e este for um dos textos escolhidos pelas autoras, fica certo que se considerará para premiação a resposta que primeiro tiver sido enviada para o e-mail 3xtrinta@gmail.com, desclassificando, assim, a resposta encaminhada pelo segundo participante.

3.1.3. Os participantes e o ganhador desta Promoção declaram, desde já, serem os autores das respostas enviadas, não tendo cometido plágio ou qualquer outra forma de apropriação autoral vedada pela lei.3.1.

4) Os autores dos três textos mais criativos serão premiados da seguinte forma:

Primeiro lugar: um kit Biodolce com 05 (cinco) itens da marca e (um) livro do selo Essência, da Editora Planeta. O autor do texto premiado em primeiro lugar poderá escolher quais serão os 05 (cinco) produtos da marca Biodolce que farão parte do seu kit. Caberá também ao autor do texto premiado em primeiro lugar escolher o livro do selo Essência, da Editora Planeta, que fará parte de seu prêmio.

Segundo lugar: 03 (três) livros do selo Essência, da Editora Planeta, a serem escolhidos pelo autor do texto premiado em segundo lugar.

Terceiro lugar: 02 (dois) livros do selo Essência, da Editora Planeta, a serem escolhidos pelo autor do texto premiado em terceiro lugar.

3.1.5. Na hipótese de um dos vencedores virem a ser desclassificados ou perderem o direito a receber a premiação por qualquer motivo, as autoras do 3x30 – Solteira, Casada, Divorciada poderão premiar a seu exclusivo critério, a resposta que, de maneira subseqüente, melhor se adequaria aos seus critérios de eleição de vencedor.

3.1.6 O prêmio é pessoal e intransferível, não sendo, ainda, permitida a troca do prêmio por dinheiro ou por qualquer outro produto.

4. Da Entrega dos Prêmios4.1. Os vencedores da Promoção farão jus ao recebimento dos prêmios acima elencados e conforme estipulado no item 3.1.4. supra.

4.2. Os nomes dos vencedores da Promoção serão divulgados no blog 3x30 – Solteira, Casada, Divorciada (3xtrinta.blogspot.com) no dia 19 de novembro de 2009.

4.3. As autoras do blog 3x30 – Solteira,Casada, Divorciada irão encaminhar um e-mail para o endereço eletrônico informado pelo autor do texto, avisando-o de sua premiação.

4.3.1. Caso qualquer informação fornecida pelo vencedor esteja incorreta, imprecisa ou incompleta, impossibilitando ou prejudicando, por qualquer motivo, a premiação, as autoras do blog 3x30 – Solteira, Casada, Divorciada se reservam o direito de desclassificar tal vencedor, que automaticamente perderá o direito ao prêmio

4.4. Os prêmios descritos no item 3.1.4 serão entregues conforme abaixo:

Kit Biodolce: a entrega será feita pela própria Biodolce, no endereço residencial ou comercial indicado pelo vencedor do prêmio.

Livros do selo Essência, Editora Planeta: a entrega dos livros será feita pela própria Editora Planeta, no endereço residencial ou comercial indicado pelo vencedor do prêmio.

Caso a entrega de qualquer um dos prêmios não se realize por informações incorretas de endereço, uma nova tentativa de contato com o vencedor será feita. Ocorrendo novamente o retorno do prêmio por impossibilidade de localizar o vencedor, o prêmio será devolvido aos fornecedores.

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Por favor, gato, não!

Dica de blog para o fim de semana. No Por favor, gato, não!, as quase trintonas falam sobre tudo o que um homem deve evitar fazer - sobretudo nos primeiros encontros.

Bom fim de semana!

beijos

Débora - A Descasada

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Os cadeados de Florença


Érica estava decidida a virar a página. Muitas desilusões amorosas depois, ela resolveu cuidar de si, parar de encanar com essa história de ter que achar o homem perfeito nos próximos cinco minutos. A viagem para a Itália, para uma temporada de alguns meses de cursos, seria um marco desse processo. No voo de ida, ela conheceu um médico chamado Jefferson. Até trocaram e-mails e telefones, mas não se viram no país da bota.

Quando esteve em Florença, um detalhe da Ponte Vechio, a mais famosa da cidade, chamou sua atenção. Érica gostou de ver os cadeados que turistas e italianos penduram num monumento da ponte, para pedir sorte no amor. Só achou graça dos modelos maiores colocados naquele lugar, talvez pelos mais apressados em encontrar alguém: “Que tipo de gente deixa um negócio desses aqui?”, pensou ela diante do maior deles.

Fim da viagem, de volta ao Brasil, ela reencontra o médico do avião. Por acaso, na rua, em Santo André. Papo vai, papo vem, alguns encontros depois, começaram a namorar. Na hora de mostrar os álbuns da Itália, uma surpresa: o cadeado mais bizarro de todos era de Jefferson, hoje marido de Érica.

Moral da história? Quando um dia passar por Florença, não ache graça dos cadeados deixados na Ponte Vechio: pode ser alguém pedindo para se apaixonar por você.

Isabela – A Divorciada

PS: Na foto acima, feita pela Adri, minha companheira de viagem na Itália e irmã da Érica, um dos cadeados da Ponte Vechio. Que Emma e Jimmy, o casal desconhecido da peça em questão, estejam juntos e felizes. Érica e Jefferson, cubram-se de glórias, adorei a história de vocês. Beijos!!!!!

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Homem é tudo bundão

Não sou eu que estou dizendo. É meu amigo Casado que assina o texto abaixo. Não que eu não concorde. Mas nada como uma pessoa com conhecimento de causa para dizer sobre o tema. Estávamos batendo papo pelo msn sobre relacionamentos quando ele me solta essa frase. Aí eu disse: opa, desenrole! E ele pariu esse texto em poucos minutos. Bem-vindo, amigo!

Débora - A Descasada

ps: Eu andei meio sumida porque fui para um retiro. Passei três dias treinando aikido, kendo e meditando dentro de um convento que fica nos arredores de São Paulo. Foi uma experiência maravilhosa que vale um post. Mas como ainda estou absorvendo tudo o que passei lá, fica para depois essa reflexão.

"Minhas amigas vibram quando eu digo que homem é tudo bundão. Perceba que estou correndo risco de levar uma surra de qualquer um dos meus amigos por escrever isso. Mas cara, essa é a mais pura e triste verdade. Homem, embora queira sempre parecer O Comendor, O Cara Perigoso e tudo mais, na real, é apenas uma criancinha chorona. Ok, uma criancinha que quer transar com qualquer mulher que aparece na frente. Mas, no fim das contas, a gente não cresceu ainda. A gente é bundão.

O primeiro ponto que vocês mulheres devem observar no homem é o problema com o compromisso. Não é que a gente não quer casar, não quer namorar, nada disso. Essas coisas são até legais, principalmente porque alguém precisa tomar conta da gente. O que homem não quer é comer uma só mulher. Sabe por que? Mostre dois carrinhos de controle remoto pra uma criança. Não tem essa história de 'só pode escolher um'. Ela não consegue. A cor de um é mais bacana, mas o outro tem um desenho mais legal, um controle tem um adesivo mais bacana...eventualmente, o moleque vai escolher um deles e começar a brincar. Espere até outro menino aparecer e brincar com o carrinho que ele tinha deixado pra trás. Sabe o que acontece? Treta. Menino 1 (o que escolheu um carro) e o Menino 2 (que pegou a sobra) vão sair na mão, porque o 1 acha que tem direito sobre todos os carrinhos, já que ele chegou primeiro. Releia este parágrafo mais uma vez. Isso, eu estava fazendo uma metáfora sobre homens pegando minas. Casar não é o problema. O problema é brincar com um só carrinho para resto da vida.

E isso, minhas amigas, é o primeiro sinal de como homem é bundão. O desgraçado não consegue crescer e entender que você precisa fazer escolhas. Ele não quer escolher, ele quer ir levando a vida e pronto. Isso tem um nome: coisa de bundão. Vamos para o segundo ponto. Homem não consegue tomar conta de porra nenhuma, a não ser do carro. Homens casados não tem ideia do que se deve comprar no supermercado, na maioria das vezes não sabem que é necessário limpar a casa mais que uma vez por semana e acham que papel higiênico nasce no banheiro. Cara, pergunte para qualquer puto como se passa uma camisa? Adivinha? Ele não sabe. Ou o desgraçado descola uma mina pra tomar conta dessas porras, ou paga uma empregada. E ainda tem o mais desprezível de todos, que é o cara que não sai da casa da mãe. Resumindo tudo isso: um adulto que não consegue tomar conta das próprias cuecas só pode ser bundão.

A pior parte, na real, é quando um sujeito desse (95% dos rapazes quevocê encontra por aí) resolve casar. Perceba que ele não sabe se cuidar, precisa de atenção e ainda quer comer todas as suas amigas. Mesmo assim, ele precisa de você. É sério. Ele quer tudo de você, quer também tudo de todas as outras mulheres em volta. Mas, sem você, o cara não consegue viver. E não ache ele vai entender direito quando você disser que não aguenta mais. Quando você der o pé, seu homem vai ficar mal, vai chorar e procurar a primeira mulher que possa dar tooooda a atenção que ele precisa – porque é assim que ele sobrevive. Não preciso dizer como isso é coisa de bundão, né?

Duas pessoas podem viver juntas por muito tempo, completamente infelizes. O homem não vai ligar. Dá pra abstrair com futebol, balada com os amigos e putaria. Só de pensar em separar, o homem pensa em voltar a ser criança e ir morar com a mãe. Dá um puta trabalho, dividir grana, apartamento e todas essas coisas. Ele só faz isso se já tiver outra mulher, que já está cuidando dele. Então, pra quem sobra o trabalho pesado, o lance todo de ser feliz? Pra mulher. É por isso que na maior parte das vezes, o pé na bunda é feminino. Ela larga e pronto. Vai cuidar das suas coisas, porque já está de saco cheio de cuidar das coisas do cara. E aí ela vai chorar, vai achar que não vale nada, tudo porque não tem mais ninguém pra tomar conta. Loucura, não? Mas na maioria dos casos, é assim mesmo. No final das contas, acho que falta um pouco de auto-estima para as moças. É isso que faz com que os homens possam ser bundões impunemente. Na hora que as minas perceberem que elas é que mandam de verdade (sim, elas mandam. Desculpe, pequenos machos chorões), aí o pau vai comer. O mínimo que você vai ter que fazer pra manter uma namorada é aprender a fazer crochê."

O Casado

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Cantadas por apenas 1,99

Primeira cena foi numa loja de departamentos em Barcelona. O motivo passou reto pela seção de lingeries, perfumes, cosméticos, entre outras coisas que esvaziam a cabeça e fazem a alegria das consumistas sem culpa no cartório. A razão era prática e nada charmosa: comprar um carregador para o laptop que voou quase 10 mil quilômetros e já estava ficando sem bateria.

Sim, tive a capacidade de botar o computador na mochila e deixar o carregador em casa. Sem comentários. Um daqueles carregadores universais não saía por menos de 40 euros. "Muito caro! Onde consigo um mais barato?" disse. "Brasileña?" rebateu o vendedor, fazendo cara de galãzinho. Me senti tão exótica quanto um mamão papaia no Alasca.

O sujeito até que tinha seu charme, mas chamava a atenção o uniforme terno e gravata na tal loja de departamentos. A proposta era ser chique, mas em mim provocava umas ondas de riso que controlei a duras penas. Diante da pergunta que acrescentava nada, respondi apenas que sim.

Em seguida, saquei o mapa da cidade e pedi para que ele me mostrasse onde ficava alguma loja especializada em equipamentos eletrônicos. Quem sabe lá eu não seria assaltada por causa de um simples carregador. Meu cabelo estava molhado, amarrado num coque ordinário que desabou em 15 minutos. "Humm, pelo largo...", comentou o rapaz, depois de me ensinar o caminho das pedras rumo a tal loja. Na hora, imaginei o sujeito me vendo como uma égua galopante, de pêlos esvoaçantes, e sabe Deus mais (ou menos) o quê. Égua, brasileira, de cabelão?!? Enfim, ri, agradeci e caí fora.

*****
Seguindo a máxima "economia pouca é bobagem", celular desligado durante as férias é uma boa prática. Se precisava ligar para o Brasil, ia de telefone público e cartão telefônico. Numa das compras, sempre na banca de jornal mais próxima, pedi para o tiozinho da tienda com meu espanhol mediano que me gustaría una tarjeta telefónica. Réplica na bucha: "Para llamar a Brasil?" Inocente, perguntei como ele sabia. O coroa deu aquele sorrisinho cafa de canto de boca, e fez com a mão um gesto como quem diz "eu sei só de escutar".

Não feliz em tirar essa onda de cara, deixou para me passar aquele caixote bem na hora do pagamento. Dei o dinheiro com uma mão, e fui com a outra pegar o cartão da mão dele. O cartão deveria seguir o seu destino sem escalas, certo? Errado! O tiozinho deu aquela puxadinha, igual fazia aquele seu tio mala quando você queria uma coisa e ele não te entregava de primeira, sabe? Como já passei dos 30, minha tolerância é zero com isso. Então, pedi meu dinheiro de volta.

Ao entregar o cartão, me disse: "Você tem lábios lindos". Enfim, caí fora, e as gargalhadas.

Giovana - A Solteira

PS: comprei o carregador universal, que era incompatível com o laptop. Devolveram meu dinheiro, mesmo preço da primeira loja. Carregador universal? Só se for de outra galáxia.

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Que tipo de avó você quer ser?


Eu sei, 12 de outubro é Dia da Criança. Aliás, beijos para todos os babies fofos que eu conheço, para os filhos dos amigos, para os sobrinhos das minhas companheiras Solteira e Descasada. Acontece que me deu vontade de refletir sobre o extremo da infância, falar sobre o trabalho de uma artista plástica japonesa muito bacana chamada Miwa Yanagi, que eu descobri lá em Veneza, quando fui visitar a Bienal de Arte.

Miwa aborda a idade em seus trabalhos, discute passado e futuro, vida e morte, questiona como seremos amanhã. Única artista a expor no Pavilhão do Japão, na Bienal, apresentou fotografias gigantes de mulheres mais velhas ambientadas como guerreiras, expostas ao vento, descabeladas, enfrentando o mundo. São personagens chamadas por ela de “The Old Girl’s Troupe” (a trupe das garotas velhas, digamos assim). Em obras anteriores, a japonesa já lançou questões como “que tipo de avó você quer ser?”

Fiquei pensando na vida. E decidi que, diferentemente da menina tímida que fui, quero ser uma velhinha descolada, contadora de histórias, blogueira do 3x70 (que tal, parceiras? Hahaha!!!!), amiga das minhas netas. E com saúde para continuar viajando, claro. Que a Itália há de seguir linda quando a minha terceira idade chegar.

E você? Já sabe que tipo de avó (ou avô) quer ser?

Isabela – A Divorciada

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Comer pizza...


A frase acima foi vista numa pizzaria pequena (e muito gostosa) de Roma: Comer pizza é como fazer amor, cai bem a qualquer hora.

Verdade verdadeira, não é mesmo? Então boa pizza. E bom sexo pra todo mundo!

Beijos,

Isabela – A Divorciada

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Papo reto e sem pedágio

A "piriguete" escolheu aquele vestido que a saia parece cinto e o decote termina na Patagônia. De cabelo preso, tom preto azulado, recém pintado, ajeitou tudo num rabo-de-cavalo espanador. Chegou na festa e distribuiu senha pra todo o mundo, embora quisesse mesmo o cara de dois metros de altura, gringo que, encostado na parede e muito sossegado, esperava por outra.

Mas nada pode ser obstáculo pra ela, "piriguete" da night! Confiante nas pernas à mostra, e algo mais que qualquer movimento milimetricamente estudado permitisse, ela partiu para o ataque. Horas e horas pendulando ao redor do cara, até o próprio celular ela deu para o homem segurar. Não me perguntem o porquê dessa estratégia sem qualquer sentido. "Vou deixar aqui em cima, tá?", respondeu o gringo, aliás, inglês, daí a fleuma em qualquer situação.

Eis que chega a namorada do cara. "Piriguete" então lança mão dos outros caras que já estavam com a senha e esperavam a sua vez. A fila anda, né? Porém, sempre fazendo questão de deixar claro que desejava anexar à sua lista de conquistas o território além-mar de proporções continentais, o gringo.

No outro dia, o epílogo revelou-se ser melhor que a encomenda. "Piriguete", mesmo depois do fim da festa, ligou três vezes para o cara, que deixava o telefone berrar sozinho. Na terceira, a namorada atendeu. Disse, "querida, você pode parar de ligar, está atrapalhando".

Piriguete se fez de desentendida e, aí, a namorada fechou com chave de ouro: "Você passa a noite inteira dando em cima do cara que tá saindo comigo e ainda liga pra ele. Na boa, vai tomar no meio do seu fiofó. Ou melhor: é isso mesmo que você quer para estar ligando tanto, certo? Então, vai pra p... que te pariu e não enche mais o saco, combinado?"

E fez o que já deveria ter feito há horas, desligou o celular do sujeito. Depois, aproveitou bastante o dia amanhecer na praia, rindo em boa companhia da comédia alheia.

Giovana - A Solteira

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Foi aí que eu descobri


Não tem jeito: babar com os casais apaixonados protagonizando cenas românticas pelas ruas é parte de qualquer viagem para Veneza, na Itália. E eles estão por todos os lados. Principalmente na Praça São Marcos, à noite, quando os grupões de turistas vão embora. Mais vazio, o lugar se enche de música quando as orquestras dos cafés começam a tocar. E o clima fica mais leve, agradável, tranquilo.

Estava passeando na piazza quando vi os dois. Um casal de idosos, ambos magrinhos e com os cabelos completamente brancos, sorridentes, o tempo todo de mãos dadas. Lá pelas tantas, ao som de um tango, ele passou o braço pelo ombro dela. E a apertou forte, num gesto muito carinhoso. Foi aí que eu descobri: quando ficar velhinha, quero um homem que me aperte assim na hora em que a nossa música começar a tocar na Praça São Marcos, numa noite especial, lá em Veneza.

Isabela - A Divorciada

PS: Acima, uma foto de Veneza tirada da Torre do Campanário. Não lembra demais Recife? É verdade quando dizem que as duas têm muito em comum!!!! O mesmo climão, a mesma luz, a mesma brisa, aquele monte de água por todos os lados....

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Débora, a conselheira - parte II

Outro dia chego ao meu escritório e uma criatura de dez anos, uniforme escolar, aparelho nos dentes e óculos me sorri. Descubro que é a filha de um dos sócios do meu pai (trabalho no escritório dele). Simpática que sou, a convido para usar o outro PC da minha sala. Ela pergunta se pode terminar a lição de casa antes. Justo. Dez minutos depois, ela me reaparece com seu sorriso metálico. Senta ao meu lado e começa a me mostrar todos os sites de joguinhos de meninas que ela conhece. Saquei a Bianca na hora. Nasceu para ser princesa. Seu mundo é cor-de-rosa e seu príncipe é Zac Efron. Ela tenta me convencer de que ele é o homem mais lindo do mundo. Respondo que talvez ele seja o garoto mais lindinho da Disney. E que gosto de uns caras mais velhos. Ela fica inconformada. E me diz que ele já é homem, tanto que está apaixonado e casando.

Aí ela me faz uma série de perguntas:

- Você trabalha todo dia aqui sozinha? Você mora com seus pais? Você é separada??? Quantos anos você tem? Por que você separou? Não é chato trabalhar sozinha? Você tá com cara de sono...você não preferia estar lá fora fazendo outras coisas? Você quer assistir a um parto de cachorrinhos? Você joga Wii? Nossa! Você não faz nada de divertido, só trabalha? VOCÊ JÁ TEM 30 ANOS???

Respondo pacientemente cada pergunta. E deixo, à menina de dez anos, alguns dos meus sábios conselhos:

- Bianca, trabalhar não é opção. É obrigação. Mas ainda assim, eu gosto! Olha que coisa! Separei porque o amor acabou. Melhor que viver junto sem se amar, não? Adoro trabalhar sozinha, me concentro mais. Preferia estar fazendo outras coisas sim, mas não posso te contar o que seria se não seu pai briga comigo. Não jogo Wii, faço outros esportes. Na verdade, acho o Zac Efron feio. E deve ser veado. E se ele vai casar assim novinho, logo logo se separa. E, por fim, acho parto de cachorro desgusting! Algo mais? Ah, tava me esquecendo! Em 20 anos você também terá 30! Olha que bacana! A não ser que...

- A não ser o que?

- Que o mundo acabe mesmo em 2012.

Acho que o pai da Bianca marcou terapia para ela no dia seguinte.

Débora – A Descasada

ps: tô chique! Tô num blog da Época por causa do meu outro blóguis!! =)

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