quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Seu Dilema: Devo mudar de religião por ele?

Sou católica e gosto muito da minha religião. Rezo antes de dormir e vou para a missa todo domingo. Acontece que estou paquerando um evangélico. Ele é um homem bom, uma pessoa séria. Tem tudo a ver comigo, combina com o meu jeito, temos tudo a ver. Até a nossa idade é a mesma, 39 anos.

Tudo na paz, só que, se a nossa história for para a frente, sei que vou ter que abrir mão da minha fé. Ele é mais religioso do que eu, duvido que aceite deixar a igreja dele. Não tenho nada contra os evangélicos, nunca tive, mas fico pensando se vou me acostumar a abrir mão de algumas coisas, como as roupas mais abertas, por exemplo. Não que eu saia por aí de roupa curta, não faz o meu estilo, mas, de uma blusa decotada, de vez em quando, eu gosto.

Queria saber o que vocês fariam no meu lugar. Se alguém já tiver atravessado uma situação assim, por favor, me ajude.

Obrigada, leitores e Trio. Adoro o blog, leio todo dia, vocês escrevem muito bem, parabéns.

Anônima Católica

13 comentários:

Andarilho disse...

Eu acho que não. Tudo bem abrir mão de um ou outro comportamento (é a negociação obrigatória de todo casal), mas abrir mão de toda uma faceta sua (que imagino que deva ser a religião pra leitora, do jeito que ela se descreve), não leva a muitos lugares. A não ser que você seja uma mulher dos anos 30 que abaixe a cabeça e faça o que o marido manda.

O mesmo valeria se o cara fosse ateu e ele quisesse que vc desistisse de todos os seus ritos pq ele não acredita (ele pode até não participar, mas não pode te proibir).

15 de setembro de 2011 00:18
Selma disse...

Não.

15 de setembro de 2011 09:08
Lília disse...

Eu sou libertária, não gosto de frequentar igrejas evangélicas, sou espiritualista, então na minha casa tem santos, cristais, incensos, tarô, runas, fumo, bebo meu choppinho e namoro há quase um ano um evangélico roxo, do tipo que não bebe nada e não passa nem na porta de qualquer igreja que tenha uma imagem.
O fato é que nos adaptamos um ao outro todos os dias!Saímos para barzinhos onde ele topa ir,eu bebo meu chopp enquanto ele fica na coca zero, eu raramente marco presença agora nas rodas se samba onde ia todo fim de semana, porque prefiro curtir algo mais light com ele, eu respeito os horários dele de ir à igreja, então mesmo que tenhamos uma festa para ir, eu não insisto não brigo, não faço charme e quando não temos nada, eu deixo para fazer algo que ele não tope fazer nos horários em que ele está na igreja. Da mesma forma que eu respeito a opção religiosa dele, ele respeita a minha forma de vida e de espiritualidade.
Já tivemos sim desavenças e brigas por causa de opiniões diferenciadas, mas a gente se dá tão bem e se gosta tanto, que chegamos a conclusão que temos mesmo é que nos adaptar um ao outro e com respeito estamos chegando lá! Não abra mão do que vc é, respeite e exija respeito e assim as coisas caminharão bem!

15 de setembro de 2011 10:24
Maria Lúcia disse...

Anônima Católica, tão comum hoje em dia pessoas de religiões diferentes namorarem e casarem. O que importa nisso tudo , como bem disse a Lília é o respeito. Aliás, esse é um dos principais ingredientes de um relacionamento. E a vida a dois é feita de tlorância. Quanto mais cedo vocês conversarem sobre esse assunto melhor. Pensem em todos os detalhes. Já imaginou quando chegarem os filhos? Não acho certo você abrir mão de suas crenças por seu love. Quando se inicia um relacionamento , abrindo mão de quem somos pelo outro, no futuro( vai por mim!) o arrependimento é tão grande que desejamos voltar no tempo. Não deixe que religião seja pedra na vida de vocês, mas saiba que é uma questão delicada e complicada. Ou conversam agora sobre isso, ou só vai piorar no futuro.

15 de setembro de 2011 11:07
Ácidas e Doces disse...

Oi gente, finalmente algum assunto que tenho conhecimento hahaha
Sou cristã, frequento uma igreja evangélica. Claro que não sei qual o posicionamento deste cara aí. O que eu entendo é que qualquer mudança de hábito, de vida, de mente é espontâneo. E não pode ser imposto, nem por ele, nem por um padre, nem por um pastor. Afinal católicos são cristãos, não? São visões diferentes e que deveriam ter princípios iguais, já que seguem a bíblia. E a bíblia pergunta "Duas pessoas andarão juntas se não tiverem de acordo?" E acredito que concordância parte da confiança, do respeito e do amor mesmo e não da imposição. Sejamos livres para decidir!

15 de setembro de 2011 11:10
Ácidas e Doces disse...

beijo
kézia

15 de setembro de 2011 11:10
A. Marcos disse...

Caso você estivesse vivendo na Roma Antiga quando as crenças religiosas consistiam no culto aos antepassados de seus pais (caso você homem ou mulher solteira) ou aos antepassados de seu marido (caso fosse casada já que naquela época ao se casar deixava de pertencer à sua família original e passava a cultuar a família do seu cônjuge) por certo sua dúvida estaria resolvida já que não teria escolha de culto.

Mas nos tempos modernos isso não tem cabimento, sobretudo se seu marido não for muculmano.

Agora, por certo, a equalização entre seus costumes e sua religião e a crença dele pode ser trabalhosa ou inviabilizar a relação conjugal.

Eu, por exemplo, não gosto de religiões e não casaria com mulher alguma cuja crença fosse ferrenha, que fosse religiosa praticante ou tivesse restrições culturais e de costumes por influência religiosa.

Se você for mais flexível que eu pode até ser possível tentar, se não for nem tente....

15 de setembro de 2011 12:32
Natalia Lott disse...

Posso dar um curtir em todos aí em cima?
Olha só, religião, politica e futebol, não se discute, certo? Acho que voce abrir mão de algo que é sua essência (é assim que imagino a religião, seja ela qual for) voce estaria abrindo mão de voce mesma.
Também sou católica, de ir a missa todo domingo e participar de algumas pastorais (ajudo no que posso) e se caso meu namorado, marido, rolo me pedisse para abrir mão disso eu entenderia que ele não me ama como eu verdadeiramente sou, que ele quer que eu seja como ele imagina uma mulher "ideal".
Se ele realmente te ama, ele vai respeitar sua religião, assim como qualquer outra opinião ou posicionamento de vida que voce tenha. Ele te conheceu (e gostou de) voce assim, nao é? Pra que mudar entao? Da mesma forma voce, tem que respeitar a religião e o modo de pensar dele.
Mas (é clichê, mas funciona) o melhor é conversar e colocar tudo às claras: até onde ele te aceita e até onde quer que voce mude? Ou será que é voce que está querendo mudar só pra agradar ele?
Bjinhos e fique com Deus.

15 de setembro de 2011 13:27
Eduardo Alexandre Rodrigues disse...

Concordo com a Natália. Vivi uma situação assim até pouco tempo atrás. A minha EX é evangélica e eu um espiritualista convicto, passando de Espírita a Hindu, pois gosto muito de ler sobre todas as religiões. Creio que todas podem proporcionar o bem. Acontece que minha EX não enxerga assim, e toda e qualquer briga me dizia que não "era eu", ou seja, algo me influenciava. Já chegou ao ponto de me dizer que precisava de uma homem de "Deus". Bom, não preciso dizer que estamos separados mesmo dando provas que sou Cristão e que sempre agi com ética em tudo que fiz. Conclusão. o amor aceita as diferenças e as respeita. Minha dica amiga é....tentar. Caso manifeste-se nele um comportamente super dogmático....prepare-se para anular-se. Vc decide. Eu nunca mais passarei por isso.
Edu

15 de setembro de 2011 13:41
Bella disse...

Anonima católica!
Acho que você tem que ver como é a posição dele. Sou católica e namoro um evangélico.

Quando começamos a namorar eu estava afastada da minha igreja e ele bem dentro da dele, nunca tive problemas. Aprendi a respeitar a religião alheia. Depois eu passei a me inserir mais na minha e tivemos algumas discussões, pq ele ñ aceitava.

Hoje, ele vai bem menos na igreja dele, mas independente disso, respeita mais a minha. Ele continua ferrenhamente "anti-catolicismo", mas aprendeu que não pode ser anti-católicos. Fizemos algumas concessões até onde cada um poderia ir (pq fazer algo só pelo outro ñ adianta) e vivemos felizes assim.

Respeito. No final tudo o que importa é respeito.

15 de setembro de 2011 17:18
A. Marcos disse...

Edu, veja só o que é a religião.

Se sua noiva soubesse que ser evangélica é ser espiritualista ( lembra que Allan Kardec dizia que toda doutrina religisosa que acreditasse na existência de um espírito é espiritualista como são os Católicos, Evangélicos e Protestantes) talvez ela o aceitasse melhor.

Aliás, o Prof. Rivail (Kardec) era protestante.

Agora, não obstante o hinduísmo seja bem diferente do cristianismo, me parece que ambos são responsáveis por tanta miséria no mundo que o potencial de bem que possam proporcionar está aquém dos males que têm causado.

15 de setembro de 2011 17:20
Eduardo Alexandre Rodrigues disse...

A. Marcos, bem observado.
No quesito Hinduísmo eu concordo, mas na minha descrição foi mais para mostrar que há outras possibilidades....asim como, gosto de Filosofia e Psicologia. Resumindo...quando alguém acha que a verdade está consigo sem analisar outras possibilidades....é ai que mora o perigo.

Abc

Edu

15 de setembro de 2011 17:51
3 x Trinta - Solteira, Casada, Divorciada disse...

Eu fiz uma matéria sobre interreligiosidade uma vez. E o que observei nos casais é que, para dar certo, ambos tiveram que respeitar a religião do outro e ceder um pouquinho. Da mesma forma como quando nascem os filhos de um relacionamento assim. Precisa haver muito mais diálogo e tolerância.

Boa sorte e
Bjs da Solteira

16 de setembro de 2011 15:17