quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Lições do feminino: a mulher que ama as mulheres

Sabe uma coisa que sempre me incomodou? Essa mania que mulher tem de dizer que mulher é um saco. Que mulher é irritante, que chefe mulher é pior, que trabalhar com mulher é difícil demais. Uma vez até li aqui num dos comentários do blog que mulher é traiçoeira, fura-zóio, puxadora de tapete. Tem mulher assim? Claro que tem. Como homens também. E isso que sempre me deixou chateada: tomar como uma coisa de gênero e não de personalidade e de caráter. E tem mais, se não quero estar cercada de gente assim, não compartilharei desse “modo de vida” – não reproduzirei esses comportamentos tóxicos. E evitarei ao máximo manter relações profundas com mulheres & homens que se comportam se forma ostensivamente competitiva.

Vejam meu histórico: tenho duas irmãs, oito primas, seis tias, uma sobrinha, duas afilhadas. Mamãe. As duas vovós. Um círculo restrito de meia dúzia de amigas muito próximas. Agora, duas chefas. Cresci e continuo rodeada de mulheres das mais variadas. Aprendi a admirar, amar e respeitar o sexo feminino. Aprendi a valorizar o que temos de mais bonito, que é justamente o espírito maternal, cooperativo, empático e pacífico da mulherada.

Parece óbvio que cooperar é mais interessante que competir. Mas às vezes o óbvio é tão difícil de ser conquistado que é preciso ser reaprendido. “Nos nossos cursos, mostramos que é muito mais produtivo e gostoso quando uma ajuda a outra, deixando para trás aquela agressividade e competição que desenvolveram no trabalho”, disse a Érica Sitta, da Shakti - Arte da feminilidade, escola que fica em Bauru, uma das mulheres que entrevistei para a matéria da ISTOÉ.

E como me disse uma outra entrevistada, a Claudia Alves, terapeuta holística do Instituto Love Creation, que fica na Alemanha: “É o nosso momento de harmonizar o mundo”.

O primeiro passo para isso é parar de apontar o dedão para o próprio gênero. Como se o mundo masculino tudo nos desse – como diz Gil, em Super Homem, a canção.

Eu, sem nenhum problema, declaro que sou uma mulher que ama as mulheres.

Débora – A Divorciada

4 comentários:

Evelin disse...

Débora, de verdade, achei muito legal tudo que você acabou de dizer. Entretanto, parece contraditório, mas ao concordar (digamos que no plano das idéias), discordei (digamos que também sob um plano prático).

Digo isso porque já cheguei a abandonar um emprego legal porque só trabalhavam mulheres, que com o tempo, a convivência ficou muito difícil para mim, pelas fofocas freqüentes em frações de segundo e muita competição desnecessária, além daquela questão chamada “inveja”. Já nos ambientes de trabalho que freqüentei, onde a presença masculina era predominante, e eu conseguia trabalhar em paz.

Digo também, porque durante três anos, convivi com 40 mulheres numa turma, quando freqüentava o curso superior em Pedagogia. Bem, posso dizer que era muito difícil a convivência também. E agora, freqüentando o curso de Direito, com presença masculina em 50%, a convivência é bem diferente.

Acho que, de modo geral, não gosto das mulheres, ou pelo menos, juntas em grande quantidade, hahaha.

Beijos

Evelin

16 de novembro de 2011 12:29
3 x Trinta - Solteira, Casada, Divorciada disse...

Hahahaha, entendo perfeitamente.
Tendo a acreditar que ambientes só com mulheres e só com homens nunca são muito bons.

Ainda assim...se a gente já chega achando que por ter só mulher é encrenca, já começa como encrenca.

bjks

deb

16 de novembro de 2011 15:11
Andarilho disse...

Quase sempre o óbvio não é tão simples de se ver. Aliás, essa história de obviedades me lembra esse texto aqui:

http://www.obvio.ind.br/Adams%20Obvio.htm

17 de novembro de 2011 19:12
Carol Leão disse...

É a rivalidade feminina. Particularmente prefiro lidar com homens pq com eles, consigo o que quero com maior facilidade. Confesso q qdo vejo mulher já penso "poxa não dei sorte" hahaha.
Ao mesmo tempo não faço como a Evelin, não que ela esteja errada ou eu certa, pq a bem da verdade não acho minha atitude mto correta, mas sou assim.
Quer encrencar comigo, pode encrencar, não ligo, não to nem aí, não me abalo de jeito nenhum. As fofocas que rolam não me atingem (desde q ñ me prejudiquem com chefia) pq prefiro acreditar q é por inveja já q não dou motivos, e isso, até alimenta ainda mais meu ego (louca né? huahau).
Apesar de tudo, como a Débora, gosto das mulheres. Tenho poucas e boas amigas e, não me recuso a cooperar com elas em tudo que estiver ao meu alcance.

18 de novembro de 2011 12:15