quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Meu presente de Natal

Passei o dia pensando no que poderia escrever aqui um dia antes da comemoração do Natal. E lembrei de uma história boa, de um casal de amigos da minha tia Ângela. Uma história de amor que eu registrei, em 2005, no jornal Diário do Comércio, de São Paulo, onde trabalhava. A seguir, a reportagem que escrevi sobre Yolanda e Kojy, meu presente de Divorciada- Noel procês.

Much love,

Isabela – A Divorciada

“A pacata Diadema da década de 60 ficou pequena demais para eles. Era preciso uma São Paulo inteira a servir de cenário de dias e noites clandestinas e deliciosas como foram aquelas. A história de Yolanda e Kojy Shimizu foi uma história de amor proibido. Um folhetim que incluiu 13 anos de namoro e outros três de casamento sem que os pais dele, japoneses, soubessem que tinham uma nora loira e falante. A família queria que o filho casasse com uma boa representante da colônia.

“Nunca tinha olhado uma brasileira do jeito que olhei para ela”, lembra ele. Yolanda foi surpreendida pelo charme contido daquele moço de olhos apertados, na época estudante de Direito no Largo de São Francisco. “O Kojy falava pouco, mas falava bem. Era culto, educado, tinha uma voz ótima e cantava boleros para mim quando estávamos a sós”, conta ela.

Os dois se conheceram nos corredores da Câmara de Diadema, local de trabalho de Kojy e da mãe de Yolanda. Decididos a levar adiante o namoro, ele tratou de pedir permissão à família da moça. Seus parentes, no entanto, permaneceriam sem saber. Diante da clandestinidade daquele amor, o casal começou a procurar locais charmosos para se encontrar no Centro da capital paulista, longe do ABC. Então, foram ótimos momentos nos restaurantes perto do Largo de São Francisco ou nos cinemas da região.

Depois de dez anos de namoro escondido e da informação de que seus sogros estariam planejando o casamento de Kojy com uma moça de origem nipônica, Yolanda decidiu largar tudo e foi trabalhar em Peruíbe, no litoral paulista. “Passei três meses deprimida. Até o dia em que ele apareceu na escola em que eu trabalhava e disse que não podia viver sem mim”, explica ela.

A próxima etapa dessa novela inclui o casamento dos dois, escondido. “Moramos uns três anos sem que os pais dele soubessem. Kojy passava a semana com os pais e os finais de semana comigo”. E tudo seguiu assim até o nascimento de Lygia, a primeira filha do casal. “Ele entrou na casa dos pais, fez as malas e comunicou que estava indo morar com a mulher e a filha”, diz ela.

O desfecho? Uma visita dos pais de Kojy num domingo pela manhã. “Yolanda foi nobre ao abrir a porta e receber os dois com um ‘bem-vindos’”, diz ele. O saldo de tantas reviravoltas é de 44 anos juntos, três filhos, um neto e lembranças de um amor vivido em São Paulo para toda a vida.”

10 comentários:

Andarilho disse...

Ai ai, não tô podendo ler esse tipo de coisa não.

23 de dezembro de 2009 07:57
Marcos disse...

nossa, eu acho que estou em outra vibração pq, sinceramente, achei patetica a historia. Um homem que nao assume sua amada por 10 anos para seus proprios pais nao merece esta mulher. Uma mulher que aceita esta situacao e, pior ainda, aceita casar e viver com o marido apenas nos finais de semana pq ele nao pode contar aos pais que casou, tambem me parece ter problemas sérios.
Que bom que no final deu tudo certo, mas este casal é o cumulo da passividade.
No mais, feliz natal a todos.

23 de dezembro de 2009 10:47
Adriano Espíndola Cavalheiro disse...

O desfecho da história e lindo, mas concordo que o casal, e nisso temos que situar o relato do tempo, viveu momentos terríveis.

Os maus momentos demonstra o quanto a força da tradição familiar e religiosa pode fazer mal às pessoas.

bom que tiveram coragem de romper e assumir o amor!

23 de dezembro de 2009 12:16
Tânia Tiburzio disse...

Ai meu Deus, também quero um amor assim! Será que consigo?
Boas festas!!

23 de dezembro de 2009 12:23
Patrícia Costa disse...

Um linda historia de amor para inspirar e suspirar...

Feliz Natal, Cheio de Amor e Paz!!!

Abraço!

23 de dezembro de 2009 12:46
Ana Paula Britto disse...

Eu achei a história linda, talvez, por conhecer o final dela. Não sei se conseguiria viver como Yolanda. Mas que valeu, valeu!
Beijo e bom Natal para todos!

23 de dezembro de 2009 12:47
Fernanda Crancio disse...

lindo, lindo ,lindo!
acreditar no amor e num final feliz nunca será piegas!
fica amsg de que tudo vale a pena, certo?
bom Natal a todos!

23 de dezembro de 2009 13:59
Paulo Tamburro disse...

TUDO BEM?

GOSTEI DO TEXTO, LIVRE LEVE E SOLTO.

PARABÉNS, MESMO!!!

ESTOU LHE CONVIDANDO PARA CONHECER MEU BLOG DE HUMOR:

"HUMOR EM TEXTO!

É DE GRAÇA !(RS)

UM ABRAÇÃO CARIOCA, FELIZ NATAL E FIQUE COM DEUS!

23 de dezembro de 2009 20:56
3 x Trinta - Solteira, Casada, Divorciada disse...

Também não estou podendo ler esse tipo de coisa não!! rsrs

Até porque, como disse Marcos e Adriano, essas histórias de amor nas quais figuram o "proibido", o "escondido" e a força e o peso da "família" são um saco!!

Ana Paula, também não saberia ser Yolanda! Sufocaria esse amor e partiria em busca de um outro...

Mas que bom que as pessoas não são iguais e que, assim, temos essa lindinha história de Natal!!

=D

beijos

Debs

23 de dezembro de 2009 22:46
Christine Cecchetti disse...

Que bela história!! Torci o nariz no momento do casdamento de final de semana, já que quando eu precisei viver isso, perdi meu marido. Perdi não, afinal a gente não perde o que não tem.
Mas... Bem, andei sumida por conta de muitas tarefas. Desejo às três um feliz natal, um 2010 cheio de alegrias, e que o 3X30 continue emocionando a todos, como fez durante o ano de 2009. Beijinhos carinhosos!!
Chris, a Mulherpolvo

24 de dezembro de 2009 09:12