domingo, 18 de janeiro de 2009

Mulheres que amamos amar: Amy Winehouse


Amy Winehouse ainda não morreu, embora esteja desafiando a paciência de Dona Morte faz tempo. Quem sabe, com esta cartinha, ela não resolve parar de insistir em dar no pé daqui tão cedo?

Oi Amy,
Tudo bem? Você não me conhece, mas sou sua fã. Nada muito original, este mundo está cheio de gente que curte a sua música. Menina, você é um diabo! Como canta bem, como é charmosa e como sabe escolher onde colocar a sua voz incrível. Tento me lembrar de uma música sua que eu não goste e... não tem! São todas um grude nos ouvidos, daqueles que dá vontade de ouvir o dia inteiro.

Até quando você fala do cara que lhe deixou, faz isso com uma classe que vale ser seguida. Nada de gritos, cabelos desgrenhados ou socos no ar. Isso é coisa de mulher mal...você sabe muito bem o quê e é coisa que você não parece ser. Seu visual é retrô, porém você consegue ostentá-lo de uma forma tão pessoal que, por isso, torna-se inimitável e inédito. Pôxa, qual a cor do seu batom vermelho? E aqueles sapatos? Não deixe de me encaminhar o endereço onde é possível comprá-los, combinado?

Só que nem tudo é perfeito, né? Vira e mexe, sai uma notícia sua com uma foto lamentável, na qual está lá descrito seu mais recente vexame. Até nariz sangrando, com um pó muito suspeito, e um colo todo vomitado já foram banquete dos paparazzi. Isso tudo mesmo você pagando rodada de cerveja para os fotógrafos que fazem vigília na sua casa. Eles não aliviam nem umazinha, né Amy?

Quase fico com raiva de você cada vez que essas tentativas de apagar o seu talento acontecem, e são justamente obras suas!!! Ô Amy, isso é sacanagem! Pára com essa merda e vai se tratar. Fica boa, cuide-se. Não se preocupe que a caretice não vai lhe fazer menos criativa. Só vai ajudar a domar os seus monstrinhos. Porque, hoje, são eles que estão no palco. Mas, Amy, eles não sabem cantar e, para piorar, são extremamente sem-graça. Para este show, eu não pago o ingresso não.

E tem mais: faça-me o favor de vir logo ao Brasil. E venha cantar na cidade onde eu moro. Vou ficar muito chateada se você partir sem ter me dado a oportunidade de lhe ver e ouvir ao vivo.

E então, temos um trato?

A Solteira
**Da série "Mulheres que amamos amar", leia também sobre: Leila Diniz

1 comentários:

Mara De Santi disse...

Ai que lindo... posso assinar a carta pra ela também? Tomara que a moça tome tenência depois de ler...;)

20 de janeiro de 2009 20:28