sábado, 30 de abril de 2011

Mulheres que amamos amar: Coco Chanel





Dia de convidada especial: Paula Dultra, do Mulherzinha, nossa amiga e super colaboradora que, direto de Salvador, Bahia, nos manda um texto sobre Coco Chanel publicado na seção Super Mulheres do seu blog. O espaço, aliás, foi inspirado no nosso Mulheres que amamos amar. Não é demais?

Obrigada pelo texto, Paulinha. Mais uma vez. Beijo grande, ótima Páscoa para nós todos,

Isabela – A Divorciada

De tempos em tempos nasce um mito. Alguém que faz algo completamente inusitado, cria algo diferente e termina tendo seu nome gravado na história. Felizmente, muitos desses mitos foram mulheres. E essas "mulherzinhas" merecem uma homenagem. Foram "retadas", ousadas e diferentes numa época em que nenhuma mulher era.

Muitas pessoas, no mundo todo, de diversas classes sociais, conhecem bem ou, ao menos, ouviram falar no nome CHANEL. Certamente compraram uma peça, real ou falsificada, que levava o logo da grife francesa.

Mas ok, o que essa grife tem de TÃO importante? Quem a criou? Por que é referência no mundo da moda?

Gabrielle Bonheur Chanel (nasceu em Saumur, em 19 de agosto de 1883, morrendo em Paris, em 10 de janeiro de 1971), mais conhecida como Coco Chanel, é diva, maravilhosa e pioneira. A mulher que marcou uma era, peitou todo mundo e fez o que quis. Fundou um estilo e deixou sua marca.

Não está ligando o nome a pessoa? Pois eu explico: foi ela que inventou a calça feminina, ela que disse que usar preto era chique, assim como pérolas no dia a dia - verdadeiras e falsas, junto com correntes -, sapatos com a ponta preta, abertos atrás, bolsas de metalassê com alças de corrente, corte de cabelo curto na altura do queixo - o famoso corte Chanel e muito mais! Ela arrebentava. Numa época em que todas as mulheres morriam sufocadas por espartilhos, ela usava camisas de homem! Também popularizou a moda marinheiro.

Pobre na infância, Gabrielle e uma de suas irmãs foram abandonadas pelo pai, viúvo, num orfanato. Em 1903, com vinte anos, Gabrielle saiu do colégio e tentou procurar emprego no comércio e na dança (como bailarina). Também tentou o teatro, onde raramente teve grandes papéis devido à sua baixa estatura.

Tempos depois, Chanel conheceu um rico comerciante de tecidos, Etienne Balsan, com quem passou a viver. Foi na mansão de Balsan que ela conheceu o grande amor de sua vida, em 1910, um milionário inglês Arthur Boyle, mas eles não se casaram. Chanel achava que não nasceu para ser mulher de ninguém, nem de Boyle - que, a propósito, estava noivo de outra! Foi ele quem patrocinou sua primeira loja de chapéus. A loja Chanel tornou-se um sucesso em Paris. Foi com Arthur que Chanel aprendeu a frequentar o meio sofisticado da Cidade Luz. Infelizmente, pouco tempo depois de Chanel começar a ganhar fama, Boyle morreu num acidente de carro.

Depois, ela abriu a primeira casa de costura, vendendo também chapéus. Nesse mesmo ponto, começou a vender roupas desportivas para ir à praia e para montar a cavalo. Era a Maison Chanel.

De um romance com um príncipe russo pobre, Dmitri Pavlovich, na década de 20, Chanel se inspirou para desenhar roupas com bordados do folclore russo. Ela também conheceu muitos artistas importantes, tais como Pablo Picasso, Luchino Visconti e Greta Garbo, nesse mesmo período.

Sua roupas vestiram as grandes atrizes de Hollywood e seu estilo ditava moda em todo o mundo - o que acontece até hoje! Além de confecções próprias, desenvolveu perfumes com sua marca. Os seus tailleurs continuam sendo referência. Em 1921, criou o perfume que a iria converter numa grande celebridade por todo mundo, o Nº 5. O nome representava o seu algarismo da sorte.

Durante a Segunda Guerra Mundial, Chanel fechou a casa e envolveu-se romanticamente com um oficial alemão. Reabriu-a em 1954. Essa atitude teve como consequência sérias dificuldades financeiras. Para manter a casa aberta, Chanel começou a vender suas roupas para o outro lado do Atlântico, passando a residir na Suíça. Devido à morte do ex-presidente norte-americano John Kennedy e à admiração da ex-primeira-dama Jackie Kennedy por Chanel, ela começou a aparecer nas revistas de moda com a criação dos seus tailleurs (casacos, fato e sapatos). Depois voltou a residir na França.

Faleceu no Hôtel Ritz Paris em 1971, onde viveu por anos. O seu funeral foi assistido por centenas de pessoas que levaram as suas roupas em sinal de homenagem.

Paula Dultra