Passagens e Memórias


Aqui estou eu, mais uma vez, para convidar aqueles que estiverem por São Paulo a visitar o Masp. Entrou em cartaz essa semana uma exposição muito bacana da artista plástica Luise Weiss, chamada Passagens e Memórias. Luise é professora e parceira do meu irmão, o chiquérrimo Felipe Barros, que assina com ela os vídeos exibidos na mostra.

Quem for lá conferir vai encontrar em telas, colagens, xilogravuras e os já citados vídeos trabalhos sensíveis, delicados e ao mesmo tempo profundos sob a temática dos viajantes, do espaço, do tempo, do mudar, do ir e vir. As lembranças dos imigrantes, o fato de que passado e presente estão sempre juntos na vida da gente. Luise é poderosa e super talentosa, recomendo muito. Além de dividir com vocês, de novo, a alegria de saber que o meu baby cravou seu nome lá no Masp outra vez.

Arrasou, Luise. Arrasou, Lipe.

Beijos e um ótimo finde, cultural ou não, para nós todos,

Isabela – A Divorciada

PS: Acima, peça assinada por Luise em exibição na mostra. Adoro a imagem do navio, a referência às viagens. Aliás, registro aqui a minha total admiração pelos bravos homens e mulheres que deixam suas terras em busca de uma vida nova.

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O que de pior pode me acontecer?

Hoje eu dividi essa máxima que carrego comigo com minhas mais novas amigas de lida (ah, sim, voltei a trabalhar em redação! Mas falo disso depois). Ansiosas por motivos profissionais e temerosas com possíveis falhas, eu contei para elas como faço quando estou passando por alguma situação muito angustiante ou sofrida. Eu aplico a técnica do “o que de pior pode me acontecer?”. E se você for piorando o cenário, piorando, piorando, você certamente chegará à morte. E como a morte é a única certeza que temos na vida, então o pior nem é tão assustador assim. Afinal, vai acontecer mais dia ou menos dia.

Muito confuso? Vamos a um exemplo prático. Eu acabei de entrar no meu trabalho. Na terceira semana, eu decepciono minha chefe que jurou pro chefe dela que eu era uma contratação segura. Não consigo cumprir minha meta e passo o maior carão. O que até aí, normal, acontece em qualquer trabalho. Mas vamos supor que o chefe dela é um cara sem muita paciência e, num surto inesperado, manda minha chefinha me demitir. E eu sou demitida com menos de um mês de trabalho. Vergonhoso! Lamentável. Mas superável.

Saio com a maior vergonha e retomo meus contatos de frila. E fico perguntando: “O que de pior pode me acontecer? Hum...ninguém mais vai querer me contratar!”. E vamos supor que numa maré de azar, eu de fato não seja mais contratada. E ninguém mais quer me passar frila. É o fim da minha carreira jornalística. Depois de chorar muito e maldizer minha incompetência somada à minha má sorte, eu vou até o shopping mais próximo e procuro um emprego de vendedora, coisa que já fiz e sei que faria novamente caso precisasse. E volto a me perguntar: “O que de pior pode me acontecer agora?”. Ora bolas, o óbvio: não dar certo o plano B. Os gerentes das lojas acham que uma jornalista não tem experiência alguma como vendedora e me dispensam. Aí eu tento ser frentista, ou recepcionista, ou ascensorista, ou...faço sanduíches para vender na porta das fábricas.

Uma coisa é certa: de fome, não morro. E se eu morrer, é o que de pior pode me acontecer! Então tá tudo certo.

Elas riram muito com minha teoria “do pior” e acharam razoável.

Mas eu fiz questão de complementar: isso não quer dizer que você não vá ficar nervoso, sofrer, chorar, penar, ficar ansioso. Mas ao menos o mundo não fica tão trágico como a gente pinta nessas horas.

=)

Débora - A Descasada

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A lição de Lucas Celebridade


Achei tão bacana que já twittei a frase. Como nem todos os nossos leitores nos seguem no Twitter, repito aqui: "Quem não se acha sensual, não é normal. A gente precisa se valorizar".

Dá-lhe, Lucas Celebridade! Amor-próprio é TUDO nessa vida.

Beijos sensualizantes, como os de Lucas, nesta quinta-feira,

Isabela – A Divorciada

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O rei do sexo


Fiquei feliz com a notícia: minha amiga Marília (nome fictício), do Recife, está namorando depois de mais de um ano dando um tempo nos relacionamentos. E com um cara bacana, tranquilo e... ótimo de cama!!! Roberto (nome fictício) é o rei do sexo na vida da minha querida. E a tem surpreendido positivamente de um jeito que ela nunca imaginou ser surpreendida.

Trata-se de um homem livre, disposto, totalmente entregue. Fala obscenidades (ela adora), a estimula a usar brinquedos sexuais (ela adora mais ainda), sugere fantasias (farra total), a cobre de elogios (ela nunca adorou tanto ser reverenciada por um parceiro).

No início, ao perceber que ela ficava encabulada com seu jeito caliente de ser, já que não era assim que as coisas funcionavam em seu relacionamento anterior, ele a acalmou com as seguintes palavras: “Marília, seu ex é um idiota, daqueles que só conseguem transar com rapariga, para não ter trabalho nenhum. Pois para mim só faz sentido ter as duas coisas juntas: você é a minha mulher e a minha rapariga. É com você que eu quero realizar as minhas fantasias”.

Arrasou, Roberto. Nem te conheço, mas você ganhou 10.000 pontos comigo. Por fazer a minha amiga feliz e por tê-la apresentado às maravilhas de ser a namorada e a rapariga.

Beijão, Marília. Saudades docê! Beijos, gente!


Isabela – A Divorciada

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Mulheres que amamos amar: Berenice


Eu jantei uma vez com a Berenice. Deve fazer uns cinco anos já. Eu fazia uma reportagem sobre mediação familiar quando me apresentaram à famosa desembargadora gaúcha. Fiquei fascinada com aquela mulher linda, elegante, falante e meio brava na forma de defender suas ideias. E eu adorei as ideias dela. Como assim uma juíza que brigava pelas questões afetivas num território tão frio como o dos tribunais? Adorei de novo.

Revi Maria Berenice Dias, 62 anos, na edição da revista Claudia de março (aquela com a Lília Cabral na capa, outra mulher que aaaamo amar), em uma entrevista ótima. Descobri que ela abriu um escritório especializado em direito de família e que virou uma espécie de casamenteira de casais homossexuais (a relação homoafetiva é uma de suas principais bandeiras).

A matéria conta um pouco a briga dela para entrar no masculino universo dos magistrados. Aliás, a primeira briga dela foi para poder prestar concurso – isso porque em 1970 as mulheres sequer podiam disputar uma vaga como juíza. Depois de ter sido aprovada em todas as fases, teve que ouvir as seguintes perguntas durante a entrevista final: você é virgem? O que faria caso se apaixonasse por um subordinado? (algo que jamais aconteceria com homens, certo?) Como julgaria crimes sexuais?

Depois dessa prova de fogo, não parou mais de brigar pelos direitos das mulheres. Sua participação na elaboração da Lei Maria da Penha, por exemplo, foi fundamental. Entre suas batalhas mais recentes está a proposta que acaba com o período de separação de dois anos antes do divórcio definitivo. O que, diz aí Bela, deve ser um pé no saco!

Ainda hoje alguns colegas tentam desmerecê-la. Por ser mulher, por botar a boca do trombone, por desafiar os conservadores e até por ter se casado cinco vezes. Alguns até questionam se ela não seria homossexual. No que ela responde: “Sou, sim, homossexual, vítima de violência doméstica, negra, abusada sexualmente, me identifico com todas as minhas bandeiras, sou todas elas.”

Débora – A Descasada

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Velho enredo com novos personagens

Tenho acompanhado a cobertura e a reação das pessoas sobre a tragédia que se abateu sobre o Rio de Janeiro com curiosidade e cuidado. Infelizmente, este enredo é velho e, ao se repetir, mostra duas características fortes da nossa sociedade: a memória curta e o descaso total. Parece que nunca sairemos de um círculo vicioso no qual sempre a próxima desgraça será mais impactante, mais espetacular.

Velhos enredos, quando não tem a menor graça, jamais deveriam se repetir. Ainda mais quando fazem dos novos personagens, novas vítimas desta grande peça trágica. Lembram-se do ano novo em Angra dos Reis, litoral do estado do Rio, quando uma pousada foi dragada por um deslizamento matando várias pessoas? Quem deixou aquele lugar ser construído lá?

Na certa, as mesmas autoridades que permitiram que uma comunidade inteira se erguesse num terreno cuja qualidade do solo era um lixo por ser feito de....lixo! Quem permite que pessoas vivam sobre um lixão e garanta luz, água, esgoto às essas pessoas, como a maquiagem rápida para sair bem na foto, não merece o seu voto e o de ninguém mais.

Mas o espetáculo do horror continua seu curso no Rio de Janeiro, em escalas diferentes e há muito tempo. Não é possível controlarmos a força da natureza. Mas podemos ter um sistema de drenagem eficaz para minimizar os danos, e isto começa pela nossa própria educação. Afinal de contas, os detritos que entopem os bueiros e os subterrâneos da cidade somos nós mesmos que produzimos. Cabe a nós saber também descartá-lo corretamente.

Para ser mais específica na geografia, nem preciso puxar muito na memória as tragédias e os estragos causados pelas chuvas na Cidade Maravilhosa. Quantas vezes a saída do colégio em Copacabana foi uma aventura aquática de cruzar uma rua transformada em rio, com suspeitas de leptospirose? E as tantas outras, já adulta, quando era necessário dar um tempo extra no trabalho para esperar a água da rua baixar e poder atravessar o Túnel Santa Bárbara - que liga a zona central à sul - sem correr o risco de ficar ilhada, cair num buraco ou pegar alguma doença.

Me sinto até uma privilegiada por ter somente alguns transtornos para citar em função das chuvas no Rio de Janeiro. Espero que a grande mudança já tenha começado. Ao transformar hábitos, cultura e comportamento, seu curso é lento e seus resultados ainda não foram visíveis diante da força das águas e da miséria em que vive grande parte da população.

As eleições estão chegando e, mais uma vez, temos a chance de encararmos nosso papel de um jeito novo, mais construtivo, e trilhar um bom pedaço do caminho para mudar este enredo. Vamos nessa?

Giovana - está solteira

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Princesas




A capa me chamou a atenção enquanto eu esperava na fila do supermercado. Uma menininha linda, de traços orientais, usava um vestido azul, com a imagem da Cinderela ao fundo. Um desenho da Branca de Neve com o Príncipe no detalhe fechava os destaques. Para completar, a publicação ainda trazia de brinde um pratinho da Bela, com garfo e faca de brinquedo, esses cor de rosa. Gente, não dava para resistir: eu TIVE QUE comprar a revista Princesas, da Editora Abril.

Faz tempo que venho pensando em quão bacana é esse retorno bombado dessas personagens entre as meninas. Já imaginou se quando eu era criança houvesse essa onda de usar os vestidos delas? Ler historinhas em quadrinhos com situações da vida das próprias? Ter as bonequinhas em casa? Pensando bem, melhor não: eu teria surtado!!!! Ia querer ganhar um monte de coisa, principalmente da Branca de Neve, minha princesa predileta. Na revista que comprei, aliás, havia um conto sobre o aniversário de casamento dela com o príncipe (um gato, por sinal, como vocês podem conferir no desenho acima). Não é tudo? Isso além de testes muito bonitinhos como “Que flor combina com você”? O meu resultado foi rosa, amei.

Acho saudável brincar com o feminino de diferentes formas, gosto dessa liberdade que as meninas têm hoje nesse sentido. Elas podem usar a roupa da Bela Adormecida ou brincar de espadas se quiserem, numa boa. Na minha infância, Barbie e Susy imperavam. Nada contra: adoro as duas e acho que ambas me ajudaram a ser a mulher que eu sou. Mas, confesso, morro de inveja das babies que agora têm esses ícones descolados mais Ariel, Aurora, Bela, Branca de Neve e Cinderela na estante.

Bom domingo, princesas e príncipes!

Beijos,

Isabela – A Divorciada

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Ideia fixa ou um trololó dos infernos mesmo...

Alguém possui um manual de controle da mente? Porque se tiver, por favor, compartilhe. Há uma pessoa neste mundo que precisa muito adestrar o fluxo de pensamentos, eu. Não, não levei um fora. Também não cultivo pensamentos negativistas por algum revés infeliz e momentâneo, longe disso. Mas sabe aquele axé de letra binária que você escuta da televisão do vizinho e fica uma semana com o refrão reverberando nos seus ouvidos indiferente à sua vontade? É mais ou menos o que acontece comigo neste momento.

O refrão chegou de mansinho, os amigos cantarolavam do nada e caiam numa risada involuntária contagiante, daquela que tem põe na maior saia justa quando escapa durante uma reunião de trabalho. Ou num enterro, se é que me entendem...

Maldita curiosidade, para quê fui perguntar? A fama de riso frouxo me fez alvo preferencial dos últimos vídeos hilários do You Tube. Não nego, tenho um prazer danado em passar adiante estas novidades. E outro maior ainda de rever essas bobagens, pela enésima vez, e sempre encontrar um ângulo ainda mais hilariante. E cair na risada.

Dizem que riso fácil, em alguns casos, é falta de oxigenação no cérebro. Alegria de palhaço fracassado seria uma descompensação química? Peço ajuda aos universitários para responder esta pergunta intrigante. O teste é fácil, assistam ao vídeo que acompanha este post e comentem qual foi a reação que tiveram. Se você caiu numa gargalhada incontrolável, me sentirei mais confortável. Caso você me ache uma tonta, não vou ficar chateada. Até já esperava.

Agora, uma coisa é fato. O sujeito deste vídeo é de uma criatividade ímpar. Como um ser humano consegue ficar mais de dois minutos cantando uma música, sem desafinar, e não dizer absolutamente nada até em russo? Mesmo que você não ache graça, aproveite o saco de onomatopeias e ensaie em casa. Num momento em que as palavras faltarem, elas podem te ajudar.

Ah, sim o vídeo é este aqui.

Giovana - está solteira

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A tatuagem


Eu reagi com um “que corajosa!” quando ela me mostrou a tatuagem com o nome dele: Fernando. A tatuada e uma grande amiga minha, que estava junto na hora, ficaram surpresas com a minha resposta. Esperavam ouvir palavras de censura, como quase sempre acontece diante daquela marca no corpo dela.

Em outros tempos, podia até ser. Mas, na vida, já apanhei e aprendi o suficiente para entender que, em matéria de coração, cada um sabe como externar aquilo que sente. Desde que haja respeito consigo próprio e com o outro, vale tudo. Quem sou eu para condenar, mesmo que não fizesse o mesmo? Na minha muy modesta opinião, aconteça o que acontecer, essa moça nunca deve se arrepender de um dia ter amado alguém assim, de modo tão entregue. Achei bonito, achei corajoso.

Não deu certo? Tudo bem, a criatividade dos tatuadores está aí para desenhar outra coisa no local. Eles também hão de concordar comigo e com Pessoa sobre o fato de que tudo vale a pena se a alma não é pequena.

Isabela – A Divorciada

PS: Túlio, achei o máximo saber que você é nosso leitor. E que nos descobriu na internet, assim por acaso. Super obrigada, viu? Beijos!

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A resposta no copo

Sempre que caminho por entre dúvidas eu procuro o velho sábio. Dúvida se viro para a esquerda ou direita. Se visto preto ou vermelho. Se como muitas calorias ou se tento emagrecer de vez. Se compro uma ou duas revistas. Se aceito a oferta de emprego ou não. Se recuo e admito que pode, sim, ter volta. Se posso duvidar das dúvidas passadas. Se posso duvidar das certezas presentes.

Dúvida é coisa que faz a cabeça do ser humano ir longe. A territórios nunca antes habitados. Como odeio ter que tomar todas as decisões sozinha, subo ao cume da montanha para encontrar o velho sábio. Eu lá estou eu: cansada, suada, de saco cheio de tantas decisões que tenho que tomar. Só o velho sábio pode me ajudar. Essa é a função dele na sociedade. E ele tem que me levar ao caminho da perfeição.

E então o interrogo:

- Ó velho sábio, me ajude! Tenho eu sempre tomado a decisão errada?

E ele me responde:

- É sempre bom lembrar que um copo vazio está cheio de ar.

E eu fico puta da vida com o velho sábio. Eu subi até aqui para ouvir uma canção do Gil? Essa sua frase só me deixou mais confusa! Dá para dizer sim ou não? Vá por aqui ou por ali? Vista amarelo. Compre frutas. Ande de bicicleta. Ame o que é seu. Aceite a oferta. Recuse a proposta. Desvie da tentação. Seja mais racional. More em Pirituba. Seja emotiva apenas quando necessário. Controle a respiração. Não beba tanto. Faça compras aos sábados pela manhã. Cumpra os prazos. Visite NY ainda jovem. Aprenda a falar mandarim. Tenha dois filhos. Volte ao manequim 38 em dois meses.

Manja, véio? Tipo revista feminina? Manual de como ser super máster PHODA all the time e fazer cem coisas incríveis antes de morrer?

E ele me repete:

- É sempre bom lembrar que um copo vazio está cheio de ar.

Aí eu desisto, desço a montanha, volto para casa, pego um copo e fico tentando observar o ar. Se ele sai, se ele entra. Tento entender a lição do velho. Compreendo que o ar não é mesmo coisa que se vê. Se sabe que ele existe lá dentro e pronto. O encho de água, volto para a frente do computador e retomo minha vida imperfeita.

E me dou conta de que faz uns sete anos que uso manequim 40.

Débora - A Descasada

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Como ser inacreditável

Cada um é inacreditável do jeito que merece. Quase sempre, este estado reflete com fidelidade como a sua vida está, e como você é. Einstein chegou à teoria da relatividade, e fez algo inacreditável. Pelé marcou o milésimo gol e tornou viável este placar para um homem só. Tem os que são inacreditáveis pela criatividade, outros pela estupidez, muitos por nos fazer rir....

Bom mesmo é fazer algo inacreditável que faz um tremendo bem para a humanidade. No extremo oposto, ruim mesmo é fazer algo inacreditável que devasta a vida dos outros como uma bomba atômica. E ridículo é fazer algo inacreditável que empata a sua própria vida.

Quer um exemplo besta? Fiquei uma semana sem poder acessar o computador de casa. Tudo começou de forma corriqueira. Depois da 1 hora da manhã, computador ligado, modo soneca, rápida acessada para uma última conferida no mail. Primeiro erro: isso não é hora de ver e-mail pela enésima vez.

Entra a tela que pede a senha. Digito e bloqueado! "Ué", pensei, "como assim?". Digito de novo, bloqueado outro vez. Aí, entrei no modo desespero. "Será que esqueci a senha?" Não é possível, tenho esse código há mais de dois anos. Só que, naquela altura, quem disse que já tinha certeza de alguma coisa? Desliguei tudo e achei melhor resolver o assunto no dia seguinte.

Levei a máquina para o escritório, testei com um especialista e bloqueado. Vírus? "Olha, pode ser que seu teclado esteja desconfigurado". Resumindo: do nada, o computador me bloqueia e enlouquece. E os prognósticos sobre o que causou o piripaque não são bons. Se for vírus, posso ter perdido tudo. Se for desconfiguração de teclado, quem garante que não vai acontecer de novo?

Na espera de um suporte na amizade, o coitado descansou uma semana no escritório. E nada. Trouxe para casa o "belo adormecido" para passar o final de semana. No domingo à noite, resolvi fazer um teste derradeiro. Liguei, digitei a senha e.... funcionou! E nem deu tempo para a dúvida. Ao digitar a senha desta vez, me vieram três letrinhas de início. Bem conhecidas: g-i-o, seguidas de uma combinação numérica na sequência.

E logo as três letrinhas, que ouço todos os dias, que fui me esquecer. Inacreditável, não?

Giovana - está solteira

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Eu e o Gringo


Recuperados da Páscoa? Chocolates mil? Pois quem vai adoçar as nossas vidas hoje é a minha prima Ângela, alagoana das boas, gata, queridíssima, fofa, amiga. Como se não bastasse morar na muy linda Barcelona, Espanha, ela ainda está de amor novo, apaixonada por um lindo e doce europeu. Com vocês, Ângela e o Gringo.


Besos, guapa. Saudades docê, super obrigada pelo texto.


Isabela – A Divorciada e A Prima


Conheci o Gringo dia 11 de Setembro de 2007. Estava no comecinho do meu ex-relacionamento. Tava apaixonadinha e tudo! Pensava que tudo ia a mil! Namoro novo, trabalho novo, casa nova, tudo às mil maravilhas. Mas era o primeiro dia de trabalho e a minha companheira de trampo estava passeando comigo pelo colégio e me apresentando às pessoas novas. E foi ali, na porta da classe da sexta série, que o meu mundinho perfeito desabou. Conheci o Gringo. Fiquei parada e o meu inglês estudando durante anos, aprovado por Cambridge, desapareceu diante daqueles olhos enoooormemente azuis. Mas passou.


O Gringo invadia o meu espaço muito de vez em quando pra perguntar coisas óbvias e curiosidades lógicas de um inglês que trabalha com uma brasileira: “Veio pra Espanha por que? Mora aonde? No Brasil, falam o que? Gosta de samba, né?” Eu, em alguns momentos, sentia uma raiva descabida dessa invasão, mas depois me dei conta que estava apaixonada, ainda que sem querer, por esse ser de outro mundo.


No final de 2008, minha coordenadora se aposentou. Fizemos um jantar pra todo mundo da escola e ele tava lá. Me “montei” toda. Sapato, maquiagem, vestido... tava linda! Deslumbrante! Felizmente, me sentei numa mesa beeeeem longe do Gringo. Conversa vai, conversa vem, alguém se levantou e resolveu fazer um brinde. Eu, que não sou besta nem nada, me virei pra mesa do Gringo na hora. Qual não foi a surpresa ao ver o Gringo olhando pra mim, levantando o vaso e brindando! Brindamos em segredo, mas, seguramente, alguém mais se deu conta. Acabou a cafonice do jantar social de aposentadoria e fomos - os mais atrevidos- pra um boteco na esquina. Gringo sentou na minha frente, colocou a faixa de Rambo, pegou a metralhadora e começou a disparar: “Você está maravilhosa! Você devia sorrir mais, porque seu sorriso é simplesmente lindo! Adorei seu cabelo!” E eu ali, tão sem sentido, tão me sentindo a bestona do momento com aquele homão me dizendo todas essas coisas. Acabamos a noite eu, ele e a nova coordenadora, todos “prá lá de Bagdá” indo pra casa. Eu, de ônibus; ele, caminhando, a coordenadora nova... enfiamos essa mulher num táxi porque ela já não sabia onde estava.


Próximo dia de trabalho, olhares, fofoquinhas e todos me dizendo que tinha alguém me olhando mais do necessário no jantar... Fiz que não era comigo e deixei pra lá. Mas, nessas alturas, meu namoro já tava uma porcaria: nada funcionava e não rolava mais amor, por mais que eu tentasse. E me dei conta de que estava apaixonada loucamente pelo meu companheiro de trabalho. E duvidei e renunciei a esse amor de todas as formas: porque trabalhávamos juntos, porque eu tinha namorado, oras! Porque onde se ganha o pão não se come a carne, e blá blá blá. Quisera eu que essas coisas e mantras funcionassem. Fui de férias ao Brasil em 2009, passei um mês longe. Voltei, acabei o namoro e pensei: “Olhe só, minha filha, ou você se joga pra saber no que vai dar ou vai morrer de dor de estômago!”


E foi assim que enviei um e-mail pra o Gringo dizendo que “agora, depois de tantas negativas, ele tinha a obrigação de me convidar pra tomar alguma coisa”. E num é que funcionou!? Gringo respondeu em seguida, mas eu ia pra Madrid no fim de semana proposto. Gringo não perdeu tempo e, antes que eu fosse pra Madrid, nos encontramos. Foi uma delícia! Nem rolou de não saber o que fazer: ao me ver cruzar a rua, Gringo me abraçou, me deu um beijão e pegou na minha mão. Lembro que fazia 8 graus e eu tava suando como se fosse verão de 40 graus! E não faltou assunto, nem conversa, nem risada, nem besteira. O que eu via naquele momento era um retrato claro: duas pessoas que estavam buscando companhia, que não queriam dependência de nenhum tipo, que se propunham a promover a felicidade do outro respeitando os devidos espaços.
Uma história que podia e estava começando de uma maneira bem bonita. Sem cafonice, sem musiquinha romântica, de uma maneira “legal”!


Fui pra Madrid. E qual não foi a surpresa em receber mensagens do Gringo todos os dias. Sem perseguição, somente dizendo: “espero que você esteja se divertindo muito! Aproveita pra curtir e depois me contar tudo!” E pensei: “Meu Deus, esse homem saiu de onde?” E foi quando eu me dei conta: “Eu quero esse homem pra mim!”.


Voltei de Madrid e, no terceiro encontro, num jantar super lindo, Gringo me diz: “Olha, tenho uma coisa pra dizer. Você vem comigo pra Inglaterra, passar o Natal comigo e com a minha família”. E eu fiquei ali, com o garfo entre o prato e a boca, pensando que, no meu último relacionamento, conhecer a família demorou um ano e só rolou porque eu botei a faca no pescoço dele. Estava passada diante dessa criatura linda, doce, dizendo que nunca tinha levado ninguém pra conhecer a família dele!


Conheci todos os amigos! Todos inacreditavelmente amáveis, adoráveis! A família, um encanto! A sogra me deu um abraço terno logo que entrei porta adentro! O sogro?! Rimos muito e recebi um telefonema dele dizendo que, quando eu quisesse, podia ir pra lá até sozinha! Hahaha! Seis dias juntos, seis dias na Inglaterra. Presente de Natal? Uma viagem pra Bruxas e Gante, na Bélgica, que foi uma das mais bonitas, alegres e felizes que eu já fiz na vida. Agora mesmo, faz dois dias que voltei de Paris com o Gringo! Comemos muito queijo, tomamos muito vinho, passeamos e rimos muito! Crise?! Ainda não, mas vai vir. E faço minhas as palavras do Gringo: “Será necessário muita coisa ruim e mesquinha pra eu deixar de te amar!”.


E aqui fica o recado pra todas as apaixonadas do mundo: “os 30 anos são os melhores, os amores serão sempre amores, com dores de estômago e borboletas, mas é melhor apostar do que morrer sem saber se vai ser bom ou ruim”. E posso dizer, da altura dos meus 30 anos e, seguramente, Gringo, da altura dos seus 40 anos, que amar é melhor que tudo no mundo. Ter alguém do lado é melhor do que estar sozinho, mas tem que ter paciência, saber de si e do mundo, ter um amor incondicional por si mesmo porque isso atrai pessoas que se amam e que te amam, tal e qual a gente é. Um beijo a todos e todas!


Ângela – A Apaixonada e A Prima

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Páscoa!!!!


Feliz Páscoa, gente!!!!

Muito chocolate e sossego em família, de preferência com aquele almoço caprichado. E, aproveitando o significado da comemoração, que o fim da quaresma traga boas renovações para nós todos.

Beijos,

O Trio

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Todos para Alagoas!!!


Não me invejem por isso, mas....eu vim passar o feriado em Maceió, minha linda cidade natal. E, mais uma vez diante de tanta belezura, fiquei com vontade de postar uma reportagem que fiz agora em março, para a Agência de Notícias Brasil Árabe (Anba), sobre a terrinha. Espero que vocês gostem. E um dia apareçam por aqui também.

Beijos direto das Alagoas,

Isabela – A Divorciada e A Alagoana

Alagoas: uma pausa para o paraíso


Estado do Nordeste brasileiro atrai turistas pelo mar azul esverdeado, sossego e boa mesa. Maceió, a capital, tem uma das orlas mais bonitas do país.

Isabela Barros


São Paulo - Estressado? Precisando descansar? Tirar uns dias para esquecer da vida e repor as energias? Pois aqui vai uma dica boa: arrume a bagagem e embarque para Maceió, a capital do estado de Alagoas, no Nordeste brasileiro. Não pode ficar muito tempo? Tudo bem, uma semaninha já dá para relaxar. Cinco dias, vá lá. O importante é pegar o avião disposto a colocar o pé na areia, comer bem e limpar os olhos diante de um mar que oscila entre o azul e o verde claro. Isso para não falar de um céu que parece ter sido retocado com Photoshop e, claro, da simpatia dos alagoanos. Tudo isso a pouco menos de duas horas da capital paulista de avião, em voo direto. É ou não é um convite à boa vida?


Uma vez em Maceió, o melhor é ficar hospedado numa das três praias urbanas mais badaladas da cidade: Ponta Verde, Jatiúca e Pajuçara. Isso porque a capital alagoana tem uma das orlas mais bonitas do Brasil, repleta de bares onde é possível até almoçar e jantar vendo o dia e a noite indo embora ao som do balanço dos coqueirais. Na Ponta Verde, o destaque fica para o chamado “calçadão”, onde os locais fazem caminhadas pela manhã e no final do dia. Já na Jatiúca, pausa para degustar uma tapioca bem servida e feita no capricho com os mais diferentes recheios, de coco e queijo, a versão mais clássica, até carne de sol desfiada, por exemplo. Todas à sua espera numa das barraquinhas montadas na areia da praia.


Não menos querida, a Pajuçara reúne duas das atrações mais citadas pelos maceioenses: a feirinha de artesanato e o passeio às piscinas naturais. Do que se trata? De um tour de jangada até o meio do mar que, naquele trecho, devido ao movimento das marés, fica bem rasinho de acordo com a hora do dia. Uma piscina natural mesmo. Detalhe: enquanto você fica lá, sossegado, garçons “aquáticos” baseados num barco de apoio servem refrigerantes, cerveja e batidas. Com direito a peixe frito e camarão para acompanhar. Aos interessados, os passeios são acertados numa barraquinha montada na frente da balança de peixe, na própria Pajuçara. E custam, em média, R$ 20 por pessoa.

Disposto a explorar praias mais afastadas? Não faltam opções bacanas para o norte ou para o sul, sempre a partir de Maceió. Entre as estrelas do norte estão Maragogi e Japaratinga, ambas perto da divisa com Pernambuco. Na primeira, distante 131 quilômetros de Maceió, os cenários incluem vilas de pescadores, trilhas na mata atlântica e, claro, praias de águas calmas e mornas. Há ainda o passeio às galés, a seis quilômetros da costa, formadas por recifes de corais. Um programa oferecido pela maioria dos hotéis e pousadas, que vendem os pacotes aos seus hóspedes. Mais pacata, Japaratinga, a 121 quilômetros da capital, é um sossego só. O mar tranquilo, verdinho, é o mesmo, só que com bem menos gente ao redor. Se a ideia é descansar, aliás, acomode-se bem na areia e fique por lá.

Rumo ao Sul, não deixe de conhecer a Praia do Francês e a Barra de São Miguel, respectivamente a 30 e a 33 quilômetros de Maceió. Queridinha dos alagoanos, a Praia do Francês pode não ser lá uma das atrações turísticas mais sossegadas, já que está quase sempre cheia, mas a cor de suas águas é de um azul que só encontra naquele trecho. Azul de arrebatar. A ponto de valer a pena encarar a música alta de alguns bares sem medo de se arrepender. Garanta o guarda-sol e deixe o dia ir embora sem pressa.

Na manhã seguinte, força no filtro solar que a Barra de São Miguel guarda outra atração famosa: a praia do Gunga, localizada no encontro da Lagoa do Roteiro com o mar, como uma ilha. Vá até o cais da Barra e tome um barco para fazer a travessia, o mesmo que vai te trazer de volta no horário combinado. Quando, bem relaxado, à tardinha, de preferência, você decidir que é hora de voltar para Maceió. Para dormir e sonhar com a vida boa que você teve em seus dias no paraíso.


Serviço

Informações turísticas e dicas de alimentação e hospedagem
www.turismo.al.gov.br


Quer ler mais? Deixo aqui os links para duas outras reportagens que escrevi sobre o assunto, a primeira sobre as lagoas do meu estado e a segunda sobre a farta e boa gastronomia local.

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Blogs, blogs, blogs!

Momento propaganda. Os amigos não param de criar blogs e eu estou em dívida com muitos deles. Então, aproveito o feriadão para indicar quatro de uma vez só. Cada qual com sua peculiaridade; Aí vão eles:

Projeto Itália - Minha comadre Claudia vai passar um ano morando em Roma com minha fofíssima afilhada Sofia. Foram estudar e curtir a vida. No blog, ela conta as descobertas, o cotidiano e as maravilhas daquela cidade linda.

O menor blog - O João é uma dessas figuras que a gente encontra pela vida. Fiz vários trabalhos com ele, que é publicitário, e pretendo fazer outros mais no futuro. O que eu mais gosto dele é que ele jamais perder o humor. Ele está sempre sorrindo. Até quando tá xingando alguém.

Poetese - Esse é para quem gosta de poesia. O Uilson eu conheci nos meus primeiros anos de jornalismo. Sempre teve essa alma de poeta. Mais que um ótimo jornalista e poeta, é uma grande alma.

Conheça sua coluna - Esse é bem mais técnico, mas pode ser muito útil para quem sofre de dores na coluna. É do meu amigo do peito número 1 Ricardo Suman. Fisioterapeuta e especilista em RPG, ele manja muuuuito do assunto. Dúvidas sobre dores e afins, ask Dr. Suman!

Por hoje é só pe-pessoal.

Ótimo feriadão para nós todos!!
E como escreveu a Sanzinha, vamos aproveitar a Páscoa para renascermos e seguirmos olhando para a frente com coragem =D

beijos

Deb

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Só faltou a felicidade

O título do e-mail dela me cortou o coração assim que eu li: “Tínhamos tudo, só faltou a felicidade”. Foi assim que Mônica (nome fictício), uma leitora super fofa lá do Ceará, mas que mora em Natal, começou a abrir o coração para nós. Aos fatos: Mônica está separada de Paulo desde o ano passado, após dez anos juntos. Começaram a namorar em 1999 e casaram em 2003. Tiveram dois filhos. Ela, extrovertida e passional. Ele, calmo e sério. Não importa, entendiam-se muito bem.

Tudo começou a mudar quando ele foi chamado para assumir um cargo para o qual foi aprovado em concurso, em Natal. Até então, viviam em Brasília. O salário, de R$ 22 mil, era sim um bom motivo para mudar de cidade. Tanto que Mônica topou pedir transferência do emprego, ir junto e dar força para o marido, que de quebra ainda teria uma sala com vista para o mar.

A questão é que ambos não gostaram da mudança. Ele estava insatisfeito com o trabalho, apesar de tudo. Queria sair fora, partir para outros caminhos. Ela, que não se adaptou à cidade e tinha dificuldades de fazer amigos, achava que ele não devia jogar aquela oportunidade para o alto. Foi aí que começaram as brigas, o desgaste, o desentendimento. Parecia que só um ponto ainda funcionava muito bem: a vida sexual, quente e afinada, sempre. Aliás, foi na cama que, segundo ela, eles fizeram as pazes algumas vezes.

Quando houve uma trégua, eles decidiram ter o segundo filho. Mas as coisas já não eram como antes. E o vazio entre eles chegou a ponto de, numa viagem para Nova York, ela se pegar pensando, durante 40 minutos, em como pediria para encostar a cabeça no ombro dele. Não teve jeito, eles terminaram. Ele alegou “não sentir mais”, “não ter mais projeto nenhum” com ela.

Mônica ainda se sente sem chão, não entende como uma relação que tinha tudo não tem mais nada. Ainda mais a relação deles, com “um casal de filhos lindos e com saúde, juventude, um apartamento de sonho, carros do ano, dinheiro de sobra”. Tudo, “só faltou felicidade”.

Ela também não aceita o fato dele não ter tido vontade de tentar outra vez, já que não tem ninguém ao seu lado até agora, nem “ficantes”. Ela já ficou, mas não viu muita graça. Queria o marido de volta.

Mônica, querida, é duro, eu sei, muito duro, mas, como diriam Leandro e Leonardo naquela música breguinha e bonitinha chamada Não aprendi dizer adeus, amores vêm e vão. Entendo completamente a sua paralisia. Eu também paralisei, quem não paralisa? Acaba, mas a vida continua. E pode ficar melhor!!!! Lendo o seu e-mail, imaginando a sua história, só posso te dizer que você deve ter é orgulho do casamento que teve, das decisões que tomou, das emoções que viveu. O importante é tê-las vivido, agora citando o por vezes breguinha e sempre maravilhoso Roberto Carlos.

Avante, amiga (a gente não se conhece, mas é assim que eu tenho vontade de me referir a você). Tenha fé e aguarde os próximos capítulos. Com a boa energia que tem, logo você vai estar aqui outra vez, neste mesmo blog, para falar que sim, ainda acredita no amor, na vida, nas voltas que o mundo dá.

Arrepia!

Beijo grande (para você e para todas as suas amigas, nossas leitoras também),

Isabela – A Divorciada

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Quando se é uma ilha

Neste momento, estou ilhada. Numa sala de escritório, ar condicionado bombando, mil coisas para fazer. São quase oito e meia da noite. Numa nesga de tempo, escrevo estas ilhas, digo, linhas. Estou totalmente incomunicável. Há dois dias, meu laptop caseiro resolveu rebelar-se e, do nada, não me deixa mais entrar. Simplesmente não aceita a senha que digito de olhos fechados.

Será que me enganei? Tento de novo e vem a resposta: bloqueado! Como assim?, me pergunto. Desconfio que seja vírus, até agora não tenho esta resposta. Computadores são a prova cabal da impotência dos que detestam manuais. Apenas gostaríamos que ele funcionasse direito e para todo o sempre. Afinal, a tecnologia existe para isso, e não para nos criar mais problemas.

O computador tem dormido aqui no escritório. Na espera de ajuda dos mais entendidos, que vão te socorrer na amizade. Uma hora este momento vai chegar. Depois de passada a raiva, vem o consolo. Pelo menos, fico menos tempo diante da máquina. Que claro, será substituída por outra, a televisão; uma cachacinha que hora nos faz rir, ora nos faz relaxar, e em outras tantas nos provoca alguns sentimentos nobres, às vezes, outros tantos impublicáveis.

Uma pilha de livros me espera na cabeceira. Há os livros da aula de espanhol também. Feliz era o Wilson em sua ilha de náufrago. Já nesta daqui, o computador pode ser substituído, mas ainda continua fazendo falta. E a água de coco vem em caixinhas.

Giovana - está solteira

PS: mais uma foto da série Cuba. Chegada na ilha das iguanas, em Cayo Largo, durante passeio de barco

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Melhor que novela


O texto de hoje foi escrito pela nossa leitora Luciana. E fala sobre o fato de que, até nas horas mais complicadas, surpresas agradáveis podem acontecer, a gente nunca sabe. Fiquem na companhia dela. Beijos, Lu, super obrigada por ter escrito. E por ser nossa leitora, viu? Uma fofa você.


Besos,


Isabela – A Divorciada


Foi com um susto que tudo começou. Com o medo de que algo acontecesse à pessoa que mais amo na vida (e que me deu a vida). E assim, em plena noite de sábado, fomos nós parar num pronto-socorro. Tudo bem que havia muito tempo que essa minha carinha alva não via a rua numa noite de sábado (sim, ando numa fase, digamos, introspectiva). Mas ir a um hospital é sempre algo longe de ser agradável.

Na sala do pronto-socorro, esperamos uns 40 minutos. A TV, ligada em Viver a Vida, ajudava minha mamys, eu e as outras nove ou dez pessoas a nos distrair. Foi assim, vendo Helena, Luciana, Bruno, Miguel (ai, Dr. Miguel...) e cia., que esperamos a entrada no consultório. E logo veio de lá o chamado pela minha mãe. E entramos.

Ou aquela porta de vidro era um portal mágico ou a vida é bem mais generosa que Manoel Carlos. Gente, o médico era o tipo do Dr. Miguel. Jovem, magro, alto com aquele jeito “comprido”, cabelos escuros (mas com um ou outro grisalho), sorriso largo, bela voz, simpático... e ainda mais bonito (e sem aliança no dedo)!! Jesus, me abane: acho que sou eu que estou passando mal!!

Pois é, minha gente: eu, que nunca deixo de criticar essas perfeições de ficção (“até parece que existe médico assim!”), fui obrigada (obrigada, Deus, obrigada!!) a reconhecer que a vida real pode ser muuiiittoooo melhor que a novela. Muito melhor, mais ou menos, né: se eu fosse bela como a Luciana de Viver a Vida talvez não tivesse saído de lá levando apenas meus suspiros para casa.

Mas, como a esperança é a última que morre e apesar das surras da vida eu sou romântica até dentro de um pronto-socorro, levei também a alegria de ver que, quando eu pegava o meu carrinho, o médico gato-tudo-de-bom-que-bom-que-ele-existe foi até a porta de vidro do pronto-socorro e olhou disfarçadamente pro lado de fora antes de pegar um copo de água no bebedouro e atender ao próximo paciente...

Luciana – A Leitora

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Os homens que fazem nossos sonhos possíveis


Fui ver Um Sonho Possível com a Divorciada. O filme que deu o Oscar à Sandra Bullock quase me fez chorar. Mas é tão up e otimista que me fez mesmo foi é sorrir. Além dos personagens maravilhosos como o da própria Bullock, o Big Mike e o filho figura SJ – quero aquele menino para mim! – um personagem menos importante me chamou a atenção: o marido. Um cara milionário daqueles podia simplesmente ter internado a mulher. Onde já se viu, levar um baita homenzarrão daqueles, de procedência absolutamente desconhecida, que mal fala, para dentro de casa? Com duas crianças pequenas? Qualquer um acharia que a mulher tinha pirado de vez.

Claro que ele vai cedendo aos poucos, conforme as situações vão se apresentando. E como conhece a mulher, confia na intuição dela. O resultado poderia ter sido desastroso. Mas é mais que feliz. Big Mike é uma Cinderela versão masculina e negra.

Isso me fez lembrar uma história que aconteceu comigo há uns anos atrás. Em 2006, eu “adotei” uma menina do interior de Minas. Cuidava dela a distância. Ela era de uma cidadezinha perto de Teófilo Otoni e sua situação era aquele típico retrato da miséria brasileira: pai preso, mãe desempregada, irmãzinha com fome. Tudo começou porque ela mandou uma carta para a Revista Época, onde eu trabalhava naquele momento, pedindo ajuda para comprar material escolar. Eu roubei a carta para mim porque sabia que ela seria jogada fora.

A carta era de uma dramaticidade até exagerada para uma menina de oito anos. Mas era muito bonitinha. Como era Natal (de 2005), ela contestava a existência de Papai Noel e dizia que ele só existia para crianças ricas. Fiquei arrasada. Comprei o material escolar dela e enviei por Sedex. Depois disso, foram dois anos de correspondência intensa. E volta e meia lá estava eu comprando livros, cadernos, bonecas, mochilas e até uma chapinha de cabelo para a mãe dela ganhar um troco. Em retribuição, ela me mandou uma caneta que o pai dela fez na cadeia na qual estava escrito “Jesus te ama”. Guardei na minha caixinha de preciosidades sem nenhum valor.

Um dia, Charlie falou – tirando o maior sarro – que era capaz de eu trazer aquelas meninas para dentro de casa. E que nossa casa poderia se tornar um mini acampamento do MST. Fiquei triste e fui conversar com ele. Perguntei se ele achava que aquilo tudo era mesmo uma grande besteira. Se o fato de eu estar sempre atendendo os pedidos da menina era ruim, um ato estúpido, de gente culpada. Se eu estava me iludindo que aquilo poderia estar fazendo alguma diferença na vida delas. E se ele me achava meio inconsequente por trocar cartas com meninas desconhecidas, com o pai preso, usando o endereço de casa.

Ele me olhou cheio de ternura e disse: claro que não. Se você confia que esse é um bom caminho e que está fazendo alguém feliz, eu confio em você e sei que você está fazendo isso porque realmente acredita. Honestamente não sei como ele reagiria se de fato um dia eu as levasse para casa. Talvez não concordasse com algo tão radical. Talvez me expulsasse de casa com elas, rs. Mas ele confiar na minha intuição foi uma prova de amor linda.

Pouco tempo depois, elas pararam de me escrever. Não responderam mais. E minha vida também virou uma confusão. Mas acredito que aquele encontro por cartas teve sua razão de ser durante aqueles dois anos.

Débora – A Descasada

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Ciúme e morte no caso Isabella


Além do óbvio, ou seja, do assassinato de uma criança de cinco anos com tanta crueldade, o ponto que mais me chocou no caso Isabella foi o fato de que essa tragédia começou com o ciúme de uma mulher. Condenada a 26 anos de prisão hoje de madrugada, foi Anna Carolina Jatobá quem deu início às agressões contra a menina. E isso porque não conseguia lidar com a insegurança que sentia em relação à ex do marido, Alexandre Nardoni, esse condenado a 31 anos.

O crime é uma prova do que duas pessoas muito más podem fazer juntas. Ela bateu e esganou. Ele, o próprio pai, arrematou o show de horror atirando a filha pela janela, num ato que arrepia a mim e a qualquer um só de ver as simulações elaboradas pelas emissoras de TV, com animações representando os envolvidos. Uma prova de ruindade e descontrole, ciúme que leva alguém a descer o mais fundo na escala da inconsequência e da falta de humanidade.

Por que nada foi feito antes? Por que essa moça nunca procurou tratamento? Por que Alexandre nunca atinou para o descontrole de sua segunda mulher? Onde estavam os familiares desse casal, que nunca se deram conta de que tantos e tantos problemas podiam resultar em atitudes graves, gravíssimas assim?

A notícia da condenação, claro, serviu como conforto mínimo para todos que se comoveram com o crime (e quem não se comoveu?). Mas fica o alerta vermelho: ciúme mata. E todo mundo que se vê no limite deve procurar ajuda e ser ajudado antes que seja tarde demais.

Isabela – A Divorciada

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A romântica Simone de Beauvoir




Aviso aos navegantes: este é um post para os muito românticos. Para aqueles que sentem e têm vontade de dizer. A ponto de se perguntar se não tem açúcar demais na receita do bolo. Eu sou assim. E descobri que Simone de Beauvoir, intelectual-símbolo do pensamento feminista, também era. Tanto que as suas explosões de paixão renderam um livro lindo, cuja leitura retomei esta semana: Cartas a Nelson Algren – Um amor Transatlântico 1947-1964. Na obra, que reúne as missivas de Simone para aquele que teria sido o seu grande amor, o escritor americano Nelson Algren (com ela na foto acima), está registrado todo o sentimento de uma mulher apaixonada. E muito mais. É claro que eu tinha que compartilhar isso com vocês. Pelo menos alguns trechinhos:

“Gostaria de lhe dar tanta felicidade quanto amor, e você, sem dúvida, seria o mais feliz dos mortais, se eu pudesse transformar o meu amor em felicidade para você.”

“Preciso estar segura de que você não é um sonho confuso. Você não se desvanece de modo algum, mas às vezes tenho dificuldade de me convencer de que você é uma realidade de carne e osso, de que não estou contando a mim mesma um conto de fadas. Meu distante, silencioso, marido de sonho, sinto-me na obrigação de acreditar em você do mesmo modo que tinha fé em Deus quando era menina. A diferença é que com você não haverá decepção, um dia você me apertará de novo em seus braços e nossos lábios se encontrarão”.

“Que carta adorável, fiquei tão agitada de amor que não preguei os olhos a noite toda, nem consegui trabalhar durante o dia. Sonhei com você, de olhos fechados e depois com eles bem abertos. Sinto demais a sua falta.”

“Ontem à noite contei para mim mesma um belo conto, nossa história completa, desde nosso primeiro encontro no pequeno café até nossa última separação. É uma bela história, Nelson, meu amor. Que sorte possuir lembranças como essas, esperanças como essas. Boa-noite. Sinto-me bem, no calor, deitada em seus braços quentes, junto de seu coração quente, sou sua rã, sua amiga, sua mulher”.

Beijos, gente. Que o final de semana seja romântico para nós todos.

Isabela – A Divorciada

PS: Quer saber mais sobre Simone de Beauvoir? Vale a pena reler o Mulheres que Amamos Amar escrito pela nossa super leitora Márcia Albuquerque em julho do ano passado. Falando nisso, beijão, Márcia!

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Por que amo o Dr. Wilson


É verdade, o House é um tremendo de um charmoso. Olhos lindos, grandão, sarcástico e extremamente inteligente. Mas é chato, carente, infantil, imaturo, grosseiro e perverso. E miserable, claro. Já o James Wilson, o ‘caro Watson’ do maluco House, é tudo o que eu admiro em um homem. Fofo, querido, tranquilo, sarcástico na medida certa, coxinha, tem prazer no que faz, também é extremamente inteligente e romântico – dá até para acreditar que a Amber virou uma boa moça depois que começou a namorar com ele.

O Wilson acredita no amor. Afinal, foi casado três vezes (fato até meio estranho para um coxinha) e se apaixona com uma certa facilidade. E acredita também no amor universal, ao próximo, naquele amor que transforma as pessoas. Tipo de amor raro e que eu mais admiro em alguém. Por isso nunca abandona seu amigo insuportável – mesmo quando esse só faz sacaneá-lo. O Wilson parece um grande trouxa. Mas não é. Dr. Wilson é uma grande alma. Ele acredita no ser humano. Até no pior deles. E está sempre disponível para os outros. Não sabe ser rude.

E ele tem aqueles olhinhos miúdos e meio caídos que me lembram um cachorrinho pedindo colo. Cabelinho sempre arrumado, roupa social e sala impecável – alguém já reparou no ursinho de pelúcia vestido de médico que fica atrás dele? (foto!) É o oncologista mais fofo da ficção!

Dr. Wilson, quer namorar comigo??

Só não vou querer dividir sua guarda com o House, viu?

Débora – A Descasada e futura namorada de Dr. Wilson

ps: sorry, gato, mas ele é o meu amor só na ficção

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