quarta-feira, 3 de junho de 2009

Era só para ter filhos

"Mãe, você só ficou noiva do meu pai porque queria ter filho, né?". A mulher, que esperava o metrô ao lado do menino, de uns 10 anos, ficou calada quando ouviu a pergunta. Mas ele insistiu: "Eu falei sobre isso na aula ontem. E todo mundo ficou rindo. Não entendi porque eles riram". Foi quando ela se manifestou: "Filho, seu pai não era um homem sério para a gente continuar casado".

Não tenho direito de julgar ninguém, não sei da vida daquela mulher, mas aquele diálogo ficou na minha cabeça. Sou a única entre as minhas amigas mais próximas que ainda não quer ter filho, que não se sente pronta para ser mãe. Meu relógio biológico dorme profundamente, vai ver que nunca acordou. Penso nisso para o futuro? Sim, mas muito mais porque imagino que essa seja uma experiência muito forte e muito boa e menos pela minha vontade genuína de gerar outra pessoa.

Talvez por isso tenha dificuldade de entender as mulheres que têm a maternidade como um projeto, que se casam só para ter filhos, como disse aquele menininho. Posso ser a última das românticas, mas ainda vejo a decisão de ter um filho como consequência de um amor grande entre duas pessoas, um amor que quer dar frutos, não como uma meta individual. Não conseguiria casar com alguém, ficar ao lado de um homem, em nome da "missão família".

É por isso que, se estiver sozinha quando a vontade chegar, procuro a Justiça e adoto uma criança. Alguém que esteja livre e desimpedido como eu, que ninguém precisa parir para ser mãe. Um menino ou menina que nunca vai me perguntar se eu fiquei noiva porque queria ter filho....


Isabela - A Divorciada





12 comentários:

Dri Viaro disse...

Isa, eu penso que se eu passase por essa vida e não tivesse um filho não seria a mesma coisa, se eu não pudesse tê-lo com certeza adotaria, e se não tivesse casado, com certeza faria uma produção independente.
eu acho que nasci pra ser mãe rsrs


bjsss

3 de junho de 2009 13:44
Melanie Brown disse...

Todo dia eu mudo de ideia, ter ou nao um filho, dificil missao, ja que eu sou totalmetne apixonada por criaças, me imagino respondendo esse tipo de pergunta pra um quem gerei, nao terei reposta, caso meu casamento (que nao plenejo nem de longe)nao dê certo...

3 de junho de 2009 13:51
Cris disse...

Amiga,
Você tem toda a razão. Eu antes da decisão de separar estava super confusa e queria muito ser mãe, uma verdadeira fuga. Felizmente tomei a decisão certa e não tive filhos. Quero sim ser mãe, mas se me perguntar se hoje quero, digo que não. Quero sim ter filhos com um homem que eu ame e me ame muito porque seremos pais mais do que amorosos para esse novo ser.
Calma amiga, esse dia vai chegar ou não...quem disse que é preciso procriar para ser feliz???
Beijos
Cris

3 de junho de 2009 13:51
Beta disse...

olha...um dia pode até ser que mude de opnião, mas por enquanto continuo na minha mentalidade egoísta de não abrir mão das noites de sono e nem adaptar meus sonhos por uma criança...eu não vou descontar no futuro em uma Pessoa que não tem culpa nenhuma...meu instinto maternal é devedor...nunca ví...

a Maternidade é um dom...ninguém tem de ter filho pq tá na idade, pq casou e o escanbau...tem que querer!

Beijos Belinha

3 de junho de 2009 14:33
Paloma, a mãe disse...

Amo ser mãe, mas não acho que seja para todo mundo. Uma mulher tem o direito de não querer e ser feliz. Acho absurda esta imposição, esse "ter de".
E nunca faria uma produção independente, dá muito trabalho e é gostoso compartilhar o crescimento de uma criança com alguém que se ama. Mas isso é minha opinião. Super admirto quem cria filho sozinha e dá conta lindamente!

3 de junho de 2009 15:06
ricardo blauth disse...

alo GURIA

colocaste no texto exatamente o que penso.
ter filhos hoje com a volatilidade de tudo, inclusive sentimentos é no minimo, ser irresponsável.
parabéns pelo teu modo de pensar, inclusive sobre adoção.

bjs

RICARDO garopaba BLAUTH

3 de junho de 2009 16:57
3 x Trinta - Solteira, Casada, Divorciada disse...

Pois é, eu pensava como a Dri Viaro, agora estou pensando mais como a Cris e talvez venha a pensar como a Bela.

Mas uma coisa eu digo, quando se é casada, essa é uma pressão dos infernos: social e interna. Chega a ser chato...

Engraçado pensar como o mundo evolui, como as pessoas ficam cada vez mais modernas e descoladas, como as ideias estão mais avançadas, mas como certos modelos arraigados ainda são considerados tão "os corretos" que quem ousa discordar ou simplesmente percorrer outros caminhos é chamado de louco ou, pior, de infeliz.

Ruim isso, né?

beijos!

Voltarei a postar amanhã!

Deb

3 de junho de 2009 19:55
Camille Mollona disse...

Bom dia!

Fui mãe muito nova...não deu nem tempo de pensar se eu queria ou não ter filhos. Mais hoje vejo q foi uma das melhores coisa q fiz na vida foi ter sido mãe. Agora ele esta com 14 anos e ele é meu grande companheiro...sei q coloquei uma grande pessoa no mundo.

E quanto a tu não querer ter filhos...acho q a tua vida mudaria completamente...e claro para melhor mesmo q fosse um filho teu ou adotado!
Mais penso no lado da violencia q estamos vivendo...não acho justo crianças passar por isso!

Beijão bem grande!

4 de junho de 2009 11:16
Dione disse...

Ser mãe é tuuudo de bom, mas não é pra todo mundo(EU acho), você precisa estar disposta a abrir mão de muita coisa. Muita. São muitas renúncias em nome de um filho... E tem mais, adotar é muito louvável(eu tenho 2 filhos, queria mais um, sendo que o 3º seria adotado, esta é uma opção minha), mas ter um filho seu é muito diferente de adotar(quando não se pode te filhos é outra estória)

4 de junho de 2009 18:23
Lilly disse...

Isabela, eu tb nunca tive a maternidade como projeto e tive 2 filhos que foram fruto do amor entre duas pessoas. Só que o que aprendi é que o amor do casal se vai mas o laço que prende a mãe aos filhos é muito forte, instintivo, eu diria. A partir do momento em que engravidamos algo muda dentro da nossa cabeça e até a última romântica pode ser tornar a mãezona babona... é isso, tem que pagar para ver ;)

5 de junho de 2009 10:45
pimenta disse...

Menina Isabella,te dou força.
Eu tenho 3 filhos, todos meus, e sinceramente,sinto pena da pressão exercida sobre as mulheres que decidiram não tê-los.
Um adotado é Tão amado quanto um do seu ventre.Não faz diferença.
Meus filhos são indivíduos tão diferentes,que poderiam ter vindo de outra barriga, que não a minha.
E aí é que está a beleza de ser mãe.
Aceitar as pessoas como são, não querer cópias de sí mesmas, como uma extensão da vida.Aprender o que eles trazem para o seu mundo.E só.
Não tem garantia nenhuma de nada, e essa história de mãe sagrada não passa de um mito cruel.Não ter uma mãe pode ser melhor do que uma mãe desequilibrada,ou má,por isso digo que é cruel.Já é natural da criança amar a mãe,não precisa essa aura toda.Se você decidiu que não quer produzir um baby,adote,dou a maior força.Qualquer criança a quem você abrir o coração,vai te amar sinceramente.Tenho convicção disso.
ui, me empolguei!
bjo
Adorei o trio.

6 de junho de 2009 08:32
日月神教-任我行 disse...

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17 de junho de 2015 22:55