domingo, 21 de dezembro de 2008

Minutos de sabedoria no amor

Sabe como são shows em estádios né? Ainda mais um show da Madonna, depois de 15 anos da última vez que a diva do pop pisou por aqui. Muita gente, de todos os tipos, estilos e gostos. Juntos fazendo o Morumbi pulsar por serem fãs desta senhora de 50 anos que bota muita menina no chinelo por "n" motivos.

Mas o post não é para falar do que rolou no palco. A Solteira tava lá. Chegou cedo, reservou seu pedaço de chão numa das cadeiras do Morumbi e ficou ali observando a galera chegando, as pessoas conversando, as turmas de amigos circulando, aquele burburinho pré-show. Até chuva rolou. Fiquei um pinto no lixo, encharcada. Porque 10 reais numa capa de chuva que mais parece um saco de lixo eu não pago não.

Observando essa massa de gente com vontade própria, uma cena me chamou atenção. Era a de um casal. Pareciam recém-namorados. Não, eles não estavam se pegando loucamente em público e que se danasse quem ficasse chocado. Não, não. A maneira dos dois me chamou atenção justamente pelo contrário. Os dois demonstravam um carinho imenso um pelo outro. Tão natural e espontâneo que, quando dei por mim, estava hipnotizada pela cena. Mais especificamente na menina sentada, toda torta no gradil, entretida em fazer cafuné na cabeleira do namorado. Que era mais alto que ela.

O cara tinha um cabelo lindo, aliás, entendi a menina perfeitamente. O cafuné em questão estava com jeito de ser incrível mesmo, porque o cara ficou paralisado igual réptil no sol. As mãos dela passeavam pelos cabelos de ponta a ponta. Se fosse feito de açúcar, o rapaz já teria sumido da face da terra ali mesmo, derretido com tamanha demonstração de afeto. Os olhos dele, semi-cerrados, revelavam que podia até cair uma bomba do lado. A hecatombe seria solenemente ignorada, pois ele não tinha a menor condição de administrar qualquer outra informação naquele momento. Só o cafuné importava. O cérebro devia estar uma sopa de endorfinas.

E o dela também. Essas coisas, por tabela, são um bálsamo para quem faz. Até me lembrou... bom deixa pra lá. Tive um banzo brabo, mas me peguei sorrindo sozinha. Corta! O show ia começar e ela precisava descer do gradil. Coitada, a menina parecia um "S" há pelo menos 20 minutos.

A descida foi meio desconcertada, engraçada para dizer a verdade. O namorado, claro, fez piadinha do jeito meio pata choca dela alcançar o chão. Mas foi de um jeito tão bonitinho que ganhou um beijo.

É gente, sigamos o exemplo desta menina. Ela parece que sabe o que faz.

A Solteira