sexta-feira, 28 de outubro de 2011

34= 3 +4 = 2 x 17

Mais um presente para mim!!! Crônica assinada por Miguelito, Miguel Barros, my brother, meu caçula gatão.

Thanks, queridão!!!

Beijos, Miguelito, beijos a fotos, muchas gracias pelo carinho,

Isabela – A Casada e A Aniversariante


Trinta e quatro. Três mais quatro. Duas vezes dezessete. Todas essas contas giram em torno do mesmo número. O bendito do número trinta e quatro! Certo e o que eu tenho haver com isso tudo para citar tal número e múltiplas maneiras diferentes? Bem pra ser simplório, eu digo que é por causa do aniversário da minha irmã, até porque senão assim o fosse eu filosofaria um bocado mais...

Dizem que 3 + 4= 7 é conta de mentiroso. Pelo menos foi assim que eu aprendi quando era moleque. Acho que pode ser uma conta indicando a possibilidade de ainda se “manter criança” mesmo que o tempo em que isso aconteceu já tenha se passado há muito tempo... Não me remeto a agir de maneira estúpida e brincalhona o tempo todo. Tampouco a ficar “emburrada” sem obter o que se quer o tempo todo. Refiro- me a ter uma energia enorme e um sorriso de orelha a orelha sempre. Coisa rara de se ver hoje em dia com tanta naturalidade...

Assim o é a minha irmã. Pelo menos desde que eu me dou por gente, o que já consta de no mínimo uns 18 anos. Tempo demais né? Ou de menos depende da sua perspectiva. Mas como o que vale é o que importa vamos aos fatos. O que vi e aprendi com a minha irmã nesse período: aprendi que é bom viajar, muitas vezes e sempre pra lugares desconhecidos pra cultivar hábitos e criar estórias; aprendi que o tão famoso e fadado “tente outra vez” pode vir a ser verdade se você for insistente e acreditar nisso (sim é piegas, mas enfim é a vida). Que mais eu posso dizer?

Bem, eu poderia me indagar como foi a sua infância. Afinal nunca a conheci menor do que eu, talvez seja este um dos motivos pelo qual eu às vezes penso nas diferenças na minha vida caso tivesse um irmão (ã) mais novo. Só vejo fotos, as quais apesar de fidedignas a descrição de uma infância feliz e travessa, não me diz muito sobre o seu temperamento. Será que era forte ou fraco? Agitado ou tranqüilo? Não sei, só escuto o que me dizem. Mas se for pra me basear naquilo por mim conhecido, eu diria que ela deveria ser bem agitada, afinal algumas características continuam na sua vida adulta: agitação, ansiedade, empolgação. Sim, afirmo a sua persistência devido aos relatos que meus pais falam. Tantas estórias...

As melhores em geral são as de traquinagem. Ainda bem que naquela idade maluca da adolescência não foram tantas assim. Somente discussões homéricas... Cada uma pior que a outra. Ainda me lembro como se fosse ontem do dia em que os gritos corriam soltos na mesa de jantar para a disputa do último pedaço de pizza entre ela e meu irmão. Parecia um pesadelo, ou apenas um dos retratos das famílias de nossos pais, puxando mais para o lado “Pereira”, acostumado a bagunças e badernas, tanto é que a confusão foi resolvida por uma “Pereira”, ao gritar mais alto e pedir outra pizza. Ê comédia...

Talvez seja por isso que as pessoas, amigos e familiares apontem em cada um dos filhos uma sensação de ‘pertença’ a um lado maior que o outro. A mim, dizem ser tal qual meu pai: sério, calmo, tranqüilo. Ao meu irmão, penso ter um jeito mais parecido com nossa mãe, pilhado, inquieto e extremamente sensível a tudo. A ela, creio que coube ser a mais “misturada” dos três com uma ansiedade e um cuidado imenso com todos, ao mesmo tempo em que aparenta ter a calma e o gosto para curtir momentos de solidão. Vai ver é o efeito de ser a primogênita, ou trocando para o 3 e o 4, o resultado da subtração: 4-3=1. Parece até uma constante.

Se eu entendesse algo de números me arriscava a dizer mais. Como não vou parando por aqui. Mas pra não deixar passar: 4 anos depois de sair de casa em 2000 ruma pra São Paulo. Há quase 3 anos convive com o atual marido. Como eu dizia no começo, que 3 + 4= 7, e uma das melhores crenças que tenho nessa vida poder olhar para algumas pessoas e nelas enxergar, nem que seja por alguns momentos, a “criança” dentro delas, acho que minha irmã ainda terá muitas primaveras pra “pintar o sete”...

Miguel Barros

6 comentários:

Inaie disse...

quanto carinho...

28 de outubro de 2011 20:20
Marta Melo disse...

Massa o post Miguel!!!

28 de outubro de 2011 22:39
Jú... disse...

beijo Miguelito ^^

29 de outubro de 2011 07:34
Bruna Angeli disse...

Que lindo!!! Bela realmente você passa isso, essa coisa de equilíbrio, e alegria constante!!Beijoss

30 de outubro de 2011 21:44
RAFAELA BARROS disse...

MAIS UMA VEZ DESEJO-LHE PARABÉNS, É BOM SABER UM POUCO DA VIDA DE VCS NEM QUE SEJA POR AKI,VC REALMENTE É TD ISSO POIS CRESCI ADMIRANDO VC OR SER TÃO MEIGA E ATENCIOSA.....LEMBRO MTDA NOSSA QUERIDA VOSINHA MARIA DO CARINHO Q VC TNA COM ELA....SÃO MTS HISTÓRIAS Q Ñ DAR P RESUMIR,PORÉM DE SABOR DE SAUDADES....BJS

30 de outubro de 2011 22:03
Evelin disse...

7 é "meu número da sorte". Ainda que não for verdade, é meu número predileto...

Legal o texto, mas não sou boa com número... quando eles aparecem, seja como for, minha cabeça até dói rsrs

A briga pela pizza é ótima! haha

Beijos

Evelin

31 de outubro de 2011 15:59